sábado, 25 de julho de 2015

Na mosca!


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Só sei que nada sei
25/07/15

A vida é dura, sua
Os mistérios se fazem mais profundos
E boiamos, a esmo
Sem porto, sem farol
A escuridão amedronta, testa a fé
Desolada
Sinto, penso e dói o viver
E enquanto pessoas estão morrendo,
Enfrentando dragões e tudo mais
Crio meu próprio inferno, sem querer
Sem entrever o que será
Vejo o mundo e agora entendo o sofrer,
A solidão e o crescer no real

E como pesa!, colher o passado plantado

sábado, 18 de julho de 2015

Porteiro que canta

- Pro Sr. Paulo, por favor.
- Seu nome?
- Clarissa.
- Lindo nome!
- Obrigada.
- Você já é maior de idade?
- Sim.
- Nem parece, tão pequena!
...
- E você é tão calma...você é assim sempre ou chega em casa e é uma fera?
- Sou sempre calma...
- Você mora por aqui?
- Mais pra lá...
...
- Olha só, como consigo equilibrar essa moeda!
- Humm
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domingo, 12 de julho de 2015

sábado, 11 de julho de 2015

Bailando

Bailo contigo
Debaixo de sol ou chuva
Hoje temos sol,
Céu limpo para ajudar
Com as linhas que saem tortas
Lindas linhas porque
São minhas e suas: nossas

A bailarina pondera
Depois de piruetas e saltos
“Rodopio, mais uma vez,
De ponta ou não?”

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Espelho, espelho meu

" O rosto dela,  à luz do luar,  era o rosto do marinheiro que tinha lutado contra mares tempestuosos em seu barco frágil e havia finalmente alcançado águas  tranquilas"(pag.168)

WEIS,  Margaret. Dragões  do Outono. São  Paulo: Devir,  2003.

sábado, 20 de junho de 2015

Tornar

Eu queria estar mais poética
Mas a cabeça pesa
Do corpo que abriga a batalha
Diária
Quase venço
Lá e cá vou vivendo
Na corda bamba
Do tornar-se
Mãos que tremem
E não apontam
O que está por vir
Espero e resisto
Na esperança de

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Vida adulta

Vejo rostos apreensivos
Mulheres de olhos tristes
Homens atordoados
O mundo pesando
nas costas de todos e
de cada um
Espelho  da crise
Espelho de mim