quarta-feira, 4 de março de 2015

Abramos os olhos

Who are you?
I am trying to be awaken like a rose.


domingo, 1 de março de 2015

A fada, o ogro e a sereia

Demorei a pegar o ritmo do “As cidades invisíveis”, mas depois de entrar na sua sintonia, que grandeza! Confesso que, em dados textos, eu sabia ter um tesouro escondido, mas não conseguia encontrar...é preciso viver mais!

“– O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.” (p. 150) 

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990
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Éramos três: a fada, o ogro e a sereia; e por alguns minutos, habitávamos a mesma clareira. O ogro encostado a uma árvore, a fada pousada em uma folha e a sereia com seu torso exposto e sua cauda imersa no rio que passava. O clima era tenso. Um silêncio pesado. Tanto o ogro quanto a sereia se desconheciam e não aparentavam boa vontade para iniciar uma amizade. A pequena fada, travessa, segurava o riso: o ogro fazia caretas inconscientemente. Por que era tão difícil as espécies conviverem harmoniosamente?  

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Linha 4, pág. 44

No meio de um parágrafo e palavras encontro o inesperado: sorrisos, lágrimas e eu mesma.
Reajo porque me encontro, perdida que estava no mundo dos objetos, da carne, das sensações.
Quando me encontro, só existe uma sensação e não várias; encontro aquela que sempre se busca e não as outras – que camuflam o amor. E amor é plenitude. 
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“É uma cidade igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo”.  (p. 44)

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
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Surpreendo-me.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Átomos e identidade

“Pergunta: Dois espíritos simpáticos são complemento um do outro, ou essa simpatia resulta de uma identidade perfeita?
Resposta: A simpatia que atrai um espírito a outro é o resultado da perfeita concordância de seus pendores, de seus instintos; se um devesse completar o outro, perderia sua individualidade.” (p. 287)

LEAL, José Carlos. O longo voo das gaivotas: um estudo sobre a reencarnação do ponto de vista espírita. Rio de Janeiro: CELD: ICEB, 2001.
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‘A diferença entre um pedaço de pedra e um átomo é que o átomo é minuciosamente organizado, ao passo que a pedra não. O átomo é um modelo-padrão e a molécula e o cristal também. Mas, a pedra, embora feita desses padrões, é apenas uma simples confusão. Só quando surge a vida é que se obtém a organização em escala maior. A vida toma os átomos, moléculas e cristais; mas, em vez de fazer uma confusão com eles, como a pedra, os combina em padrões próprios novos e mais elaborados.’ (p.145)


HUXLEY, Aldous. O tempo deve parar. Rio de Janeiro: Globo, 1987.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Surpresa inesperada

18/2/15

Algo paira no ar
Leve, envolvente

O dia é nublado
Mas cheio de raios de sol

O mar está longe e perto
Respiro as ondas

Cuido de mim
Estou plena de Ti

Sem buscar,
Encontro-te dentro

Os seres em sintonia são a felicidade

Não há mais dentro e fora
Somos um, todos nós

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Hear the voice of

8/2/15

First there was noise
Then words
And, finally, silence

I could know my own heart
When my personality was shushed

The voice of silence
Could, now, reach me

I found peace,
Kindness

I could not hurt anyone
And I was in tuned with greatness

I had no desires,
No emotions

And an energy began to grow
I was silence

Connected to nature,
And people and beyond

I was light expanding
I was the certainty
I was walking the path to truth

[silence]


I am love

sábado, 31 de janeiro de 2015

Novo mundo, novo olhar

Eu já tive sonhos em que era impossível determinar se tinham acontecido realmente ou não. Eu já senti o efeito antes de algo acontecer. O tempo e o espaço não existem, assim como a memória. Constantemente crio situações que não aconteceram e elas interferem no meu ato de relembrar. O mundo não é bem como a gente pensa e defende, e, se você aponta uma forma diferente de encará-lo, estão prontos para lhe tacarem pedras.
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Como se chama aquele que tem boa memória?