domingo, 17 de dezembro de 2017

Perdi e ganhei

Semana passada senti vontade de refletir e escrever sobre alguns temas...como não parei para fazê-lo, perderam-se.

Vi alguém triste porque o budismo fala da ilusão que se tem de individualidade. Sei que parece estranho, pensamos ser nossos gostos e nossas escolhas, porém nossa noção de eu apenas esconde nossa verdadeira essência. Depois que se começa o trabalho de ir desapegando de rótulos, vai ficando mais fácil...mas ainda precisamos de alguns para viver na matéria.

Lembro de um diálogo antigo, um amigo me perguntando que músicas/ bandas eu gostava, ele tentava traçar o meu perfil, o meu rótulo na cabeça dele. Eu me incomodei com a pergunta porque desde aquela época, eu sentia...

Não sou a música que escuto
Não sou a comida que como
Não sou o programa que assisto

Aqueles rótulos não me serviam mais
Eu era um ser errante
Tentando encontrar a luz

E se eu dissesse: busco a luz
Olhariam para mim como estranha
Alguém sem persona

Alguém sem vida
Quando na verdade
Eu buscava meu Eu

Meu Eu, minha essência
Que não se rotula
Que é fluida 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Carisma e Frei Betto

O anime Psycho Pass traz questões bem bacanas sobre o futuro e a inteligência artificial, assim como suas consequências e reflexões. O meu Felipe já fala desse anime desde sempre e eu era reticente por conta da violência. Afinal, estou assistindo, vi uns 13 episódios direto e trago uma definição, usada no anime, de carisma que possui três elementos:

> A natureza de um herói ou profeta;
> A habilidade de simplesmente fazer os outros se sentirem bem;
> A inteligência de poder falar sobre qualquer coisa eloquentemente.

Meu Felipe pediu que eu anotasse pontos para discutirmos depois rs isso pode até dar em tese!
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domingo, 1 de outubro de 2017

Voltei?

Se a gente não treina, enferruja, seja escrever, falar. Precisamos exercitar qualquer habilidade ou potencialidade. Volto a ler e a concatenar possíveis rumos e isso aquece o meu coração. A nuvem negra que embasava a troca e o conhecimento parece estar dissipando. Muito bom!

Agora é vivenciar conceitos novos, se embebedar de tanto ler e produzir.
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O psiquiatra Augusto Cury (Escola da Inteligência) trabalha com um conceito primordial na busca por uma sociedade mais tolerante e inteligente, ele discorre quanto a estarmos resolvidos conosco mesmos e nos proteger emocionalmente, ensinando ferramentas de educação e autoconhecimento. Vale muito se embrenhar no assunto!
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Durante a semana...
- Vamos no lollapalooza?
- Vamos!
- São três dias, você aguenta?
- Hum, pensando melhor, melhor não.  

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Quero sentir para escrever

“Como dizia o mestre zen: ‘Captar e viver a experiência zen é como um sapato. Quando se está bem acostumado a ele, o sapato adaptado ao pé não se sente que se tem um sapato. Agora, quando sapato está apertado, a toda hora se sente o sapato. Sinal de que o sapato está ruim. Se temos de pensar a toda hora em Deus, estamos longe de Deus. Agora, se vivemos em comunhão com Deus, não precisamos pensar Nele’. Pensar em Deus é deixá-lo só na inteligência, e não em tudo que temos e somos ”. (pág.72)

BOFF, Leonardo. “A transparência: experiência originária”. In: Mística e espiritualidade. Ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
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Andei pensando esses dias, sobre os próximos passos da vida. E se eu penso, estaco, impeço a fluidez. Se penso, vou ao futuro e esqueço do presente. Se penso, tenho medo e não sigo o caminho. Se penso, a preguiça me envolve. Deixo de viver e fico parada pensando, gasto energia inutilmente. Mas se paro de pensar e espero alguns minutos, transbordo de uma energia invisível, uma sensação boa de estar, centrada no tempo e espaço, na certeza de um sorriso.   

sábado, 15 de julho de 2017

Chá com biscoito

Manhã de sábado, procuro meus óculos. Agora sim, nitidez. Os olhos agora enxergam ao limite da matéria, ver além, já é mais difícil. Adoeci essa semana, nada muito forte, uma tosse seca, um corpo febril, sintomas comuns com o inverno e com o momento histórico. Adoeço com o Estado do Rio e com o país.

Formigas já começam a rondar o meu café da manhã: chá com biscoitos. E isso não é comum, as formigas sim, o chá não. É uma tentativa de aquecer um pouco o corpo e o coração. Quase queimo a boca, coisas da inexperiência. Ou impaciência. Ou ansiedade.

Ando lenta, devagar, deve ser o corpo cansado. Ontem parece que caiu a primeira parcela do salário de maio – migalhas, nem conferi. Respiro fundo. Como um biscoito, o chá ainda está quente demais...

Sinto falta da alegria...apesar de ter sempre a sensação de reclamar de barriga cheia. Pelo menos parece haver um balanceamento, enquanto um lado desmorona o outro cresce, fortalece para a resistência, para a luta. Temos tido boas semanas, não é, amor? Felicidade garantida estar do seu lado. Faz-me esquecer a insegurança e a tristeza. Gratidão.


Já consigo tomar goles, nem demorou muito.    

sábado, 24 de junho de 2017

A força de um sonho

Hoje o dia começou contraditório, amargurado pelo dor e doce pelo sonho redentor. Tal sonho divino apontava um caminho de extrema luz, amparado pelo amor, compaixão e alegria. Embevecida com as imagens de fraternidade, a dor era esquecida dando espaço para planos férteis e inspirados. Manhã abençoada, desejo, fervorosamente, que o sonho vire realidade! Dai-me coragem! E um livro responde – este é o caminho.


terça-feira, 30 de maio de 2017