terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Meu “Big Give”

Nada como começar o ano com uma boa ação! Desde que eu consegui um estágio e dinheiro começou a entrar na minha conta, eu fiz uma promessa a mim mesma. Inspirada pelo programa “Big Give” da Oprah, resolvi doar um mês da minha bolsa de estágio para três causas, entre elas: crianças, idosos e abrigo de animais.

Guardei esse meu projeto a sete chaves durante bastante tempo, e hoje o dividi com a minha mãe. Ela mostrou-se animada e me deu algumas dicas, são tantas pessoas que precisam de ajuda que é difícil escolher um local só. Colocarei em prática assim que receber o dinheiro, provavelmente em janeiro de 2009, escreverei sobre todos os detalhes quando as ações forem se desenrolando.

2008 foi um ótimo ano, muito fértil, e espero que 2009 seja melhor ainda =DDD

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Atração Fatal

Hoje assisti a um clássico do cinema. Eu já tinha ouvido falar desse filme como referência pelo meu pai e meu tio, por programas de televisão, já tinha visto a cena final em alguns especiais sobre cinema e finalmente o filme entrou na minha lista de assistidos.

A Glenn Close representando o pior pesadelo de um homem que pulou a cerca. Eu imagino o fervor que deve ter sido na época, e como os homens devem ter ficado apavorados.

No início, eu até simpatizei com a Alex, exigindo que o Dan assumisse a responsabilidade. Nada mais justo, os dois dormiram juntos e no mínimo uma pensão alimentícia ele deveria se dispor a pagar, mas isso nunca entra em discussão porque a desequilibrada suicida quer o homem do lado dela de qualquer maneira.

Achei o filme muito bem construído, com aquela tensão sobre o próximo passo dela, todo um clima de filme da década de 80, baseado na atuação e no roteiro, sem desvio de atenção com efeitos especiais.

O meu próximo filme na lista é “Filadélfia” com o Tom Hanks, já vou deixar minha caixa de lenços preparada do meu lado.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Uma carta para minha mãe

Ontem demorei a dormir porque uma angústia me assombrava, resultado de eventos prévios. Orei e pedi calma e tranqüilidade para poder dormir, deixar os problemas de lado e pensar numa solução mais tarde.

Para minha surpresa, assim que acordei a resposta me veio como um sussurro. “Escreva”. E tudo pareceu claro como água! Escrever é melhor para se esclarecer um ponto de vista, porque você tem o tempo de escrever e pensar em tudo que tem para dizer e não perderá o fio da meada se alguma discussão acontecer. Passei algum tempo arquitetando meu texto na cabeça, depois de vários rascunhos mentais eu sentia que iria explodir de tanto pensar naquilo. Levantei e fui tentar me distrair com outra coisa.

Antes mesmo de começar a digitar, eu já havia desistido de entregar. Todo o debate pode ter parecido em vão, mas eu sinto que entrei em contato comigo mesma. Eu sinto que ainda haverá outras oportunidades para realmente entregá-la.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Sobre Deus

Estou lendo um dos livros que ganhei de Natal: “Tudo que sei aprendi com a TV” do Mark Rowlands, e apesar de questões interessantes levantadas, o livro me decepcionou um pouco, a escrita não é lá essas coisas. Porém será uma boa fonte de material para o blog, e começo agora.

Logo no início, ele questiona as leis morais de Deus, usando como contexto a série “Buffy – A Caça-vampiros”. Ele traz para a luz da discussão contradições para a índole de um Deus, como o nosso é considerado bom e, portanto suas leis seriam boas, mas se o Deus fosse mau como saberíamos que as leis criadas não defendem valores “errados”?

Eu, particularmente, achei esse levantamento desnecessário para a filosofia, já que tudo que “conhecemos” de Deus foi criado por nós mesmos, sendo que o ser humano conhece muito pouco dos propósitos além, pois estão fora do nosso alcance. Nada pode ser tido como verdade ou certeza porque somos ignorantes natos. Tudo produzido por nós passa longe da verdade, e passamos o tempo especulando para não ficarmos entediados.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Porque eu seria uma péssima atriz

A cada dia eu me conheço melhor e me divirto descobrindo minhas reações para diversas situações. Algo consistente que eu descobri sobre mim, é que eu não consigo opinar falsamente. Mentir pra mim é um suplício, e a verdade me parece muito mais útil do que o “tentar agradar”.

Engraçado que mesmo quando pedem minha opinião, eu não consigo fingir entusiasmo, e as pessoas ou não percebem ou entendem o que querem; eu sou muito sincera. Até para dispensar um compromisso eu sempre me baseio na verdade, e dói ter que mentir, tem gente que não tem nenhum problema em criar respostas falsas; se eu não sei algo, assumo que não sei.

Nessas últimas semanas eu passei por uma situação em que perguntaram a minha opinião sobre um espetáculo e falei bem dele, mas a verdade foi que eu fiquei meio desapontada com algumas coisas, e a pessoa que perguntou percebeu. Tudo bem que a pessoa na verdade tinha baixas expectativas e talvez procurasse algum comentário negativo e me fez sentir insatisfeita...mas eu fiquei surpresa ao repensar sobre, e realmente assumir que não tinha sido ótimo.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Lista de Natal

Natal passado eu lembro de me sentir revoltada com a pressão de comprar presentes. Esse ano foi diferente, estou há umas duas semanas pesquisando e comprando presentes pra família e pra mim. O que será que mudou? Talvez eu me sinta no direito porque estive oito meses recebendo o dinheiro do estágio e posso assim esbanjar um pouco, afinal se trabalha para poder ter coisas.

Ainda carrego dentro de mim um pouco de contradição, porque ao mesmo tempo em que exerço esse meu lado capitalista, eu me pergunto que tipo de atividade eu gostaria de fazer para ser paga e me sentir bem comigo mesma, servindo um propósito humanitário.

Comprei com o meu dinheiro presentes para todos: um delineador pra Nat, um par de chinelos pro meu pai, um carro de controle remoto pra Débora, um DVD da Madonna pra mim e o último presente que falta, uma bolsa para minha mãe.

Feliz Natal pra vocês!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Motivo da minha ausência online: The Office

Como presente de amigo oculto no estágio eu ganhei a primeira temporada de “The Office”, só seis episódios, e não larguei mais! São cinco temporadas, a quinta ainda em andamento, e eu não penso em parar antes de ver tudo, ou seja, maratona!!! UHULLLL!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Adeus, CMRMC

:’(

Essa última semana foi dura, corremos contra o tempo para terminar os clippings do CMRMC, foi uma super operação com trabalho intenso e muitas mãos adicionais para dar conta do recado, e conseguimos terminar.

Na quarta-feira teve lanche de confraternização, tudo estava ótimo, e gostaram da torta de palmito que fiz, estou até pra mandar a receita pras meninas =DDD Recebi elogios da Diana aqui em casa e a família aprovou também =DDD

No sábado passado eu não consegui me conter e com todos reunidos, eu chorei, deu aquele aperto no coração de deixar essas pessoas que tanto gostei de conviver nesse período de estágio.

E hoje, eu fui do estágio pra casa com os olhos cheios d’água e soluçando, depois de me despedir da Erika. A respiração já tinha apertado quando eu ia me despedir das meninas do casarão, só não o fiz porque elas ainda estarão lá amanhã, então poderei me despedir de todos. Vai ser barra, já estou prevendo que não vou agüentar não chorar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Why I don´t believe in regret

Because my actions in the past reflected who I was back then and those choices made me who I am today.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madonna na chuva: Eu fui!

Os portões abririam às 17h, o DJ entraria às 18h e o show começaria às 20h. A informação que eu tive foi que a Madonna quis ensaiar no Maracanã e terminou esse ensaio às 17h30, ou seja, estava um caos do lado de fora, com filas enormes e confusas, um empurra-empurra.

Cheguei 17h30 em ponto e fui rodar o Maraca atrás da minha fila, eu achei o início dela, mas o fim...ninguém sabia em que fila estava, era gente correndo...

Fiquei um tempo parada vendo a bagunça e esperando a Eve chegar, andei sem rumo um tempo e depois voltei pra onde estava à procura dela que tinha chegado. Penamos um pouco pra nos achar e só conseguimos quando o Davi pegou o telefone. Ufa, estávamos juntos! Conseguimos um lugar bacana nas cadeiras laterais.

O DJ foi mais ou menos, tocou algumas músicas de sucesso, o povo ia ter gostado se tivesse um funk, tenho certeza RS E quando ele terminou, ficamos mais de uma hora sem nada no palco, eles começaram a arrumar tudo pra entrada da Madonna e o show só começou lá pras 20h30, um pouco depois que a chuva começou a cair forte. Do nosso grupo eu era a única sem capa de chuva, eu tinha guarda-chuva, mas abri só um pouco. Quando o show começou, eu fechei e não parei de me mexer pra não sentir frio...no início eu batia o queixo. Minha sorte foi que antes de sair de casa eu dei uma olhada nas músicas que tocariam e sabia a ordem.

Gritei, cantei, fingi que sabia a letra, pulei de bota mesmo, encharcada dos pés à cabeça. Eu me diverti pra caramba! Pena que as duas horas passaram tão rápido.

Ela perguntou se a chuva estava incomodando. Nós gritamos “Nooooo!” Vocês querem que eu pare? “Noooooo!”. Vocês querem que eu continue? “Yesssss!” E agradeceu: “Obrigada”. Uma fofa!

As músicas que eu mais gostei, pulei e cantei foram “Music”, “4 minutes”, “Miles away”, “Borderline”, “Ray of Light” e a melhor de todas, que deu pra ouvir o Maracanã todo cantando “Like a Prayer”.

Acordei com depressão pós-show.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ó pai ó - Bando Olodum de Teatro

Eu ia deixar essa peça passar em branco, fui ver tem duas semanas com a Bel, e eu não ia escrever nada. No entanto, acabei de dar de cara com uma crítica que o Sérgio Britto escreveu, e ele estava lá nesse dia que fomos. Sentamos numa fileira logo atrás na ponta contrária; quando chegamos, ele e o Antônio Fagundes (que eu demorei ter certeza ser ele, porque eu estava sem óculos) conversavam.

Difícil não gostar de comédia, a não ser que seja de muito mal gosto ou com péssimas tiradas, e quando terminou eu fiquei satisfeita de ter ido. Era engraçado ver os estereótipos desfilando a nossa frente, mas achei que a platéia ria descontroladamente de piadas que somente resultavam de um meio sorriso no meu rosto. Eu não ri o tempo todo, mesmo a comédia não deve gerar risos ininterruptos porque cansa.

Posso afirmar que o que eu mais gostei foi a brincadeira com as vozes, tanto do gago, quanto da dona do prédio, com uma voz muito característica de velha, parecia a voz de um desenho animado.

O Sérgio Britto não gostou.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Algum livro emburrece?

Será que é possível algum livro emburrecer? Eu sou totalmente a favor das pessoas lerem mais, no entanto, começo a me questionar se qualquer leitura é enriquecedora.

Acabei de ler o livro que deu origem ao filme brasileiro “O invasor” do Beto Brant e eu não gostei de como me senti depois. Eu, particularmente, gosto de livros que trazem a tona questões filosóficas, que me façam pensar sobre outros pontos de vista, ou mesmo que me elucidem quanto a algum assunto, ou ainda que me façam sentir alguma coisa.

E esse texto não me adicionou muito...era uma narração muito da superficial, sem camadas, era aquilo que estava escrito e pronto. E eu gosto de estar sempre lendo pra ativar melhor o vocabulário e a velocidade do pensamento...e esse livro parece ter me desacelerado...logo depois que terminei de ler eu tinha que tentar aprofundar meu tão falado trabalho de Realidade e as palavras estavam difíceis de sair.

Bem, verdade que eu estava precisando era de ouvir a professora falar mais sobre o assunto para estimular a escrita, eu já sentia falta disso fazia duas semanas, mas eu esperava que a leitura facilitasse, pelo menos, a busca das palavras...e nada.
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Tirei 8,5 na prova de Realidade!!! Oba!!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mundo animal

Saiu uma reportagem na parte de ciência do jornal, falando das emoções do cachorro. Na experiência pedia-se para o cachorro dar a pata e quando ele dava quem era recompensado era o cachorro ao lado. Depois de algumas tentativas o cachorro recusou-se a dar a pata.

No mínimo a experiência comprova o que qualquer dono de cachorro sabe: que a inteligência dele vai bem além do que se credita. Os bichos de estimação são bem sensíveis e captam muito bem o que acontece a sua volta. A Dolly, por exemplo, é muito parecida comigo, o Pedro sempre fala. É engraçado comprovar como ela é anti-social rs Já me contaram uma vez que ela ficou rosnando pro cachorro que ficou na gaiola do lado dela depois do banho na Pet Shop.

Então a experiência comprova o que já sabíamos, que existe realmente uma certa racionalidade na cabecinha deles. Só que na reportagem eles chamam essa resposta do cachorro como uma ação invejosa...e eu não vejo nada de inveja ali, o cachorro simplesmente percebeu que não valia a pena dar a pata se não era ele que era recompensado.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Surpresa não tão agradável

Minha mãe disse que o meu trabalho está superficial, ou seja, a minha felicidade de ontem se esvaiu e o sufoco voltou porque tenho um dia e duas manhãs para aprofundar um assunto que pouco sei, difícil de enrolar e que não faço idéia como abordar. Affffffffff!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Surpresa agradável

Hoje eu tive uma surpresa agradável. Desde quarta-feira estava com uma angústia com relação ao meu último trabalho do semestre, na verdade penúltimo, porque ainda tenho que fazer um relatório de estágio...mas até que esse não conta, porque é fácil de fazer.

Eu estava me torturando, pensando como eu escreveria uma análise crítica usando TODA a matéria discutida nas aulas de Programação de Realidade. Metade do caminho já estava ganho quando eu escolhi o meu objeto, que foi o comercial da “Dove”: Evolution. Só que eu estava com medo de sentar e pegar os textos e espremer a análise...por isso reservei meu domingo, segunda-feira, e qual não foi minha surpresa, o trabalho foi desenrolando: uma, duas, três páginas só com comentários com base nas aulas e que se aplicavam perfeitamente ao objeto. Ou seja, acredito que tenha terminado o trabalho em uma manhã. Ainda falta concluir melhor, mas boa parte já está pronta!

Ufaaaaaaaa! Nem acredito.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Programação de Realidade: Prova

Hoje tive minha única prova do período, já nem lembrava mais como era estressante estudar; e a pressão de tentar absorver o máximo de informações possíveis para poder fazer um discurso que fosse coeso, pelo menos. Tive uma semana que foi mal administrada, porque eu poderia ter estudado muito mais, mas enfim, eu achei que o tema já estava meio incorporado e por isso seria mais fácil escrever sobre um assunto que gosto. Engano meu. É sempre bom ir mastigando as informações se você tem dias para tal (anotação mental).

Caía o mundo lá fora e mesmo assim estar na minha pele, ali na frente daquela folha em branco, esperando para ser preenchida, era mais desconcertante. Era melhor correr na chuva. Simplesmente era só uma questão, para basicamente escrever sobre TUDO que foi abordado nas aulas, e com um assunto tão extenso, complexo e cheio de ramificações, eu fiquei meio desesperada...espero ter usado os termos certos e necessários, espero não ter falado bobagem ou ter sido redundante.

Eis a questão:

Leia a seguinte entrevista, e escreva um comentário a partir das teorias discutidas ao longo do curso, esclarecendo os conceitos e citando os autores envolvidos. Não deixe de mencionar os aspectos da ênfase na representação do real nos produtos midiáticos contemporâneos, e a importância das estéticas do realismo ao longo da Era Moderna.

“PUTA QUE PARIU!”, foi o que pensei.

Link para a entrevista:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI11560-15254,00-WALTER+SALLES+CINEMA+NAO+E+SABAO+EM+PO.html

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Show extra...Não!!!!

Cheguei 10h no trabalho hoje, meu horário normal. Se fosse um dia como outro qualquer, 17h30 eu estaria juntando minhas coisas para poder vazar...só que hoje teve show extra.

18h30

Suzana: Clarissa hoje está muito estranha. Geralmente ela está cheia de energia...(se perguntando porque eu não queria sair pra comprar comida na padaria).

Eu: Acontece que estou correndo de um lado pro outro desde cedo!

Cheguei em casa 22h15 – morta (!) diga-se de passagem. Ô vida dura de estagiária!!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Botão de elevador

Eu sempre fico na dúvida de qual botão apertar para chamar o elevador, subir ou descer. Afinal qual o referencial que você deve assumir: você ou do elevador?

Toda vez que me encontro nessa situação eu me proponho a testar, aperto subir quando ele está lá embaixo e espero pra ver o que acontece. Pior é quanto tem outras pessoas esperando, ou elas, impacientes, apertam o outro botão ou eu me sinto pressionada a fazer com que o elevador chegue logo e eu mesma aperto o outro botão.

Na dúvida eu aperto os dois, mas eu tenho curiosidade de saber como funciona. Na verdade, eu acho que eu até já soube um dia...só que eu esqueço. Acho que deveria ser padrão, todos os elevadores só deveriam ter um botão para chamar, assim acabava com a confusão.

domingo, 30 de novembro de 2008

Fantasiados de quê?


É o Peeeedro, né, cara!

sábado, 29 de novembro de 2008

CMRMC com novo nome

Não é brincadeira, agora o Centro de Referência teve um adendo ao seu nome: Artur da Távola. Pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, radialista, jornalista e político, falecido no início desde ano; ele escrevia artigos sobre samba, choro e MPB, por isso a homenagem, compreensível.

Saiu em Diário Oficial e agora temos de atender ao telefone assim: “Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola, bom dia, boa tarde ou boa noite!” Nem um pouco prático. Já era um nome enorme porque não torná-lo maior ainda? Vai entender.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O inferno são os outros

Encontrei um spray de tinta que estava sobre a minha mesa aberto e já suspeitava que tinha sido a Débora, curiosidade de criança. Fui perguntar e ela negou. Então eu disse que sabia que tinha sido ela porque ninguém poderia ter mexido. Resolvi deixá-la de castigo por ter mentido, por 10 minutos, pensando no que tinha feito. Logo depois descobri que ela tinha sujado minha bancada e alguns papéis, nada mais coerente que depois do castigo ela tivesse que limpar a sujeira que fez. Até aí, o castigo está didático e funcionaria. O que estragou tudo viria depois.

Minha mãe entrou no quarto questionou se já não tinha dado 10 minutos. Eu a confrontei e disse que estava controlando o tempo. Ela então começou a discutir como eu deveria aplicar o castigo, que a Débora poderia usar o tempo que restava para limpar a bancada. E eu disse não. Eu aplicava o castigo, ela tinha mexido no que era meu e não dela, eu tinha o poder de decidir. Não satisfeita, minha mãe começou a questionar minha forma de lidar com situação. A minha vontade era mandar ela calar a boca! Como ela não percebia que estava prejudicando a disciplina que eu aplicava?!?!?!

Pra piorar a situação, meu pai que ouvia a discussão do quarto, e que já estava nas alturas mesmo, veio apoiar minha decisão, e veio tentar fazer minha mãe deixar de interferir. O que ele fez de errado foi aplicar um outro castigo, e no calor da situação mandar a criança dormir sozinha sem a minha mãe colocá-la para dormir. A Débora começou a chorar e a discussão foi pro outro quarto.

Não sei como ficou afinal, mas que isso dá nó na cabeça da criança, com certeza dá. Minha mãe é péssima com disciplina e cega também com quem sabe educar. Nem que um psicólogo dissesse que ela estava errada pra mudar a atitude. Ô, cabeça dura.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Conversa alheia ouvida no Metrô

Dois caras conversavam do meu lado sobre aparelhos tecnológicos e eu não acreditei quando ouvi um deles reclamar. Ele se mostrou indignado de comprar um aparelho de última tecnologia e dois meses depois ver que o preço que ele pagou já era muito menor, o que popularizava a mercadoria. Mas a sua indignação não era com relação a ter gastado uma baba pra depois o preço cair vertiginosamente e sim, com o incômodo de em pouco tempo ele deixar de ter algo único, que ninguém tem. Então ele parte para o outro aparelho de última geração.

Ele claramente é o tipo de pessoa que quer mostrar-se pelo que tem. Uma alma mesquinha e fúteo. Consumo, consumo, consumo! Isso que move as pessoas...que droga.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

TOC, TOC

Quem é?

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Transtorno Obsessivo Compulsivo

domingo, 23 de novembro de 2008

Aviso aos usuários...

de computador.

Acabei de descobrir que o Windows Media Player não está reproduzindo DVD, mesmo original.

Chegamos à conclusão que isso é provavelmente resultado de alguma atualização da Microsoft. A mensagem que vocês devem receber é relacionada aos direitos autorais digitais.

O máximo que pude fazer para assistir DVD no computador foi instalar o programa PowerDVD, leitor de DVDs.

Testem ae!

sábado, 22 de novembro de 2008

Teatro para Todos

Pessoas, começou, este fim de semana, a campanha Teatro para Todos, na qual 44 peças de teatro apresentam preços promocionais de R$ 5,00 a R$ 25,00. Peças que custavam R$ 80,00 custam agora R$ 25,00!!!

Não deixem de aproveitar!!!

Algumas peças acontecerão somente por dois dias e outras até o final do ano. A lista de postos de venda, horários e locais podem ser consultados pelo site: http://teatroparatodos.com.br/

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sobre o Paulo Coelho

Paulo Coelho é uma dessas figuras que geralmente as pessoas têm uma opinião formada, os intelectuais o criticam e o povo o adora. E fui atrás de formar uma opinião, e a melhor forma é ler e tirar suas conclusões. Confesso que está sendo difícil ler como se nunca tivesse ouvido as críticas dos professores de português, dos meus pais...o argumento deles é que Paulo Coelho não é literatura, ele coloca nas páginas ensinamentos acumulados, tudo mastigado, alimentando o misticismo. Ele não lança idéias e permite que o leitor as preencha.

Eu me sinto lendo um livro infanto-juvenil com uma temática adulta, sinto-me subestimada, mas o livro não é de todo ruim, apesar da escrita infantil, o que deve alegrar seus seguidores; já me peguei refletindo sobre algumas coisas que li.

Um amigo meu às vezes questiona, “por que escrever difícil quando se pode escrever fácil?”.

A questão é que se você não consegue ler o difícil nunca poderá evoluir intelectualmente. Verdade que não é todo mundo que busca isso pra si, essa ascensão intelectual, mas quanto mais ferramentas, melhores são as chances de conseguir um emprego em que se trabalhe pouco e ganhe muito.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O monstro tem a ensinar

Devemos considerar o que um assassino tem a dizer? Podemos aprender com ele? A obra literária de um monstro deve ser esvaziada de seu valor?

Com a minha experiência, que cresce diariamente, eu diria que sim. Sempre temos o que aprender, mesmo com aqueles a favor de matar; tentar entrar na sua cabeça e absorver informações, ponderar. O que eu poderia aprender com alguém a favor da ditadura? Primeiro, ele fala deliberadamente sobre algo por um ponto de vista sem considerar os outros lados da história. Segundo, ele já é naturalmente violento, brigar provavelmente o faz sentir bem. Terceiro, essa mentalidade deve ter sido ensinada a ele.

O que eu aprendo disso? Tomar cuidado para não me envolver com ele, ignorar quando notar um discurso sem base e principalmente não irritá-lo. Sabe-se lá como ele pode reagir.
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Parece que o problema do computador era memória bichada! Comprei outra e até agora o computador não desligou sozinho =DD

Ouvindo agora KT Tunstall – Eye to the Telescope

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nota de agradecimento pública

Para o professor Luis Carlos Lopes:

“Professor,

Eu gostaria de agradecer pela sua dedicação. Essa disciplina foi a que mais me adicionou nesses três anos de faculdade, e não só pelos temas abordados, mas também pelo seu cuidado em passar um pouco da sua experiência e pelo seu comprometimento. Quem dera que os outros professores exigissem leitura, produção e nos estimulasse a falar e debater como o senhor nos exigiu. Antes desses seis meses eu já era bastante crítica, mas a 'teoria da argumentação' realmente me deu ferramentas para aprofundar minhas análises que eu já fazia das mídias, não era nada muito técnico, faz alguns anos que eu percebi ser manipulada e essa disciplina serviu para me complementar. Obrigada novamente e desejo tudo de bom para o senhor!”

domingo, 16 de novembro de 2008

Quatro dias, uma eternidade!

Porque eu não atualizei o blog nesses últimos dias? Alguns motivos. Assunto tinha, mas o tempo realmente voou. Na verdade foi só um motivo mesmo, pensando agora...resolvi ser responsável e passei a semana fazendo meu último trabalho pra matéria de segunda-feira, fiquei impressionada com a minha determinação! Desde quarta-feira até hoje dediquei duas horas das minhas manhãs pro trabalho, e não teria dado tempo de fazer tudo se tivesse deixado pra fazer só no fim de semana.

Ainda fui ontem e hoje visitar a vovó no hospital, felizmente hoje fomos avisados que a infecção está cedendo e logo ela poderá sair da CTI. Ufa!

Ah, novidades! Estamos com uma moça nova aqui em casa, a Diana, e ela sabe fazer doces! Hummm!

Sofri uns acidentes de trabalho no estágio...Clementina me arranhou o dedo do pé enquanto brincávamos e saiu rios de sangue. Não satisfeita, no dia seguinte ela arranhou minha barriga! Acho que ela não está muito feliz comigo rs

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Será que conseguirei visitar a Pat essa semana?!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cabeça de vento

Engraçado como só percebemos as coisas ao nosso redor quando elas não funcionam. Alguém já tinha me dito isso, parece que me relembraram, e para lembrar você deve esquecer. Onde você encontra verdade? Não é na fala, é no corpo. O cinema permite uma percepção alterada do mundo. A semiologia do cinema é a mesma da realidade. O filme é a vida e não o teatro. A vida é um filme ruim. Qual a verdade dos fatos se cada um lembra coisas diferentes? Rememorar não é restituir a verdade. O que parece fragmentado só o é porque estamos no presente e não temos a noção do todo. O homem sendo finito só pode ter acesso a um fragmento do tempo, uma imagem da história. Nossa noção de tempo não é mais linear, é descontínua... e por aí vai.

Achou complexo? Muita informação? Imagina 3 horas disso e ainda em portunhol! A palestra do Hernán Ulm foi ótima, só saí com uma dor de cabeça básica, sinal de que tem alguma coisa lá dentro.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Análise argumentativa: Reportagem da Veja "A neutralidade como dever"

A reportagem pretende ser inovadora, tendo como base uma pesquisa que nunca foi feita. Desta forma ela procura prender sua atenção para o que vem a seguir. Os dados representam que mais da metade dos alunos de escola e de seus pais acreditam que a escola serve para “ensinar matérias” e para “formação profissional”. A opinião escolhida para ser defendida remete a “o que quer a maioria?” E questiona “por que impor o que a minoria quer?” Só que é claramente visível a manipulação de dados para defender um lado que nada tem a ver com o problema.

A escola serve para formar cidadãos. Essa deveria ser a premissa, se a maioria da população é ignorante e não vê desta forma, é porque a sua realidade não possibilita que vivenciem o mundo desta forma. Os alunos de escola pública e que não podem pagar por uma educação estão ali realmente para ter um mínimo para sua vida profissional, posteriormente. E se não pensam na escola como formadora de cidadãos, a escola que não passa esse conceito básico.

A reportagem evoca o conceito de democracia para fortalecer a questão da maioria, só que nem sempre o certo é visto pela maioria, ainda mais em um país tão deficiente de educação. O que falta é o ensinamento e a prática da moral e da ética, o que é na prática, ser cidadão, são as regras para a convivência social e as suas distorções.

Perguntas são feitas para reforçar o discurso manipulador seguindo a linha da defesa da democracia. A seguir utiliza-se um argumento realmente pertinente que se refere ao engajamento dos envolvidos no projeto de educação, e que não existe um consenso ou uma linha de educação, cada um faz do jeito que entende melhor, o que realmente acontece. A partir daí entramos no argumento principal da matéria, onde embasado por estatísticas percebe-se que mais da metade dos professores rejeitam a idéia de neutralidade política.

Discute-se então a questão didática do MEC e seus itens de avaliação que parecem vagos e dão muita margem a interpretações. E por isso se defende o ensino neutro, um discurso apolítico, visão essa utópica porque não há como fiscalizar isso e mesmo que houvesse um controle iria beirar o desrespeito à liberdade de expressão e uma censura desnecessária.

A neutralidade política é humanamente impossível, principalmente no ensino universitário, já que é o lugar onde se pensa e critica o sistema. Não vejo problemas aí, porque os alunos já têm uma bagagem que lhes permite escolher acreditar no que lhes convém.

Para apoiar seu argumento de neutralidade política são apresentados alguns trechos de um livro em defesa da ciência, argumentos incorporados na reportagem, sem sabermos o contexto em foi apresentado no livro, finalizando com uma comparação: assim como o Estado é laico, a educação deve ser neutra.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Com os pés no chão

Eu me sinto super bem de ter construído e escrito muitos dos meus textos ao longo desse ano, já um caminho que eu venho construindo e tenho muito orgulho.

Muitas vezes eu me recordo de já ter escrito sobre um assunto e venho remexer meus textos, relembrando o meu Eu, até mesmo para mudar se for o caso. Tem uns que eu nem sei como escrevi, e eu fico surpresa de ter conseguido dar tal coerência ao que penso. Tanto que às vezes eu começo a me achar importante e isso não é legal, porque eu me distancio das pessoas. Não que eu me ache melhor, mas eu sinto ter algo concreto pra todos verem, e eu vou me colocando em um pedestal.

Hoje meu professor me fez o favor de me tirar de lá. Ele disse que ficou desapontado com o meu último trabalho e elogiou o de uma colega; eu pedi para ver e realmente estava ótimo. Existem pessoas melhores que eu! Eu fiquei feliz. E mesmo assim ele continuou me chamando primeiro para falar. Será que é porque eu nunca faltei nenhuma aula dele?

sábado, 8 de novembro de 2008

Fora ou dentro do sistema?

Você é contra o sistema em que vive? Despreza o capitalismo? Acredita que devíamos acabar com o dinheiro e viver em comunidades? Calma! Não seja assim radical. O que acontece é que não adianta o quanto você odeie ter que pagar mais de R$100,00 em um tênis. O capitalismo vingou porque ele é o reflexo da maioria das pessoas que vivem na Terra. Claro que existe a manipulação em tudo, mas se todos tivessem menos cobiça o socialismo funcionaria muito bem.

Certo. Eu não sou nenhuma entendida em economia, ou política social, mas eu sei que dizem por aí que nesse sistema existe lugar pra todo mundo: aqueles que são explorados, aqueles com algum poder aquisitivo e os exploradores, sem um desses três a roda emperra. Então porque os exploradores iriam querer acabar com a sua mão de obra barata, acabando com a fome, a miséria, dos países que eles exploram? Não faz sentido nessa lógica. Por isso acho uma ingenuidade quando alguns escritores disseram-se surpresos quando apareceu dinheiro de tudo quanto é lugar para salvar a economia e para salvar pessoas que estão morrendo de fome, quem tem dinheiro não mexe nem um pouco no bolso.

Nascemos nessa lógica e dificilmente conseguimos imaginar outra forma de ter a economia. O conceito super recente da responsabilidade social aponta para uma esperança de que as grandes empresas façam algo pela sociedade, mas isso só depois de ter o seu lucro garantido, porque em época de crise essa é a primeira frente a ser cortada, não tenha dúvidas. Dificilmente empresários ficam satisfeitos com um mínimo, eles querem sempre mais.

Eu faço minha parte de resistência, me perguntando se o que estou comprando é necessidade ou não. Não é a toa que eu tenho só quatro calçados: um tênis, duas sandálias e uma bota. Na verdade são cinco, esqueci dos chinelos =PP

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Complexos

Você acreditaria se eu dissesse que não conecto profundamente com ninguém porque sou uma super heroína, com poderes, que luta contra o mal, a favor dos fracos e oprimidos e que anda por aí disfarçada de pequena garota? Não? Foi o que pensei. Pois é verdade...dentro da minha cabeça...e na teoria.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Minha voz

Hoje foi um dia mágico. De uma hora para outra eu percebi a minha voz no mundo, eu percebi a força de minhas palavras e a liberdade que tenho para escrever aqui no blog o que eu quiser. Percebi um mundo de outras coisas hoje e voltando de Niterói de ônibus às 21h, parecia uma autista tentando escrever para não esquecer, mexendo meus dedos na altura da minha testa, em busca de articular uma coerência ao meu discurso, uma cena no mínimo patética.

O assunto discutido hoje em sala de aula foi o manifesto do Glauber Rocha “Uma Estética da Fome” e lá pelas tantas nosso sindicalista levantou a discussão de que ele não esperava que um filme mudasse qualquer pessoa. Em sua defesa, a professora argumentou que na década de 60, quando o Cinema Novo desenrolava com o lema “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, eles acreditavam sim que um filme pudesse ser revolucionário. Obviamente isso não foi pra frente, a ditadura matou todos aqueles que iriam mudar o país e hoje no mundo contemporâneo esse discurso parece um tanto antiquado, palavras essas da professora. E era essa questão que ela gostaria de trazer para nós, o que nos parece puro entretenimento, poderia ter uma força que o Cinema Novo acreditava poder existir, e algumas décadas depois, ninguém mais fala disso, de uma forma muito rápida, deixamos de ter futuro, como ela mesma apontou.

E agora eu só queria terminar concluindo que “o livro não muda o mundo, o livro muda o homem que muda o mundo”. E não se lê mais. Se era pelo livro que mudaríamos o mundo, não é pelo filme que isso vai se dar, até porque já existe um acordo prévio com os telespectadores, que vão ao cinema por lazer e não para pensar.

Eu credito toda essa minha viagem para um filme que fui ver hoje, não era nenhum filme cabeça, era uma comédia familiar, uma graça de filme, sem apelos e sem forçar a barra. Só que o filme serviu de objeto de análise, e quando eu terminei de ver, percebi que estava encantada, pelos termos de Jaguaribe. E você me pergunta o que proporcionou toda essa reflexão? Foi o meio acadêmico, partiu de mim e não do filme. Anotei muitas informações mais sobre a aula e poderia ficar aqui divagando sobre fatos chocantes que a Paula dividiu conosco, mas fico por aqui, porque ainda tenho que digerir o resto. E ainda tenho mais o que escrever sobre hoje, esperem por mais.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Receita para escrever qualquer texto

Por favor, me acompanhem. Sabe quando você tem um trabalho pra escrever que você sabe que exigirá uma enorme atenção sua para articular diversas idéias, muito a ser dito e muito a ser organizado e argumentado. Não sabe? Pois é um pouco desesperador, essa fase antes de começar a escrever mesmo, dá um frio na barriga, porque você não tem certeza por onde começar e o pior a se fazer é adiar. O que se deve fazer é sentar e traçar um plano de ação. E eu tenho a solução para os seus problemas!

O que eu faço é dividir meus dias e horários com antecedência e determinar pequenas tarefas até me sentir preparada pra escrever. Eu tenho que redigir uma reflexão sobre a teoria da argumentação, sobre as aulas todas que tive em no mínimo três páginas e no máximo dez, aplicando o que foi visto em sala, tudo isso pra daqui a duas semanas. Eu já decidi que dedicarei meus dois fins de semana para isso, e quatro dias é bastante coisa. Eu tenho tempo para tentar algumas abordagens e escolher a melhor forma de análise. A minha idéia é começar pegando anotações e os resumos, passar por tudo, levantar questões e acaba que o que eu tenho a dizer vai se construindo, às vezes sem eu perceber. O importante é definir as questões básicas a serem respondidas e depois os assuntos periféricos, as ramificações.

Mesmo eu sentindo uma certa pressão, um estresse antes de começar realmente, escrever e organizar meu pensamento é a coisa que me dá mais prazer. Não é a toa que eu mantenho o blog atualizado, com os meus questionamentos alinhados e prontos para serem degustados.

Ter a sensação de que aprendi o suficiente para desenvolver um texto não tem preço.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vamos meditar?

Desde que eu terminei de ler o livro do Brain Weiss, sempre que lembro, eu tento meditar, aquela meditação oriental de tentar não pensar em nada. Ele diz que quando conseguimos, sentimos uma paz interior, alegria, o que eu acho que já consigo mesmo sem tentar...quando fico feliz só de andar pela rua, observar a natureza. Eu não busco isso com a meditação, apesar de ser um bônus interessante. O que eu quero mesmo é buscar um contato interior, tentar descobrir dentro de mim as minhas provas e o que eu tenho que superar nessa vida.

Com um pouco de vergonha, eu confesso que procuro vivenciar minhas vidas passadas, assunto presente no livro que li. O autor diz que através da meditação entramos em um transe hipnótico, que nada mais é do que atenção concentrada e consciente. Na experiência dele, ele disse ter tido seus “insights” depois de três meses meditando, porque afinal, é algo que leva tempo e deve ser feito todos os dias, é preciso perseverança. E eu estou nessa, quando lembro, eu tento me concentrar.

E esses “insights” que eu busco, é qualquer coisa que indique o meu próximo passo, uma inspiração de como superar meus inúmeros complexos, a melhor forma de lidar com os problemas, como ajudar quem precisa. Eu não sei por que eu tenho a forte sensação de que se eu soubesse o por que de eu me encontrar nessa situação de evolução de espírito seria mais fácil de mudar o que eu tivesse que mudar, coerente com a minha mania de racionalizar tudo. Talvez eu tenha que agir mais por instinto e menos pela razão. Talvez essa seja minha grande lição, o que não acredito nem um pouco. Por isso essa minha necessidade de ver pra crer.
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Fiz o resto dos backups usando o kurumin, ainda bem que meu pai é inteligente =D Afinal não era hardware porque senão não teríamos conseguido ligar o computador pelo Linux, não saberemos ao certo o que foi, mas todos já consideram que minha compulsão por downloads seja a culpada.

Ouvindo agora Miley Cyrus – Blackout, popzinho que gruda na cabeça =PP

sábado, 1 de novembro de 2008

Agora nem “modo de segurança”

A situação não é boa. Ontem fui dormir e desliguei o computador normalmente, e depois de uma boa noite de sono, meu computador temperamental resolveu não ligar! O sistema operacional simplesmente não entra! Conseguimos fazê-lo funcionar em “modo de segurança”, menos mal, fiz back-up de algumas coisas e contava de fazer o resto mais tarde. Só que agora nada! Nem em “modo de segurança”! Fica lá com a tela preta e um traço piscando =’( Meu pai diz que indica mais ainda que seja um problema de hardware...e pior...ele lembrou que o meu disco é SATA(ou melhor Satã?!) e que ele não roda em nenhum outro computador aqui em casa, porque íamos passar os dados mais importantes pro disco dele pela rede, pelo “modo de segurança”. E agora?!?!?! Lá vem o desespero!!!

Será que o professor vai acreditar que eu não pude terminar o meu trabalho por causa disso? Afffffffffffffff!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mais sobre mim III

Libra: o dom do amor

Este dom do amor de Libra trata do amor conciliador. A busca da união que deve haver para cada "pessoa - universo" distinto. O sentimento do pertencer. Libra lembra a cada um de nós de que nós nos completamos através da união e do amor, seja no íntimo seja na comunidade da qual fazemos parte. A personalidade Libra é toda doce, amável, afável. Tudo o que mais deseja é agradar e ser aceito. A personalidade libriana se desenvolve a partir de seus relacionamentos e dos sentimentos que lhe são espelhados.
Se você perguntar a um libriano se ele deseja sair para ir ao cinema, ele possivelmente lhe retornará com outra pergunta, do tipo: "você quer ?". A identidade de Libra se manifesta pela sua inserção ao grupo. Daí que quando se trata de tomar alguma decisão, o libriano sofre, pondo e repondo pesos na balança. Na verdade, seu problema é justamente aí: Libra gostaria de poder optar sem desequilibrar a balança. Não se conforma com a idéia de que se escolher um caminho estará abrindo mão de outro.Nesta busca do equilíbrio, nada espantoso de que seja uma pessoa diplomática capaz de exercer julgamentos imparciais.
Certamente a expressão: "vamos agradar a gregos e troianos" saiu de uma alma libriana.
Fica ainda mais fácil compreendermos agora o fato de que Libra detesta injustiças.Ele é O justiceiro do zodíaco e nos surpreenderá com a destreza com que manipula a espada da justiça. Em conformidade com Vênus, seu planeta regente, a personalidade Libra desenvolve um senso estético refinado (são ótimos decoradores inclusive), e freqüentemente cultivam um comportamento de requintada educação.

Amizade

Para quem tanto gosta de ser aceito e admirado, Libra cultiva bastante as amizades.
Para Libra, o mundo inteiro cabe em sua simpatia. Mas, de preferência, irá escolher como amigos ou amigas, personalidades fortes. Pessoas que brilham.
Não importa o histórico cultural do libriano, ele rapidamente aprende a freqüentar com desenvoltura ambientes de prestígio, grupos de interesses artísticos, passarelas onde até podem desfilar personalidades renomadas.
Ele pode até se sentir à vontade em locais chiques, porém, não se enganem: com os amigos, Libra tem um coração generoso e não discrimina.
O que importa de verdade, é a lealdade.

Meu ascendente: Virgem

Você tem iniciativa, senso comum, é ordeiro e organizado, sendo essas suas maiores características. Mas perde tempo com coisas supérfluas. Você pode às vezes se tornar demasiadamente crítico, e perde tempo procurando defeitos nos outros. Em geral é diplomático e utiliza do tato para lidar com os outros. Você é uma pessoa incisiva, e é capaz de agir com praticidade.
Mas é muito sistemático, e nenhum detalhe passa desapercebido, e com isso, faz com que as pessoas não o entendam. Têm uma natureza jovem, e assim, percebe a fraqueza dos outros, com sua mente aberta e minuciosa. Pessoa sensível, prestativa e tímida. Seu sucesso se deve a cuidadosa atenção a coisas pequenas.
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Felizmente o meu mal estar dos últimos dias provaram-se ser de origem hormonal, por isso festejo o 'voltar a a ser eu mesma', leve e alegre. =DDD

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Por que as pessoas gostam de fofoca?

Esses pensamentos me acometem subitamente, muitas vezes estou introspectiva e eu compreendo algo, não que eu estivesse pensando sobre, é como se eu já soubesse, mas só agora fizesse sentido e se apresentasse.

Eu buscava algum lugar pra meditar no casarão onde trabalho pra tentar me sentir melhor, o dia tinha amanhecido nublado, eu tinha minhas pálpebras pesadas e sentia uma certa falta de ar, juntamente com um sufocamento, não é a toa que eu tentava me sentir melhor, sem saber o motivo daquelas sensações.

Eu só fui me sentir um pouco melhor quando ouvi as vozes de uma conversa na sala ao lado, e foi nesse momento que eu percebi que saber da vida dos outros nos afasta de nós mesmos, dos nossos problemas, enquanto você estiver ocupada com a vida alheia você não precisa pensar na sua, e é muito difícil tentar resolver seus complexos sem se deprimir, afinal, muitas vezes aquela sua forma de agir que já virou padrão exigirá um certo empenho para ser modificada, e isso assusta definitivamente.

domingo, 26 de outubro de 2008

Violência gera violência

Existem homens que precisam derramar sangue, sempre existiu.

Acabei de ver “Carandiru” e tenho pavor da raça humana. Nós vamos nos destruir. Meu coração está apertado e dói pensar que as guerras continuam acontecendo em nosso país, Estado e cidade, ali bem perto de casa. Que nó na garganta! É difícil até respirar. Quanto sangue! Quanta maldade! Choro copiosamente.

E a pior parte do filme não é quando os presos brigam entre si e se matam, mas quando a polícia se vê no direito de sair atirando em todo mundo, como se tivessem o direito de matar. Eu desejo que todas as armas do mundo desapareçam da noite pro dia.

Levei 15 minutos pra parar de chorar. Fazia tempo que eu não chorava assim. Gastei 4 lenços de papel.

E ainda tenho que assistir “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”. Maldita filmografia obrigatória.

sábado, 25 de outubro de 2008

Para que serve a literatura?

Eu não tenho um embasamento teórico sobre o que diziam os grandes estudiosos sobre a função da literatura. Eu quero somente escrever sobre a importância dela na minha vida, e talvez essa explicação possa ser expandida para outras pessoas.

Quando criança eu não lia mais do que as outras crianças que faziam parte do meu meio social, havia tanto estímulo em casa, como leituras antes de dormir, quanto pela escola, que através de projetos nos estimulavam a ler e a escrever.

Eu sinto que colho dessa plantação uma criatividade e imaginação que muito me agrada e tenho certeza teve fundamental importância para o meu gosto pela leitura e minha forma de encarar a vida, a literatura me torna mais poética, observadora das pequenas coisas da vida.

O meu maior prazer ao ler é reconhecer dúvidas e questões pelas quais eu passo e que estão lá, impressas numa página que tem décadas de idade, ou mesmo séculos!

É claro que não é todo mundo que sente prazer com a leitura, muitos colegas que estudaram comigo e tiveram os mesmo estímulos escolares não são ávidos leitores como eu ou a minha irmã, o que reforça a importância da cultura familiar. Se os pais não lêem, dificilmente seus filhos seguirão o fluxo contrário de tornarem-se leitores.

Hoje, pouco vejo minha mãe ler, ela diz que já leu muito e mesmo assim ela fez a diferença quando estávamos crescendo, formando nossa personalidade e caráter. E minha irmãzinha vai pelo mesmo caminho, eu fiquei orgulhosa quando eu comprei um livro que ela pediu (até grandinho) e ela não desgrudou dele quando chegou em casa, leu páginas sem parar e não seguiu o ritual de ligar a televisão assim que chegou.
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Texto inspirado pelo Prosa Online do Globo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Livro de cabeceira

Hoje era a data limite pra devolver o livro do Sartre que peguei emprestado na biblioteca do CCBB. Acho que eu já renovei esse limite umas três vezes e nunca começo a ler o bendito, ele está sempre lá, em cima da minha mesa, em frente a minha cama, me analisando, se perguntando porque eu não o pego. Eu não fiquei preocupada de devolver porque eu sei que existe um prazo, algo como uns cinco dias. O que me entristece é que comecei a ler ontem e parece interessante, então eu tenho três opções, duas na verdade, porque eu não posso renovar um livro atrasado: ou eu leio até onde der e devolvo ou nem tento mais e devolvo. Essa dúvida não está exatamente me corroendo, só me irrita um pouco não terminar o que comecei.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O belo ato de criticar

Essa semana eu terminei de ler uns textos para a aula de quarta-feira, depois de duas semanas com sessões de filmes, voltaríamos a discutir os textos sobre realidade. Eu ainda quero escrever algo baseado nessas aulas que são muito loucas! Mas deixo para depois quando estiver mais inspirada e embasada.

O que aconteceu foi que em um desses textos dizia que o ato de criticar seria uma autobiografia e eu gostei do que eu li. Isso explica muita coisa e mais uma vez aponta para o meu narcisismo. Quem me conhece sabe como eu sou crítica, difícil algo me agradar 100% e agora faz sentido essa análise de que a crítica nada mais é do que você entrar em contato com o seu próprio eu, buscar explicar o que se sente em palavras, racionalizar. Quanto mais eu critico mais eu me descubro, porque eu estou impressa em todas as minhas críticas. Lindo isso.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Crítica: Ensaio sobre a Cegueira ****

Já comecei a ponderar o filme assim que ele acabou, e vim de Botafogo até aqui em casa articulando meus argumentos e sensações. Finalizei o pensamento logo depois que discuti o filme com a minha mãe, mesmo que ela não tenha visto ou lido livro.

O filme é melhor que a média de filmes por aí, ganha pontos extras pelo enorme desafio, pela estética e pela temática. Fico feliz que o filme não tenha resvalado para o cinema apelativo, que soma mais pontos para o longa.

Ele perde pontos pelas limitações do tempo, as cenas se sobrepunham numa velocidade que não dava tempo de se digerir o que estava sendo mostrado, e quanto às atuações, os cegos não me pareceram tão cegos assim, mas como minha mãe bem apontou, talvez mostrar a dificuldade de ser cego não fosse o objetivo do Meirelles; e sim mostrar o que a mudança de condições representava, por esse lado, outros filmes já bem mostraram isso, e eu não sei se essa decisão explorou o que o livro tinha de melhor.

E o livro é melhor que o filme, o que não é nenhuma novidade. A minha experiência com o livro durou três semanas, começando com dois dias intensos de leitura e depois salpicados até terminar, passei por todo um suspense, angústia, fui digerindo as situações e me envolvendo com os personagens mesmo que não tivessem nome, características, só representavam faces do ser humano como se fossem um só.

Não consegui conectar com os personagens na tela e poucas cenas suscitaram alguma catarse, eu estava como observadora de uma realidade brutal, mas não me sentia entre eles como no livro.

sábado, 18 de outubro de 2008

Réplicas para um certo comentário saliente

Vai se fuder. Se não tem nada útil para dizer, é melhor ficar calado. Eu perguntei alguma coisa? Vai pra porra! Olha quem fala! Dedo médio. Soco na cara. Chute no saco. Vai se fuder. E a melhor de todas: o silêncio, a resposta que eu acatei.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Perdida no cotidiano

Ontem eu saí de casa pro estágio me sentindo um lixo, muito perdida, andando de forma inconsciente, só pensando que eu não faço idéia do quero fazer da minha vida. Eu buscava um alívio no ato de caminhar e passar pelas ruas e lugares, uma familiaridade que me salvasse. Eu me sentia dormente, insatisfeita com quase tudo que eu faço neste momento em minha vida.

No estágio comecei a fazer as coisas mecanicamente e pensava como aquilo que eu fazia não me levaria a lugar nenhum, um trabalho sistemático que não me desafiava, não me fazia crescer. Foi aí que o Anderson na mesa ao lado começou a falar disso que eu sentia e que ele sentia da mesma forma, até com as mesmas palavras. Foi o suficiente para me tirar do lugar confuso que me encontrava, afinal eu não estou sozinha e é bem mesmo um sintoma característico do emprego público, não dá pra viver assim; eu não consigo. Ainda bem que o contrato acaba em dezembro.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Be free, kittens!

Eu não quero escrever sobre a liberdade dos gatinhos, essa frase faz parte de um diálogo, de um episódio de “Buffy – A Caça-Vampiros” pra ser mais exata. E é aí que quero chegar. De tempos em tempos eu tenho uma maratona de alguma série, já foi “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”, “CSI” foi a mais recente, antes de “Buffy”; e eu vejo agora que esses ciclos têm a ver com momentos de calmarias, nada me prende o suficiente, porque se não eu não teria o tempo pra gastar com essas fugas da realidade. Se eu estivesse empenhada com alguma coisa, esses lazeres que isolam não estariam se manifestando, eu não teria tempo pra eles.

E surge a conclusão: ao ver tevê e ler livros, só faço fugir do presente e, conseqüentemente do futuro. Pensar no dia de amanhã sem ter ambições deixa um vazio, não saber o que fazer a seguir. Depois de ter terminado o segundo grau, que não deixa de ser uma meta, o que fazer? O que eu quero agora? Agora faz sentido porque o homem criou a noção de destino, ter um propósito, porque viver assim na corrente é paralisante. Isso é crise existencial. Pena que o plano de saúde não cubra sessões de análise para crises existenciais.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Primeira parte

“Eu tinha meu rosto enfiado no jornal e estava de costas para a porta que dava para o corredor, só eu me encontrava na sala naquele momento, minha colega estava fora almoçando. Quase cai da cadeira quando subitamente duas mãos taparam meus olhos, aquele cheiro era inconfundível...mas parecia muito pouco provável que fosse ele, já que tinha ido embora fazia alguns meses. Fiquei paralisada, aproveitando o momento e sentindo suas mãos contra o meu rosto, eu apoiava as minhas mãos na dele, e ficou um clima estranho.

Apesar de sentirmos que tinha algo entre nós nunca passamos o limite do profissionalismo, de minha parte na verdade era mais medo do que ser politicamente correta, sem saber no que qualquer ação irracional poderia provocar tanto no nosso relacionamento quanto no trabalho. Tínhamos olhares, toques furtivos, sorrisos, brincadeiras, e tudo isso passou como um flash na minha mente.

Finalmente levantei e virei para confirmar sua presença, ele sorriu sem graça e me abraçou meio sem jeito. Você não adivinhou...Não tinha certeza que era você, respondi. Estou só de passagem, ele retrucou. Ah, murmurei deixando a felicidade esvair-se e a frustração tomar lugar. E ele deixou a sala. E é isso que me confunde, como podemos ter qualquer coisa com ele saindo correndo? E quando não é ele sou eu.

Depois que me recuperei da visita resolvi ir até o banheiro lavar minhas mãos, sujas de tinta de jornal...no caminho esbarrei com ele e desejei que ele viesse atrás de mim, provando que ele pensava o mesmo que eu.”

sábado, 11 de outubro de 2008

Não me leve a mal

Hoje eu passava na frente da Igreja, a caminho do trabalho (voluntário, diga-se de passagem, rs), e um senhor veio me entregar um marcador de livro com a imagem da Nossa Senhora e um pingente.

No fundo eu adoro essas intervenções, porque é uma oportunidade para expor minha posição quanto ao catolicismo.

Eu estava só esperando ele pedir algum dinheiro, e a deixa foi quando eu me virei para ir embora e ele não soltou pingente. “Oba! Tá pra mim”, pensei.

“Eu não sou nem católica”, argumentei.

“Qual a sua religião?”

“Espírita”, respondi.

“O espírita está dentro do católico”, ele ainda tentou, sem saber que era uma batalha perdida.

“Só que eu não concordo com o que a Igreja Católica faz!”.

Virei e fui embora.

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Não me entenda mal. Eu não sou contra ajudar, mas se ele já chegasse dizendo o destino que a minha doação teria, eu não iria recusar. O que me deixa morrendo de raiva é saber como a Igreja explora seus fies, com dogmas que eu não concordo e um discurso torto e aproveitador.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O que fazer com a sua vida

No 3º. período da facul, os professores começavam a nos alertar para um divisor de águas. De acordo com eles aquele era o período que marcava a grande desistência do curso, pois depois de estudar um ano, o aluno já teria noção se iria querer trabalhar com aquilo ou não. Diante daquele discurso, eu matutei e já sabia que não iria trabalhar com produção, porque a prática de eventos efêmeros não me faz feliz e eu não seria uma ótima profissional pela minha personalidade. Tenho certeza que existem outras coisas que eu posso fazer e que realmente eu farei bem, e é essa busca que eu começo a pensar.

Em um ano eu terminarei a faculdade e espero ansiosamente pelas portas que irão se abrir na minha frente, porque quando se está no lugar certo, as coisas vão se encaixando, isso é fato. E a cada dia eu procuro aproveitar o presente e aprender lições de vida com as pessoas, como eu vou ganhar dinheiro é algo secundário, que me preocupa às vezes. Felizmente nasci em circunstâncias não adversas, para assim me dar ao luxo de viver dessa maneira, sem pressões que eu sei que outras pessoas passam. Cada um tem suas lições a aprender e as minhas me permitem essa vida. Estou sempre alerta.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Débora: a exagerada

Dia desses minha mãe contou que a Débora estava irritada porque a mochila dela de carrinho não queria ficar em pé. Ela ajeitava e a mochila caia, ela ajeitava e a mochila caia. Então ela estourou:

“Mãe! Sabia que a Clara disse que a mãe dela disse que eu posso morrer de estresse!”

Tão nova e tão bobinha, estressada com uma mochila rsrs

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“Enfermidades físicas são uma conseqüência comum da incapacidade de recusar compromissos indesejáveis, já que essa é uma maneira mais aceitável de dizer não. Então, você não tem outra escolha a não ser recusar, já que o seu corpo disse não por você. (...) ‘Estresse é quando sua mente diz não, mas sua boca se abre para dizer sim’”.

WEISS, Brian. A Divina Sabedoria dos Mestres Um guia para a felicidade alegria e paz interior. Sextante, 1999.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Voltando pro jogo, livro, conversa de domingo com a família e eleição

Preparem-se para uma enxurrada de assuntos!

Esse fim de semana me trouxe um sentimento de cura que eu não esperava! Faltei ao estágio na sexta-feira por causa do resfriado e já começava a desanimar com a idéia de terminar os trabalhos atrasados da facul porém, com a melhora da saúde veio a melhora da auto-estima para terminar pelo menos os trabalhos para essa semana, o que é MUITO animador!!!

Quanto ao livro, o tio me deu um de auto-ajuda e já veio dizendo que eu poderia ler e trocar por outro do meu gosto e foi o que fiz, voltei da livraria com “A Divina Sabedoria dos Mestres Um guia para a felicidade alegria e paz interior”, achou o título com cara de auto-ajuda? Bom, eu tenho um pouco de aversão a esses livros, este na verdade tem esse título meloso, mas é de um autor, Brian Weiss, que eu já havia lido e que fala sobre sua experiência como psiquiatra e a regressão de seus pacientes a vidas passadas. Já estou quase na metade e em certos momentos ele descamba para falar de como devemos nos amar, o que sempre me soa piegas. No entanto, o livro traz diversos questionamentos e formas de encarar as coisas que ajudam a entender por que estamos no mundo, não que seja novidade pra mim, sendo espírita, muito do que está no livro eu já sabia e já exercito, mas uma coisa ou outra acaba abrindo meus olhos para novas interpretações do meu agir.

Trecho: “A raiva é uma defesa do ego, uma defesa contra o medo. Medo de sofrer humilhação, constrangimento, desvalorização, zombaria, medo de perder prestígio, medo da derrota. Medo de não conquistar o seu próprio espaço”.

Comecei então a conversar com a Nat sobre algumas coisas que eu lia e o assunto acabou por enveredar para a pedagogia, o ensino nas faculdades, o ensino das escolas públicas, porque ela está estagiando e fazendo licenciatura o que suscita nela muitas dúvidas, o que é ótimo! Nossos pais entraram na discussão que acabou durando todo o almoço e bastante tempo depois. Isso que eu adoro na nossa família, estamos sempre nos adicionando, conversando sobre como as coisas deveriam ser, nosso papel no mundo, o que podemos fazer para melhorar e assim ficamos mais próximos, um ajudando o outro.

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Minha mãe: “Não sei se eu voto no Chico ou no Gabeira... vou votar no Cyro”.

Heim?! rsrs

sábado, 4 de outubro de 2008

Festival do Rio 2008

Filmes que gostaria de ver...
http://www.festivaldorio.com.br/site2008/

Happy-go-lucky
Professora primária de Londres tem como princípio ver o lado bom de tudo.

Borboletas
Sara tem seis anos e descobre que pode voar. Sua mãe fica preocupada e a leva ao médico.

Covardes
Gaby, de 14 anos, tem medo de ir ao colégio.

Casa Negra
Funcionário de uma companhia de seguros investida um homem suspeito de assassinar o filho para receber o dinheiro do seguro.

Garoto dos Sonhos
Mesmo com namorada, Roy beija Nathan.

Rebobine, por favor
O mecânico Jerry tem o corpo magnetizado e destrói as fitas de vídeo da locadora onde o amigo trabalha.

Juventude
No reencontro de três amigos do colegial, um balanço de suas vidas e valores.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Hipocondríaca, eu?! Imagina...

A foto já diz tudo. Ai, ai, doente novamente.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Ando meio indisciplinada

Sinto falta da época em que eu conseguia ser mais forte que a minha vagabundagem. Eu chegava em casa e antes do prazer vinha o dever. Hoje está difícil seguir isso. Chego em casa cansada e o pouco de tempo que tenho antes de dormir eu não gasto com leituras e resenhas, deveria, mas falta disciplina. Os deveres vão se acumulando e vira tudo uma bola de neve, estou descuidando até do blog! E eu não consigo nem dar conta de ir ao shopping fazer uma simples troca numa loja.

E lá vem ela...a culpa. Mas é como aquele ditado que diz “Muito trabalho e pouca diversão fazem de Jack um bobão”. Bom, não é bem um ditado, é do “O Iluminado”, mas não deixa de ter um fundo de verdade.

A bancada onde eu deveria estudar está constantemente uma bagunça! E isso atrapalha minha concentração. Estar na frente do computador também não ajuda em nada, pura tentação. A concentração anda escassa, não sei bem o por quê. Eu tenho que ser mais forte. Eu tenho que ser mais forte.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Em tempos de eleição...os candidatos do Agamenon

Vovó do Pó Para Vereadora 321907 PTTI Partido Traficante da Terceira Idade

Macaco também é gente! Primata vota em primata! Vote em Paulinho das Bananas 450288 PSDB Partido Social Democrata Banana

PAC Partido do Alcaguete Comunitário 7629012 Para Vereador X-9 do Batan Se tu não votar em mim, eu vou te dedurar e vão te mandar pra vala! Vote em X-9 do Batan!

O probrema do paiz é a falta de qualidade de noissa inducação e a inguinorância de nossas autoridade! Indefesa da educassão: vote em profeçora Daiany! 2345789 PCP Partido do Célebro Pedagógico

Para Vereador John Kennedy do Posto. Fui o melhor presidente americano. Só não fiz mais porque fui assassinado. Conto com seu voto! 548133 PDA Partido Democrata Americano

Ceguinho da Van 5099438 PV Partido da Van

Vamos acabar com tudo que aí está! Votem Ahmadinejad do Irajá! PX do B Partido Xiita do Brasil 8320218

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Cereja de chuchu

Estou pasma. (Antes de) Ontem compramos um bolo qualquer no Extra só pra cumprir o protocolo de cantar o ‘parabéns’ com a família e foi bem difícil escolher um que nos agradasse. Enfim, escolhemos um com duas cerejas em cima. Agora (ontem) no almoço pegamos o que sobrou de ontem para ir dando cabo de acabar com ele, quando meu pai fez o seguinte comentário:

“Será que essa cereja é de chuchu?”, e eu perguntei perplexa de onde ele tinha tirado essa idéia. Foi quando ele explicou que é prática comum fazer bolinhas de chuchu, adoçar e colocar corante para fazerem se passar por cerejas!!!

“Como assim? De onde vem isso? Como?!”

Aprendemos cada coisa! Mais uma informação para minha ávida cabecinha.

domingo, 28 de setembro de 2008

Sem título

Nestes últimos dias que não postei nada, eu cheguei a escrever algumas linhas cheias de raiva...mas não tive tempo ou energia para postar e decidi por isso por dois motivos: primeiro porque assim que terminei de escrever e conversei com a minha mãe sobre, a angústia sumiu. Por que eu iria postar algo tão violento se o seu desenrolar já havia servido para o seu propósito? O de expressar, de tentar entender e relevar o ódio? O segundo motivo foi o tempo mesmo, porque eu chegava em casa e a Nat já não dormia direito fazia três dias, então eu chegava e ela já estava tentando dormir, ou seja, meu ritual de chegar e escrever sobre qualquer assunto que mexeu comigo durante o dia não aconteceu.

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Também, naquela época do mês em que me encontro, eu só quero deitar e tentar esquecer a dor, nada me inspira a escrever, apesar de vários acontecimentos. Agora mesmo eu quero terminar de ler o “Ensaio sobre a cegueira”, mas a cama está tão convidativa...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Pedido de desculpas

Eu magoei alguém. Sabe quando a pessoa pára de falar com você de um dia pro outro? Foi assim. Eu suspeito do motivo, talvez uma postagem que fiz há alguns dias atrás; não tem como saber porque a pessoa não quer de jeito maneira falar, procura me evitar ao máximo, e isso me entristece. Curioso que era a pessoa que eu mais falava, passávamos bastante tempo juntos e talvez por isso, existia maior possibilidade de um irritar o outro, normal.

Se para resolver o problema bastasse retirar o que eu disse (escrevi) eu faria, mas o sentimento deixou de me pertencer no segundo em que foi postado. E esse é meu dilema diário aqui. Este espaço funciona como campo neutro, pelo menos eu gostaria, escrevo aqui o que às vezes eu não posso falar, são aquelas coisas que geralmente você guarda pra você sobre os outros, no entanto, guardar me faz mal e por isso eu escrevo. Meus textos mais ferrenhos, eu posto com um receio de que justamente aquela pessoa leia e se reconheça. Eu não vejo isso de todo mal, porque a pessoa pode encarar como um panorama de suas atitudes sem ter seu nome solto por aí, porque eu nunca dou nome aos bois, eu preservo a identidade do criticado e a partir daí ele pode começar a pensar se é assim mesmo ou se foi tudo exagero meu. Geralmente é, porque aquilo só sai de mim quando atingiu seu ápice de irritação, aí eu exagero.

O que eu espero me colocando assim no fogo? Eu espero que as 70 pessoas que acompanham o blog possam se identificar com o que eu penso ou passo. Às vezes é disso que a pessoa precisa, ver que não é só com ela que os problemas acontecem para ter forças e criatividade para resolver os seus problemas de relacionamento. Eu não tenho respostas, eu erro tanto quanto os outros, mas eu já aprendi nesses meus 23 anos de vida, que eu devo relevar os erros, porque EU provavelmente cometi ou cometerei aquele mesmo erro em algum momento da minha vida. E que atire a primeira pedra quem nunca errou. É mais ou menos nesse tom que vai a sinfonia.

Em suma, eu peço desculpas se ofendi, que a gente aprenda com isso e cresça. Se o problema não for resolvido, vocês estão de prova que eu tentei publicamente.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

feliz da vida! eu amo meus amigos!

Eu ia postar um pedido de desculpas hoje....mas eu achei que merecia uma postagem dedicada ao meu aniversário que foi ontem! As desculpas ficam pra amanhã.

Nunca comemorei tanto o meu aniversário rs Começou na segunda-feira, quando fui com uma galera da UFF pro Outback, minha primeira vez lá. As pessoas que mais amo estavam presentes e isso já bastava =D Ganhei alguns presentes: flores, chocolate, brincos e abraços, muitos abraços! Obs.: Maricá tirou essa foto.




Ontem, o dia mesmo do aniversário, comemorei mais duas vezes, com o pessoal do estágio e depois com o pessoal do Hapkidô, pena que esquecemos de tirar fotos lá na luta, mas o clima foi bem legal. E ainda terá a comemoração com a família e uma possível quinta comemoração com a galera podrera ;) Eba!

domingo, 21 de setembro de 2008

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ser ignorante é ser livre?

Se você vive em uma ilha remota onde não existem as cobranças da sociedade, talvez você possa exercer sua liberdade porque é ignorante. Mas afinal, o que é ser ignorante? Você só pode ser enquadrado como tal se existem valores comuns à um grupo e você os desconhece. Se para viver da melhor forma possível é preciso conhecer os códigos de conduta, o que você tem a fazer é conhecê-los o melhor que puder, mas e se você não concorda com aquilo que rege seu grupo? Cria suas próprias regras? Morre tentando mudar?

A criança é reconhecidamente desculpada de não seguir os padrões porque ainda não foi inserida completamente no sistema, seria ela mais livre do que os inseridos? Eu acho que sim em parte. Não é a toa que os saudosos que tiveram boas infâncias sentem certa dificuldade de entrar por inteiro no mundo que lhes parecia tão bonito e seguro, e que deixou de sê-lo no momento que deixavam de ser ignorantes.

E o mundo é cruel. Muitos que não dispõe de um espaço de aprendizagem pleno, estão pelas ruas vagando, sem conseguir formar uma frase direito, sem as ferramentas necessárias para exercer sua liberdade de escolha por algo melhor (que esteja disponível). Ignorantes dos trâmites da vida.

O ignorante de conhecimentos, fatos, dados, do saber, pouco voa. Vai até a beirada da janela e volta, enquanto existe todo um desconhecido através do alumínio reluzente. Existem aqueles que se contentam de sobrevoar alguns metros, e vivem, talvez se perguntando se seria diferente se não soubessem tanto.

Depois de uma certa fase, a ignorância não é mais desculpa e o mundo não perdoa. Não existe condescendência com esses já grandinhos e que devem buscar seus caminhos.

Na verdade, quanto mais se tem consciência do outro e do diferente, mais se compreende. Seremos livres quando o medo deixar de existir.

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Postagem dedicada ao Pedro que me inspirou a escrever, mesmo que ele simplesmente tenha escrito este título no MSN. Eu não sei o que passava pela sua cabeça quando escreveu isso, mas rendeu um texto legal.

Momento literatura

Eu ia ver “Ensaio sobre a Cegueira” ontem, mas resolvi ler o livro primeiro...então deixei de lado o livro que eu já estava lendo “A Casa dos Espelhos” e corri com a leitura o máximo que pude na segunda-feira para na quarta ir assistir o filme por R$ 3,00 no Iguatemi. Acabou que não terminei de ler o livro e tive que deixar o cinema pra próxima semana. Além desses dois quero ler o outro da Clarice Bean (“Clarice Bean, não olha agora!”), livro infanto-juvenil, da Débora. É de criança mas é bunitinho, você lê em uma ou duas horas porque é grossinho.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Amigo que denigre não é amigo

Sabe quando o menino quer chamar a atenção da amiguinha e porque não pode bater (afinal não somos mais crianças e nos ensinaram que não devemos bater), resolve agredir de formal verbal, psicológica, com uma brincadeira?

Eu parei para pensar se alguém mais fazia esse tipo de coisa comigo, para analisar se era implicância minha, se outros faziam o mesmo e ontem eu estava só mais sensível a piadinhas...e não encontrei, brincadeiras a parte, todos me tratam com respeito, como tem que ser. Então porque eu tenho que engolir comentários que denigrem minha imagem? Eu queria na hora mandar um “foda-se” e ir embora, mas eu não queria fazer uma tempestade num copo d´água.

Eu queria relevar, pois são duas crianças de quase 30 anos, mas ainda agora de manhã, isso me incomoda. Eles tocaram num ponto fraco, acredito, deve ser isso, insulto às mulheres, tendo a minha pessoa como ponto alvo. Depois eles não entendem porque não conseguem a mulher que querem. Nos tratam como objeto...isso me lembra o quadro do “Cócegas” da Miss Moçoró, que quer de qualquer jeito se impor como um corpo e não um cérebro, crítica clara à sociedade sexista em que vivemos.

domingo, 14 de setembro de 2008

Duas fotos

Quero postar hoje duas fotos que condensam dois momentos maravilhosos dessa semana. Nada como sair com os amigos! A primeira é do passeio que fizemos na praia de Grumari, eu e mais duas amigas que são pra vida inteira! Tudo conspirou para um ótimo dia, sol, mar calmo, água na temperatura certa, papos descontraídos, risadas, palhaçadas e sugiro que vejam a foto ouvindo a música do Tim Maia “Do Leme ao Pontal”!



Essa segunda foto foi da festa de despedida da Livinha que vai pra Portugal! Eu sei que ela está triste de nos deixar e nós de vê-la partir, mas são só seis meses, eu sei que vai dar tudo certo! A Li fechou o JK na Lapa e ficamos até nos expulsarem, o dia já amanhecia, e que dia foi aquele. Dançamos de tudo, uma energia muito boa da galera que é a melhor turma do mundo!!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Você acredita no amor?

Cara, hmmm, deixa eu ver, tipo...ah, sei lá. Não é bem o tipo de pergunta que você responde na lata assim “sim” ou “não”. Bom, a não ser que você esteja apaixonada ou desiludida, ae fica fácil rs

Pensando assim, racionalmente, eu gostaria que existisse. Não que eu esteja assumindo a posição de que não acredito. É que o sentimento é tão abstrato. Eu já gostei de pessoas, mas olhando agora, era sempre algo meio obsessivo...o que acredito não ser muito saudável. Eu tento valorizar mais o amor fraterno porque o amoroso é muito complexo. E eu não o entendo, isso eu afirmo.

Eu tenho uma idéia do que eu gostaria que fosse, mas é tudo fantasia, utópico, irreal. Eu tenho uma idéia de amor, mas ela não condiz com que existe hoje, é algo anacrônico. Já me disseram que eu nasci na época errada. Eu sou conservadora com algumas coisas e isso atrapalha que eu encontre esse amor mesmo perto de mim. Por isso às vezes eu duvido, mas eu não nego que sou uma romântica...às vezes.

Eu na verdade fico na dúvida porque não consigo afirmar para mim mesma que eu posso amar, eu acredito que posso, mas ainda não encontrei ninguém que me fizesse sentir isso, mas não foi por falta de tentativa...Eu só acho que umas pessoas têm mais facilidade para amarem do que outras. Eu me encontro no segundo grupo, das outras. Entre aprender com um amigo e aprender com um namorado, eu prefiro com o amigo, porque os jogos são diferentes e você tem que confiar. Ae já vira algo impossível. Texto chato esse, sem conclusão e mais dúvidas. Culpa do Pedro José.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Semana Power

Essa semana foi power de sábado a sábado. Teve festinha na Barra dia 6, churrasco de despedida em Terê para o pessoal da turma que vai pra Portugal, cinema ‘segunda irresistível’, aula, estágio, hapkido, mais aula, mais hapkido, praia amanhã, estágio e festinha da segunda despedida da Livinha no sábado. Ufa! Assim nem tenho tempo de atualizar meu diário de estágio, ou mesmo ler os textos da faculdade, nem ter inspirações ma-ra-vi-lho-sas para o blog. Ae fica uma postagem assim, com muita descrição e pouca criatividade.

Culpa do acelerador de partículas! Eu serei a primeira a criticar os cientistas quando essa parada criar mesmo um buraco negro que vai engolir a Terra. Mas não se preocupem, isso só deve acontecer lá pra 2012, quando está previsto o apocalipse.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Chute no estômago e soco na cara

O choque do real. Os estudiosos da realidade sabem do que estou falando. Nossa vida respira e transpira o que está na mídia e ela cada vez mais procura formas de nos chocar. E não poderia ser diferente com o cinema, aliás, ele é o grande exemplo da nossa realidade do choque. Refleti sobre tudo isso a partir do dito cujo, um filme, “O nevoeiro” para ser mais exata. Cara, minha mãe disse que esperava que não tivesse pesadelos com o que acabávamos de presenciar. Saímos do cinema meio abobalhadas, de boca aberta, olhos vidrados, chocadas. Durante o filme todo fizemos comentários e analisávamos as metáforas do que se desenrolava a nossa frente. E eu extraí as seguintes posições do filme:

A esperança é a última que morre.

Os militares são uns filhos da puta, fazem a merda e depois têm que limpar.

Nós somos os monstros.

Os fanáticos têm que morrer.

No desespero o ser humano vira animal (não que isso não aconteça naturalmente, fora do desespero).

Apesar das reflexões que o filme proporciona, eu não veria de novo, é do tipo pesado demais para mim, psicologicamente, o pior tipo, diga-se de passagem. Antes de terminar minha mãe disse que tinha lido que o final era aterrorizador. Esperamos ansiosas e fomos surpreendidas. Se eu fosse o cara, eu ficaria maluca depois do que aconteceu, apesar de achar o final inverossímil dentro da verdade do filme, forçou um pouco, mas não deixa de ser perturbador.

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Era pra ter postado ontem, mas a Internet voltou só agora! Por favor, não nos deixe mais! rs

sábado, 6 de setembro de 2008

Fragmento de uma ficção

(...) “Esse primeiro mundo foi apelidado de ‘O mundo sem homicídios’, e o motivo é surpreendente. Neste mundo, a lei de causa e efeito é ensinada e aprendida muito cedo, pois é imprescindível conhecê-la para sobreviver. As pessoas prezam a vida e preocupam-se com o próximo como se fosse a sua própria vida, o que não deixa de ter um fundo de verdade. O que acontece é que se você matar alguém, a pessoa mais próxima de você morre. No início era difícil, até os cidadãos perceberem a relação, demorou um certo tempo, e foi um aprendizado bem doloroso. Se você fere alguém intencionalmente, seu ente mais querido sentirá a mesma dor. Perguntamos se eles achavam aquilo justo, e a resposta veio sem temores: seria injusto se não houvesse punição para o culpado. É uma lei natural que não erra, algo impossível de ser estudado além do óbvio que já sabemos. Se alguém atropela outro e não presta socorro, a reação é certeira, mas se você faz o seu máximo para redimir-se e ajudar, nada de ruim acontece. A preocupação com o outro é enorme. Especulamos que talvez a ausência deste fenômeno tão perceptível e direto possa evoluir ou regredir, no sentido de que pode acontecer em outros mundos e não ser tão visível; ainda estudamos a possibilidade dessa ocorrência neste nosso mundo”.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bezerra de Menezes: Diário de um espírito (crítica)

Você só pode criticar um filme depois de vê-lo; certo, nenhuma novidade. Por isso apesar das críticas ruins do filme eu quis ver com os meus próprios olhos, e constatei o que já se tinha constatado, é um consenso: o filme é muito ruim. Péssimo. E tenho alguns pontos a colocar.

Primeiro que o Adolfo deve estar se remexendo muito no plano espiritual, porque na cova ele não está hehe Achei um insulto a forma como o filme foi feito, e as pessoas que gostam do kardecismo têm toda a razão de sentirem-se frustradas e não acreditar num próximo filme espírita que venha a ser feito. Poupem-nos, por favor!

Achei o filme pouco informativo, nada dinâmico, aqueles mesmos movimentos de câmera de novela da Globo, atuações sofríveis, sem fluxo narrativo. Algo muito mais interessante poderia ter sido feito, algo mais com cara de documentário do que a dramatização sonífera seria bem-vinda.

Parece o enredo do “Saneamento Básico”, quando a Fernanda Torres aceita fazer um filme de qualquer jeito pra ficar com a verba dele. Sinceramente eles poderiam ter se esforçado mais, fazer algo atual, com mais ensinamentos que tanto nortearam a vida de Adolfo Bezerra de Menezes.

Lamentável, realmente.

Adendo em resposta ao André: a minha crítica refere-se meramente à cinematografia, concordo que a iniciativa seja louvável e posteriormente esta postagem saiu no jornal que era o primeiro filme dos diretores, ou seja, experiência zero.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Decisão mais difícil

Ontem eu esbarrei em um blog com uma postagem sobre as “12 perguntas mais comuns numa entrevista” e uma delas me deixou com a pulga atrás da orelha: Qual foi a decisão mais difícil que você teve que tomar?

Eu fiquei sem resposta e seria pega desprevenida se me perguntassem isso. É óbvio que para um emprego, é interessante que você já tenha uma resposta arquiteta para não se atrapalhar na hora, nem precisa ser verdade, mas falar bem sobre algo que você teve que decidir.

Agora, saindo desse contexto, pensando mesmo em alguma decisão difícil, felizmente eu nunca tive. As minhas decisões se resumem a questões objetivas de prova, ou a que caminho tomar na rua.

Existem momentos emblemáticos, o vestibular, por exemplo, eu lembro de ficar na dúvida do quer fazer, mas nada muito difícil e sofrível, eu não sei também se tem a ver com o meu jeito de encarar as coisas e como me posiciono no mundo. Primeiro que eu odeio riscos, então estou sempre bem coberta, segundo, faço minhas escolhas da forma mais racional possível e não penso com pesar sobre como seria minha vida se tivesse feito outra escolha.

Independente de onde você esteja agora, o universo conspira para você passar por coisas que precisa passar e conhecer pessoas que seja interessante conhecer, as decisões perdem seu peso sufocante quando se tem a visão de que de uma forma ou de outra nada é por acaso.

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Eu não espero que alguém me dê um “serenata do amor”, se eu quero, eu vou lá e compro. Simples assim.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Madonna: Eu consegui!

Eve me ligou ontem de noite pra lembrar do ingresso da Madonna, fiquei tão empolgada que sonhei com isso. No sonho eu comprei o primeiro ingresso VIP, mas esqueci de comprar meia e eu aflita, voltava na bilheteria na esperança de conseguir trocar o meu ingresso inteiro por uma meia-entrada.

Acordei cedo e o plano era sacar o dinheiro e partir para a fila no Maracanã. Eu estava confiante e já tinha decidido faltar a aula para ficar na fila. Eu teria o dia todo, de 12h às 18h para comprar. Agora eu sei que tinham umas 700 pessoas lá (agora li que eram 150 no Maraca e 700 e todos os postos de venda). Minha mãe veio comigo até o final da fila, eram 11h e a bilheteria abriria às 12h. A minha sorte foi que pedi pra minha mãe continuar tentando comprar pela Internet assim que chegasse em casa e me ligar quando conseguisse comprar.

Fiquei 1h30 na fila. A menina da frente tinha vindo de João Pessoa (ou Juiz de Fora, ahh, não lembro agora)...uns caras na fila perceberam que não era fila para jogo e foram embora, e eu lá preocupada quando a vontade de ir no banheiro batesse. Eu devo ter andado uns 10 metros na fila, quando o pessoal do evento nos avisou que os VIPS (2.500 de acordo com e Eve) já tinham acabado. Algumas pessoas começaram a ficar nervosas com a possibilidade não ter seu ingresso garantido por estarem na fila, e realmente não garantia. Avisaram-nos que era um sistema só de venda e que não havia uma cota separada para o Maracanã.

Uns 20 minutos depois minha mãe ligou e avisou que eu poderia sair da fila, que ela havia conseguido comprar e que eu poderia ir pra aula. UFA!!!

Mais tarde, umas 14h minha mãe mesma me ligou (no meio da aula, por sinal) pra avisar que todos os ingressos estavam esgotados!!! Que alívio já ter o meu garantido! Agora é só esperar esperar que entreguem em 45 dias e esperam dezembro chegar =D

Atualizações: Na verdade os ingressos não acabaram!!! Está a maior confusão sobre quantos já foram vendidos...só saberemos com o tempo. E só não acabaram por problemas de congestionamentos na rede.

domingo, 31 de agosto de 2008

Filmagem no CMRMC

Agora que acabaram as filmagens, eu me sinto mais à vontade de escrever sobre elas. Desde o início da semana passada, começou a pré-produção da filmagem do novo longa da Tizuka Yamazaki. Terça-feira o pessoal do cenário chegou e começaram a montar seus aparatos. Eles pintaram o interior da casa com detalhes que pareciam papel de parede, lindo! Os móveis começaram a chegar, tapetes, luzes! Todos os dias teve almoço pro pessoal e eles foram gentis o bastante de permitir que o pessoal da limpeza lá do Centro comesse também! Eles ficaram animadíssimos! =D

Foram dois dias de filmagens, eu cheguei a ver a Tizuka algumas vezes...mas não vi o José Mayer ou a Letícia Sabatella. Depois eu fiquei sabendo que aquele era um filme sobre a Amazônia, pra cinema muito provavelmente. No início todos ficaram encantados com a Clementina e disseram que se ela estivesse por lá na hora da filmagem, que poderia aparecer. Olha que chique, heim?!

Porém, no final das contas, ela foi expulsa da casa. Ela ficou bem deprimida, tadinha. Cheia de atenção num dia, e escorraçada no outro. Acho que ela ainda não se recuperou, sexta-feira só a vi uma vez, passando.

Então já sabem, quando virem o filme finalizado, a interna de um casarão foi no CMRMC hehe

sábado, 30 de agosto de 2008

Sorte grande

Eu não canso de me lembrar e agradecer a minha sorte de trabalhar onde trabalho. Tive dois dias de folga, promessa da Suzana e da Tita, porque na sexta-feira passada em fiquei na bilheteria do CMRMC porque o Rodrigo estava doente. Bem, esse dia não fiz mais do que o meu dever como estagiária, mas pediram para eu cobrir ele no sábado também, dia que eu não trabalho mais. Aceitei, fazer o quê? E veio a promessa de que eu teria duas folgas depois. Ótimo! Pensei. Mais tempo para me dedicar à faculdade. Só que eu perdi o ritmo, cheguei sexta-feira morrendo de sono sem motivo e pude rever os amigos do trabalho. A confusão, os papos, as piadas e brincadeiras...eu amo muito aquele lugar e as pessoas de lá.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Seriedade, meninas!

Já faz umas duas semanas que estou fazendo aulas de Hapkidô, pra quem nunca ouviu falar, é defesa pessoal coreana, e o professor preza pelo nosso condicionamento físico. Fazemos polichinelos até nossas pernas pararem de obedecer, corremos, fazemos flexões e abdominais, trabalhamos flexibilidade e têm também os socos e chutes. Sinceramente, eu achei que estaria melhor preparada...eu gostava de ver filmes de luta marcial e ficava imitando...achava que tinha um certo jeito pra coisa...mas descobri que não é bem assim hehe Hoje me vendo no espelho, eu sou bem desengonçada como a maioria rsrs

Não sei o quanto é positivo a Nat e eu fazermos aula juntas...hoje levamos algumas broncas, mas é difícil não rir, a gente sem jeito, se chutando errado e lá foram dez flexões pra levarmos a aula mais a sério. Mentira! Dez não, vinte porque o professor disse que não ouviu nós contarmos!

E a Nat ainda falou que não queria fazer mais dupla comigo, que eu fazia tudo errado. Oras, estamos lá pra aprender! Assim fica parecendo que eu estou avacalhando tudo e não é bem assim.

E no final o professor ficou gritando pra gente chutar o saco de boxe com mais vontade, gritando e fazendo barulho e eu lá, zen, sem me abalar. Grito não me assusta. Da próxima será melhor.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dia perdido sensação de

Sabe, a dor física não inspira como a dor emocional, aprendi isso hoje. Apesar de ontem a tardinha ter sido embriagante nesse sentido, esse tipo de dor só nos faz querer morrer e por fim à ela.

Nada poético. Foi sujo na verdade, a falta de ar, a tosse tuberculosa, o ácido corroendo a garganta. E sangue, bastante sangue.

E a semana tinha começado tão bem! Teatro de graça no domingo, cinema a R$ 3,00 na segunda-feira...

E mais uma vez não dei conta do texto que eu deveria ler pra hoje. Isso me irrita, porque tempo realmente não falta, só mostra como estou indisciplinada.E como essa sensação de pós-porrada nem me animei de aparecer na aula...deveria ter aproveitado esse tempo para ler o que não li, mas não tenho vontade de ler agora, só quero dormir.

A noite que deveria ser relaxante e um sopro para revigorar só serviu para estressar, acordava de tempos em tempos com falta de ar, por causa do nariz entupido e da dor ao engolir.

E meu rosto está patético...cheio de pintinhas...maldição!

sábado, 23 de agosto de 2008

Umberto Eco roubou as palavras do meu sentimento

Semana passada eu me sentia engraçada, talvez porque eu esteja na TPM, sei lá. Senti falta de alguém que conhecesse minha história, senti falta de rir junto com alguém de algo que aconteceu, senti falta de conversar com alguém que soubesse quem eu sou, que soubesse o meu jeito de ser, como quando o outro entende a piada porque passamos por aquilo juntos. Senti minhas amizades sem profundidade, poucos me conhecem além do ‘bom dia’ e ‘boa tarde’, e ninguém tem perguntado realmente como estou. O que sinto é expresso aqui em palavras escritas para quem quiser ler, mas não tenho ninguém para falar delas.

Será que será assim, a vida adulta? Engraçado que esse questionamento surgiu agora, em decorrência do pensar e escrever. E isso que descrevo não acontece só comigo, eu percebo em cada canto das pessoas, com suas vidas corridas.

Bom, enfim, aqui transcrevo o trecho do Umberto Eco que eu me identifiquei:

“Alhures, ao contrário, o desejo espasmódico do Quase Verdadeiro nasce apenas como reação neurótica ao vazio das lembranças, o Falso Absoluto é filho da consciência infeliz do presente sem consistência”.

ECO, Umberto. Viagem na Irrealidade Cotidiana. Parte do artigo “Os Castelos Encantados”.

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Anotação mental: Ser mais comedida quando for a um rodízio de comida chinesa e japonesa, as conseqüências são bem dolorosas.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Skylab no CCBB

Adivinha quem eu vi no CCBB? Tá, eu estraguei a surpresa. Foi engraçado que eu pegava minhas coisas no andar da biblioteca e ele parou do meu lado para deixar as coisas dele. Eu olhei e voltei para as minhas coisas, e olhei de novo. Será que é ele? Será que que ele percebeu que eu estava secando ele? rsrs Pois é, quem não sabia, eu acho que ele trabalha no banco. Eu já ouvi uma história dessas, confirmo aqui depois.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Fatia nas Olimpíadas: caso Fabiana Murer

Venho aqui prestar solidariedade à Fabiana Murer, nossa ex-chance de medalha, e de quebra, malhar a organização da China. Eu acompanhei o seu drama pela televisão e sofri com ela, assim como todo o resto do povo brasileiro que acompanhava a prova. A primeira coisa que me veio a cabeça foi que um engano tinha ocorrido e logo se resolveria.

Como o problema se prolongava, começamos a especular aqui em casa a possibilidade de ter sido armação de alguém, provavelmente da terceira ou quarta colocada, que passaria a ganhar a medalha de prata ou bronze (ainda vou checar quem foi).

Ela agiu certo, e ficamos aflitos de não poder fazer nada para ajudá-la. O certo a fazer seria a prova ser interrompida até encontrarem as varas da menina. Porque ela teve que ser a prejudica? Que prejudique todas! Eu duvido que isso não acontecesse se tivesse sumido a vara da norte-americana!!!

A Fabiana saiu magoada como todos nós, com essa injustiça que possivelmente nunca será curada. Com o tempo ela deve perdoar sim, porque mágoa assim pesa na alma, mas esquecer, jamais!

Eu fiquei sabendo agora que eles entraram com um recurso para anular a prova, mas sem surpresas, eles não aceitaram. Disseram que algo deveria ter sido feito na hora (ela deveria ter pego os documentos de pontuação e ter segurado até encontrarem a maldita vara!).

O mínimo que o comitê chinês deveria fazer era pagar uma indenização que patrocinasse os treinos dela até a próxima Olimpíada. Isso não pode acabar assim, impune, sem conseqüências; e que sejam drásticas, China de merda!
P.S. Acharam a vara dela, dias depois, no depósito das varas dos que tinham sido eliminados.

domingo, 17 de agosto de 2008

Mentir é feio

Era uma vez um menino que disse viver o melhor momento de sua vida. E isso prova como dizemos coisas sem realmente sentir ou só para causar impacto. Ou ainda, como é diferente a noção de “um bom momento” para cada indivíduo.

O grande objetivo do ser humano é ser feliz, e cada um busca os meios para chegar lá. Chegar e cair, chegar e cair. Porque sabemos que felicidade não dura. E para mim, um sorriso não necessariamente exprime felicidade, porque pode ser forçado, falso. Mas o contrário é de lei: se você está feliz você acaba rindo. Se você está satisfeito, mesmo que por um segundo, você transpira boas energias!!

E o menino da história não emana essa energia, tem um andar pesado, um olhar triste, um rosto sem sorriso. Uma alma deprimida. Um clima sufocante e um jeito desanimado.

sábado, 16 de agosto de 2008

Papo descontraído

"Ele disse estar de férias do trabalho e que não tinha nada para fazer. Eu disse o que fazia e ele perguntou se eu trabalharia com isso. Respondi que não, que faria concurso público. Ele se exaltou e começou a falar mal disso, de que o governo estava prendendo todo mundo no serviço público e que por isso havia poucos profissionais no Brasil. E então eu perguntei o que ele fazia. Ele escondeu o rosto na mão e riu.

Trabalho no TRF. Então porque você está malhando o serviço público?!?! Foi engraçado! Ele disse que queria sobreviver de música, mas que sabia que não daria. Não era formado, mas pretendia terminar o curso de direito. Seu nome era Fernando.

Ele perguntou se eu poderia sair dali e eu disse que não, que estava trabalhando. Ele achou uma pena. Ele disse que tinha se separado há pouco tempo e que se acostumava a ser solteiro novamente, chamou-me de “gata” algumas vezes. Perguntou-me se ele era louco de estar ali para um show tão cedo, eu falei bem do espaço, dos shows. Acho que ele não tinha nem comprado o ingresso.

Mais tarde ele voltou, com um copo de cerveja. Eu avisei que o show logo começaria e que ele deveria terminar a cerveja para entrar. Não o vi mais. Acho que ele nem chegou a entrar. "

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tô viva

Geeeente! Eu não abandonei o blog! Só agora tive um tempo para sentar na frente do computador e dedicar um tempo para escrever. Tem que ser rápido porque daqui a 10 minutos lá vou eu sair de novo e voltar só de noite...espero que não volte meia noite como ontem e antes de ontem.

Tem vários assuntos para falar, cada um entra na fila para eu desenvolver depois, mas começando pelo começo, segunda-feira seria um dia tranqüilo, com tempo de sobra para dedicar ao blog, mas resolvi utilizar esse tempo vendo dois filmes. Aluguei aquele de vários curtas para o aniversário de 60 anos do Festival de Cannes, em que diversos diretores foram convidados a fazer um curta sobre cinema. E nem consegui ver todos, tive que deixar para ver o resto na terça de manhã, quando já emendei com “O Enigma de Kaspar Hauser” do Herzog; vi só o início porque tinha que ir pro estágio.

Eu também quero escrever uma crítica pra peça que fui ver com as meninas, da Débora Bloch – Brincando em cima daquilo.

E tem também as primeiras impressões das disciplinas da faculdade.

E ainda como foi a minha primeira aula de luta, que ainda será hoje, depois do estágio e que provavelmente vou chegar morta. E não terei tempo ainda hoje de dar continuidade aos temas a serem abordados, até porque já tenho um texto de 70 páginas para ler pra próxima semana, que ainda nem tirei cópia. E tem ainda o aniversário da Eve amanhã.

Semana cheia. Isso que é bom.

domingo, 10 de agosto de 2008

Dicas de MSN

Eu não ia postar nada hoje...mas resolvi dar uma dica para aqueles que usam o MSN freqüentemente.

Bem, eu fiquei curiosa de saber mais sobre aqueles programas para saber quem bloqueou você, e fiz algumas descobertas que venho compartilhar.

1 – Baixar programas que façam isso é furada. Li em diversos sites que é impossível alguém saber isso, a não ser que você saiba o IP do outro computador. Tudo bem, impossível não é, mas você tem que ser hacker no mínimo, o que não é a realidade dos usuários comuns, como eu e você.

2 – Sites online que garantem saber se o dito cujo que estaria te bloqueando está online ou não também é furada. Pessoas fizeram testes com contas criadas e bloqueadas e não funciona.

O que está ao seu alcance é reconhecer quem deletou você da lista de contatos, seja por vontade própria ou por ter deixado de usar aquela conta. Nesse caso é bem simples...

Basta clicar em ferramentas > opções > privacidade e você encontrará a sua lista de permissões e bloqueados. Clicando com o botão direito sobre os contatos basta prestar atenção se a opção “deletar” está acionada, se estiver significa que você não mais está na lista daquela pessoa.

Podem ir agora fazer uma limpa na sua lista e deletar todos aqueles que te deletaram.

sábado, 9 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Zzzz

Estou há 5 minutos encarando a cara do blog, esperando uma inspiração. Acredita que dormi de olho aberto?! Por isso que é horrível fica doente. Você perde o pique, parece que muda de mundo, e depois tem que entrar nos eixos de novo. Desligar e religar. Desligar e religar. Dormi de novo!

Acho que estou cansada. E olha que o período nem começou. Tô ferrada.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Eu por eu mesma

Eu analiso o tempo todo. Coisa de terapeuta. Seria previsível se eu realmente fosse uma rs Não é segredo que adoro buscar entender o comportamento humano, a linguagem corporal, a escolha de palavras, o discurso, a busca de padrões para entender você até melhor do que você mesmo.

Verdade, verdade mesmo, eu quero saber mais pra me entender melhor. Mas enfim vamos ao assunto da postagem mesmo...

Se tudo que fazemos é um reflexo do que somos, na linha de que: invejamos porque não somos ou temos, não confiamos nos outros porque na verdade não confiamos em nós mesmo, o preconceito exagerado que denota medo e por aí vai.

Comecei a pensar se ser carinhosa tem algo a ver com ser carente. Afinal, qual a intenção de alguém que é carinhosa? Não que seja ruim, longe de mim dizer isso, o carinho nos conforta, nos faz sentir bem, e por quê? E aí entra a conexão que fiz. Não sei se isso é óbvio para os outros, mas para mim agora, essa constatação veio como uma revelação:

O carinho é conseqüência da carência. Você sente falta de atenção e é carinhosa para recebê-la.

É, eu costumo ser assim radical com algumas das minhas afirmações. Eu definitivamente não sou do tipo que quer atenção o tempo todo, raramente me sinto carente. Será que isso tem alguma relação com a minha independência? Descambamos aí para o meu gostar de ficar sozinha, não depender de ninguém, e se eu não confio em ninguém, significa que eu não confio em mim. Nó outra vez. É isso que eu quero, me entender. E voltamos para o meu narcisismo e conseqüente individualismo.

Nossa, nunca descrevi tanto a minha pessoa em um texto. Questões que me perseguem estão aí. Quem tiver respostas, por favor, respondam.