sábado, 20 de agosto de 2016

Já senti

(...) “Parece tão repulsivo, mas esse é o momento perfeito em que se apresenta uma verdadeira oportunidade de demonstrar coragem e de conhecer o amor. Amar significa ficar com. Significa emergir de um mundo de fantasia para um mundo em que o amor duradouro é possível, cara a cara, ossos a ossos, um amor de devoção. Amar significa ficar quando cada célula nos manda fugir”. (p. 166)

ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que Correm com os Lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Existe erro?

Quando foi que eu me tornei relapsa e indisciplinada?
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Cada dia que passa é mais real que o outro. Mas o que é real?

O espírito anda um pouco esquecido, deixando-se ao léu, como sombra de um lado que pesa mais: o real. Espírito que a pouco se rebelava, depois de seguir um período em linha reta, entre o real e o outro lado. Andava-se no limiar, dançava-se no lado mais sutil. Agora o real pesa e entorpece o lado mais leve. Por quê? Faz parte do plano? Existe erro?

sábado, 14 de maio de 2016

Obrigada, atrito!

Se não fosse o atrito existir, as gotas de chuva seriam fatais. Valeu, natureza!
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“Amanhã eu vou ao médico, vou passar no sindicato e ver o negócio dos 15 minutos” – mamãe parecendo doida rs
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Peço aos céus força e coragem para enfrentarmos os tempos que estão por vir: corja no poder. 

terça-feira, 12 de abril de 2016

Aiai...believer

A meditação é fuga? Ou viver é fugir?
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Fico egoísta: choro e esperneio.
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Busco e luto todo dia (mentira?)
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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Yogoda

Incrível como o peso do trabalho diário, mesmo que divertido, exaure nossa energia criativa. Agora de férias (\o/) a disposição volta!

Leio atualmente dois livros:

Autobiografia de um Iogue (presente do Felipe) :))
As Aventuras Científicas de Sherlock Holmes (presente que dei pra Dé e ela não leu) :p

De tempos em tempos, quando o destino me coloca em situações de reflexão, uma sempre me deixa com a pulga atrás da orelha – quanto à contribuição perante à vida – família e filhos x dedicação ao próximo. O iogue, mesmo já desencarnado, vem acalentar tal dúvida para minha/nossa jornada...


sábado, 16 de janeiro de 2016

Verão de Vivaldi

A música era clássica, as quatro estações de Vivaldi. Ela tinha uma história, um significado. E mesmo ouvindo-a em pé, em um ônibus lotado com o mundo desabando do lado de fora e cheiros estranhos ao seu redor, sem poder se mexer; apenas a música ele ouvia. Olhava o nada, hipnotizado, e suspirava no ritmo dos allegros e arperjos. Ele sonhava acordado, se via chegando em casa, finalmente em casa. Começava a busca por ela, um, dois cômodos, até encontrá-la. Vivaldi era a trilha sonora do encontro, cada abraço e cada beijo eram dados com um calor que crescia voluptuosamente - em câmera lenta - e, ainda assim, um momento puro. Embalado pelo Verão de Vivaldi, pela chuva lá fora e pelos deuses.

Sugestão: ouvir a música enquanto lê e relê, buscando encontrar o melhor momento, o que combina com o texto.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Olá 2016

Minha vida era pequena e cabia nos dias de um calendário...até que ela passou a ser tão grande que deixou de ser importante anotar o que eu fazia de diferente...todo dia algo novo acontecia – e se perdia no dinamismo do cotidiano. Nunca saí tanto em minha vida, esta que ganhou novo sentido, diferente de apontamentos em um pedaço de papel. Vivo a vida sem contar os dias que passam ou os dias que virão. Vivo o presente. Viva o agora.
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“Para o povo do mar os trabalhos não se levantam do chão, para o povo do mar os trabalhos caem do céu, chamam-se vento e ventania, e é por causa deles que se erguem as ondas e as vagas, se geram as tempestades, se rompe a vela, se quebra o mastro, se afunda o frágil lenho, e estes homens da pesca e da navegação onde morrem, verdadeiramente, é entre o céu e a terra, o céu que as mãos não alcançam, o chão a que os pés não chegam.”(p.277)

(...) “Tudo isso farás, perguntou Jesus a Pastor, Mais ou menos, respondeu ele, limitei-me a tomar para mim aquilo que Deus não quis, a carne, com a sua alegria e a sua tristeza, a juventude e a sua velhice, a frescura e a podridão, mas não é verdade que o medo seja uma arma minha, não me lembro de ter sido eu quem inventou o pecado e o seu castigo, e o medo que neles há sempre, Cala-te, interrompeu Deus, impaciente, o pecado e o Diabo são os dois nomes duma mesma coisa, Que coisa, perguntou Jesus, A ausência de mim, E a ausência de ti, a que se deve, a teres-te retirado tu ou a terem-se retirado de ti, Eu não me retiro nunca, Mas consentes que te deixem, Quem me deixa, procura-me, E se não te encontra, a culpa, já se sabe, é do Diabo, Não, disso não é ele culpado, a culpa tenho-a eu, que não alcanço a chegar onde me buscam, estas palavras proferiu-as Deus com uma pungente  e inesperada tristeza, como se de repente tivesse descoberto limites ao seu poder.”(p. 323)  

SARAMAGO, José. O evangelho segundo Jesus Cristo. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.