sábado, 15 de julho de 2017

Chá com biscoito

Manhã de sábado, procuro meus óculos. Agora sim, nitidez. Os olhos agora enxergam ao limite da matéria, ver além, já é mais difícil. Adoeci essa semana, nada muito forte, uma tosse seca, um corpo febril, sintomas comuns com o inverno e com o momento histórico. Adoeço com o Estado do Rio e com o país.

Formigas já começam a rondar o meu café da manhã: chá com biscoitos. E isso não é comum, as formigas sim, o chá não. É uma tentativa de aquecer um pouco o corpo e o coração. Quase queimo a boca, coisas da inexperiência. Ou impaciência. Ou ansiedade.

Ando lenta, devagar, deve ser o corpo cansado. Ontem parece que caiu a primeira parcela do salário de maio – migalhas, nem conferi. Respiro fundo. Como um biscoito, o chá ainda está quente demais...

Sinto falta da alegria...apesar de ter sempre a sensação de reclamar de barriga cheia. Pelo menos parece haver um balanceamento, enquanto um lado desmorona o outro cresce, fortalece para a resistência, para a luta. Temos tido boas semanas, não é, amor? Felicidade garantida estar do seu lado. Faz-me esquecer a insegurança e a tristeza. Gratidão.


Já consigo tomar goles, nem demorou muito.    

sábado, 24 de junho de 2017

A força de um sonho

Hoje o dia começou contraditório, amargurado pelo dor e doce pelo sonho redentor. Tal sonho divino apontava um caminho de extrema luz, amparado pelo amor, compaixão e alegria. Embevecida com as imagens de fraternidade, a dor era esquecida dando espaço para planos férteis e inspirados. Manhã abençoada, desejo, fervorosamente, que o sonho vire realidade! Dai-me coragem! E um livro responde – este é o caminho.


terça-feira, 30 de maio de 2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Vedanta, breve curso

Eu estava seguindo um caminho e parei. Retomo agora o estudo, sem saber até quando. O estudo do vedanta é profundo e nos afeta sobremaneira. O Ego esperneia. Eu vinha vendo um vídeo por dia, quando o curso era de um vídeo por semana, ou seja, foi muita informação de uma vez só e me senti drenada...

Somos todos ignorantes quanto a quem realmente somos.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Lidos 2015

  1. Doze Passos Rumo à Paz Interior de Peregrina da Paz
  2. Mergulho na Paz de José Hermógenes de Andrade Filho
  3. O Gato sou Eu (contos) de Fernando Sabino
  4. Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? De Philip K. Dick
  5. Dragões da Alvorada da Primavera Vol.3 de Margarel Weiss e Tracy Hickman
  6. Dragões da Noite de Inverno Vol.2 de Margarel Weiss e Tracy Hickman
  7. A Felicidade está nas Pequenas Coisas de Haim Shapira
  8. Dragões do Crepúsculo de Outono Vol.1 de Margarel Weiss e Tracy Hickman
  9. Compromissos Adiados de Nércio Antônio Alves
  10. Crime e Castigo Vol.2 de Fiódor Dostoiévski
  11. Mediunidade e Doutrina de Carlos A. Bacelli
  12. Crime e Castigo Vol. 1 de Fiódor Dostoiévski
  13. Hamlet (peça) de William Shakespeare
  14. A Situação Humana de Aldous Huxley
  15. Memórias de um Suicida de Yvonne do Amaral Pereira
  16. O Tabuleiro de Damas de Fernando Sabino
  17. Psicologia do Desenvolvimento de Nelson Piletti e Solange Marques Rossato
  18. Seymour: Uma Apresentação de J. D. Salinger
  19. Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira de J. D. Salinger
  20. As Cidades Invisíveis de Ítalo Calvino
  21. A Revolução dos Bichos de George Orwell
  22. O Longo Voo das Gaivotas de José Carlos Leal
  23. Caim de José Saramago
  24. Eu, Jean-Jacques Rousseau de Edwige Chirouter
  25. O Tempo Deve Parar de Aldous Huxley


domingo, 7 de maio de 2017

Dissonância

Dias sem ouvir e sentir
Ilusão desfeita
E o assunto: intocável

Se o sofrer é
Não sei como falar ou agir
Sorrio, tentando

Aperto no peito novamente
Mente apegada,
Realizo,  eu não sou prioridade

Se sua voz não me chega,
A escuridão se instala
E falo

O outro revida
E grita
Realizo, eu nunca fui centro

Sou dispensável hoje
E amanhã também

E assim em diante?

sábado, 6 de maio de 2017

Destruída, semanas atrás

A porrada foi forte. O corpo inerte, visivelmente tenso. A respiração irregular, cada inspiração doía como uma facada. Se antes, nada sabia do que sentia, agora, então, mais perdida e confusa, debatia-se. Por que me atormenta? Oh, vida! Sangue e lágrimas banhando a ferida aberta e pulsante. Quanto tempo será até qualquer coisa fazer sentido? Tento estancar o sangue que jorra que mancha tudo que toca.
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Tento reagrupar meus pedaços espalhados pelo chão, não sei mais o quê vai com o quê. Para sobreviver, meu coração endureceu ou eu teria morrido ali mesmo no confronto, na batalha comigo mesma. Se por um lado, a reconstituição parece fácil, por outro, é ilusão. Nada tão enraizado, tão necessário para se manter de pé, tão profundo...pode ser fácil de resolver.
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Tempo, o imprescindível. Espaço, o necessário. É preciso afasta-se para enxergar o todo, de perto, nada está certo. Não adianta afogar as incertezas, elas irão voltar. De longe, talvez elas murchem, talvez façam qualquer sentido. A esperança é de que o calor e a paciência amoleçam, novamente, o que era amor imperfeito.