sábado, 31 de dezembro de 2011

Posso me entocar?

De tempos em tempos, eu tenho que me lembrar que não depende só de mim e que faço o melhor que posso. *matando a ansiedade*
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Atinjo uma visão analítica, como se pairasse no ar. Peso defeitos e virtudes e a balança dos defeitos pesa mais. Percebo que não basta uma boa liderança, as más tendências sempre aparecem. Um terceiro pouco pode fazer. O trabalho árduo é do próprio indivíduo que nem percebe a lama que carrega consigo, sujando onde toca. Triste quadro. Triste realidade de quem gostamos.
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Minha própria lama pesa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Correr o mundo

Observo os números no relógio, hipnotizada. Olho fixamente como se ali estivesse alguma resposta, mas não há nada, apenas números. São 17 horas, os algarismos acabaram de mudar. Talvez os números contenham respostas sim, eu que não consigo enxergar. O tempo sempre avança, assim como as horas. As horas são o tempo, e nunca retrocedem...imagina se pudéssemos escolher reviver o passado, talvez escolhêssemos viver o passado continuamente e não andaríamos para frente. Tenho fome de mundo, quero caminhar pra frente, mas querer não é poder, existem obstáculos. Racionalmente entendo, mas não sinto o que raciocino. Faltam instrumentos, falta sentir o caminho que percorro. Antes era difícil estar aberta, ser diferente a cada segundo, hoje, estagno e já não sei ser estagnada. Tenho fome de fluir, correr o mundo.
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Com mais frequência, sei exatamente do que os personagens de livros e filmes falam, porque eu sinto. Uma lembrança de já ter estado naquela situação, de ter sentido aquelas emoções, chego a completar o pensamento do outro, concluo juntamente, e sinto-me unida com algo, vivida, torno-me una.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Amigo Oculto?

Aqui em casa nós temos que nos esforçar muito para ganhar nossos presentes. Depois de muitos anos fazendo o amigo oculto de forma tradicional, fomos modificando para tornar mais divertido.

Por alguns anos, passamos a camuflar os presentes, que eram colocados dentro de um grande saco, a pessoa tirava um, se fosse o seu, ótimo! Caso contrário, hora de pagar a prenda! Com o tempo fomos incrementando a atividade com mímicas, e as camuflagens foram ficando cada vez mais elaboradas.

Neste ano, chegamos à conclusão que dois sacos são necessários, um para cada parte da família, meu pai não agüentava mais tirar presentes do saco que pertenciam à nossa parte da família e não da outra. Rs

Mas engraçado mesmo é a bagunça! Tirávamos um papel e podíamos apenas falar uma palavra que lembrasse a personalidade/personagem. Quando falaram “barbudo”, ninguém pensou no Papai Noel, três pessoas gritaram ao mesmo tempo “Lula!”, forçando duas pessoas a ceder a vez.

As meninas começaram falando “jogador de futebol” e depois não tinham certeza se era ou não, resolvemos tirar outro papel, mais pra frente descobrimos que era o “Zagallo”, mas nunca acertaríamos assim. Eu acertei quando a Nat falou “engolir”! rs

A melhor da noite foi da tia, “trabalha muito”! Mas isso é muito amplo! As meninas resolveram ajudar “Jornal Nacional”, duas palavras, por sinal, aí que acertamos o William Bonner (ele já tinha sido mencionado uns minutos antes, em outra situação)! E a Simone, “ele trabalha muito? Faz o jornal em algumas horas, eu que trabalho 10 horas, trabalho muito”, e a tia comprou a “briga”. “Ele vai cedo pro jornal, trabalha o dia inteiro!” rs E meu tio, “Dona Maria, como você sabe tanto sobre a vida do William Bonner? Assim eu vou ficar preocupado!” Muito bom!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Votos

Muros a baixo? [2] *more or less*
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Tiago: a Clarissa é tão desanimada. *sujo falando do mal lavado* xD
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Porque o Natal não é só ganhar presentes, desejo aos leitores do blog, amigos e outros que esta noite com suas famílias seja agradável, amorosa e tranqüila, com aquela sensação de que existe esperança, de que estamos protegidos e acolhidos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

You take a deep breath and *

“(...) Quem não tem cão caça com gato. Quem não tem gato caça sozinho. Quem não tem rua caça palavras. Quem não tem liberdade inventa a sua.” (pág.106)

“(...)‘Eu queria te encontrar, mas você não tem rosto... Eu queria dançar contigo, mas você não tem pernas. Você não tem pernas e dança descalça, é possível? Você deve ser louca. Você é louca porque você não existe. Eu queria pegar na tua mão e brincar com os teus dedos, mas a sua mão é cheia de tamanhos... Eu queria botar o teu rosto na palma da minha, esfregando a orelha com as minhas unhas, mas você não para quieta nem para descansar um tantinho... Ah, você não para. Você passa por mim e não para, e me deixa plantado com a miragem dos teus sapatos. Eu queria te pegar descalça, despida de tantas sandálias, pra botar seu pé no meu colo e coçar devagarinho o peito dele, apertando os dedões e os dedinhos... mas você não para de correr, de dançar, de pular, mas você não para! Eu queria te abraçar de leve amarfanhando nervoso a tua blusa, mas você não parece feita de pano, nem de carne e nem de osso. Eu queria mergulhar nesses cabelos até a cintura, cheirar o seu cangote até ficar doidinho, mas... eu conheço apenas a sombra dos seus cabelos.’ (pág.114)

BERNARDO, Gustavo. Pedro Pedra. Livraria Taurus Ed. - RJ, 1982.
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21/12/11: Não vejo a hora de respirar.
22/12/11: Respirando. <3
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* Fifteen – Taylor Swift

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

#surpresasde2011

> Rinite alérgica
> Caio Fernando Abreu
> Fibroma Ossificante Juvenil Trabecular
> A Idade da Razão
> Revectina
> Fran Lebowitz
> Erich Fromm
> E.M.
> 3 de setembro
> Cops & Robbers
> “Ela procura estimular o potencial de cada um”
> Um Lugar ao Sol
> Alexandre
> Concurso BB 2011/3
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pluri

“Não se pode consumir muito se se sentar tranquilamente e ficar lendo livros” (pág.74)

HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

Sou um peso morto para a sociedade de Huxley e para a atual.
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É com estranheza que reconheço que um mês sem a ansiedade de ver #castle me agrada.
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- Ceia de Natal. Sobremesa. Sugestão.
- Mãe, você esqueceu como se faz frases?
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Diana: Espera, Dona Ângela! Como diz o Seu Germano tudo tem um porquê!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quereres distantes

12/12/11

Naveguei mares por você.
Preocupei-me quando não o vi.
Fingi que era mentira.
Esperei ouvir sua voz, suas desculpas.
Queria ler o seu nome, falá-lo alto.
Até que aconteceu o que eu ansiava.
As palavras foram ditas rapidamente, como se lhe doessem.
Queria eu que aqueles segundos durassem o máximo possível.
Que se alonguem os instantes!
E quando acabou, eu sorria feliz, ainda aérea.
Apesar de saber que nada era certo.
Você lá e eu cá.
Além tantos mares.
Tantos portos que passamos e já pertenciam ao passado.
Tantas conversas que travamos sem o seu conhecimento.
O tanto que eu já lhe havia dito, sem resposta.
O encontro que nunca se daria porque andávamos em círculos.
Quem sabe se andássemos a esmo, nos esbarrássemos um dia?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Impraticável

Fico aqui pensando...que esses instantes de entorpecimento são para o meu próprio bem. Talvez sentir o tempo todo possa levar as pessoas à loucura. E quem quer ficar louco(a)? Eu não. Apenas observo a vida sem conseguir responder, sem conseguir me engajar ou mergulhar em qualquer mundo.
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“– Considerem suas vidas – disse Mustafá Mond. – Algum de vocês já encontrou um obstáculo intransponível?
A pergunta foi respondida por um silêncio negativo.
– Algum de vocês foi obrigado a passar um longo espaço de tempo entre a consciência de um desejo e sua satisfação?
– Bem – começou um dos rapazes, e hesitou.
– Fale – disse o D.I.C. Não faça Sua Fordência esperar.
– Uma vez tive que esperar cerca de quatro semanas até que uma garota que eu desejava me permitisse possuí-la.
– E você sentiu uma emoção forte por isso?
– Horrível!
– Horrível; precisamente – disse o Dirigente. – Nossos antepassados eram tão estúpidos e de visão tão limitada que, quando os primeiro reformadores surgiram e propuseram libertá-los dessas horríveis emoções, não quiseram tomar qualquer compromisso com eles.”(pág.69)

HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Love? Where?

Eu sei como é ser escrava da paixão. Eu sei como é sentir-se feliz num momento e egoísta logo em seguida. Angustiante não poder salvar o outro com o amor porque ele se extingue, a vontade que não chega nem perto de ser amor, a vontade que frustra o outro e a mim também. Como cultivar o que não se tem? Como fazer brotar aquilo que passou por nós e foi embora?
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“Se a Clarissa que põe defeito em tudo recomendou, essa peça deve ser boa mesmo!” (meu tio sobre a peça Não me diga Adeus, no CCBB RJ até janeiro)
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Nosso Lar virou Astral City. Doidera.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cães e homens

19. – O homem que só pelo instinto agisse constantemente poderia ser muito bom, mas conservaria adormecida a sua inteligência. Seria qual criança que não deixasse as andadeiras e não soubesse utilizar-se de seus membros. Aquele que não domina as suas paixões pode ser muito inteligente, porém, ao mesmo tempo, muito mau. O instinto se aniquila por si mesmo; as paixões somente pelo esforço da vontade podem domar-se. (pág.80)

24. – Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, em os quais a inteligência ainda não substituiu o instinto, a luta não pode ter por móvel senão a satisfação de uma necessidade material. Ora, uma das mais imperiosas dessas necessidades é a da alimentação. Eles, pois, lutam unicamente para viver, isto é, para fazer ou defender uma presa, visto que nenhum móvel mais elevado os poderia estimular. É nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia a vida.

No homem, há um período de transição em que ele mal se distingue do bruto. Nas primeiras idades, domina o instinto animal e a luta ainda tem por móvel a satisfação das necessidades materiais. Mais tarde, contrabalançam-se o instinto animal e o sentimento moral; luta então o homem, não mais para se alimentar, porém, para satisfazer à sua ambição, ao seu orgulho, à necessidade, que experimenta, de dominar. Para isso, ainda lhe é preciso destruir. Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve-se a sensibilidade, diminui a necessidade de destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. O homem ganha horror ao sangue.

Contudo, a luta é sempre necessária ao desenvolvimento do Espírito, pois, mesmo chegando a esse ponto, que parece culminante, ele ainda está longe de ser perfeito. Só à custa de muita atividade adquire conhecimento, experiência e se despoja dos últimos vestígios da animalidade. Mas, nessa ocasião, a luta, de sangüenta e brutal que era, se torna puramente intelectual. O homem luta contra as dificuldades, não mais contra os seus semelhantes. (pág.83)

KARDEC, Allan. A Gênese. FEB, 1973.
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A ansiedade da separação

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Castello sobre Pamuk

Todo sábado eu leio a resenha do José Castello no Prosa & Verso do Globo. O livro da vez era “O Romancista Ingênuo e o Sentimental” do turco Orhan Pamuk.

Alguns trechos muito me interessaram, como:

“(...) Ingênuo seria o leitor que, enquanto lê, não se preocupa com os aspectos artificiais do que lê. Simplesmente se entrega, acredita com inocência em sua história e nela se dissolve. Já o leitor sentimental tem consciência dos artifícios da ficção, sabe que a literatura é uma máquina de ser e não se deixa iludir com a sua aparente inocência. De um lado, a entrega. De outro, a reflexão e a suspeita. Qual o leitor ideal? (...) ideal, sugere Pamuk, é o leitor que oscila entre as duas posições, se entrega à fantasia, mas não abdica de duvidar”.

“(...) Lemos não na esperança do conhecimento; lemos, unicamente, para nos impregnar de suas ‘atmosferas’, de sua visão retalhada do mundo, dos pequenos terremotos que se escondem entre suas páginas. O leitor moderno lê na esperança de chegar não a uma firme estrada de respostas, mas a um instável ‘centro’ ficcional. Isto é: de chegar ao coração do romance. Recorda Pamuk, aqui, a fórmula é simples, mas devastadora, de E. M. Forster: ‘o teste final de um romance será nosso afeto por ele’”.

“(...) Argumenta Pamuk: ‘um romance é uma estrutura única que nos permite ter pensamentos contraditórios sem constrangimento e entender diferentes pontos de vista ao mesmo tempo’. A ficção nos permite ser ambíguos, indecisos, paradoxais. É do paradoxo e não da afirmação, que as afirmações retiram sua potência”.

Resenha na íntegra.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Casa da Ciência – Profissão: Repórter (1975)

Alguns filmes precisam de um pouco mais de força de vontade para serem assistidos, lembro que foi assim com “Solaris”(1972). Com este filme do Antonioni, percebi uma certa ansiedade por parte de alguns, tédio por parte de outros, vi gente dormindo, vi gente saindo com 15 minutos de filme. Eu fiquei lá, firme e forte, e a palestra não poderia ter sido mais proveitosa!

O professor Paulo tinha como tema “a relação sujeito-objeto” e fez algumas colocações antes de abrir para o debate. Começou descrevendo o filme como um falso filme de ação, espionagem e road movie. Temos o personagem principal, Locke, buscando encontrar uma identidade para si; insatisfeito consigo mesmo rouba a identidade de outro, ao invés de se reinventar.

Locke não consegue se desvencilhar da angústia diante da banalidade do cotidiano e enxerga no outro uma vontade de viver que lhe falta. Não consegue se conectar com a sociedade, e procura, na troca de identidades, fugir do esvaziamento, busca reintegrar-se ao mundo, mesmo estando sem desejo. Ele inveja o pragmatismo no outro e que não consegue assumir.

Falou-se ainda do deserto como o locus existencial, que representa o esvaziamento sentido por Locke. A mocinha poderia ser uma possibilidade de salvação, mas Locke sente que é tarde demais. Algumas pessoas enxergaram o final do filme como uma redenção e outros como um fracasso. Têm-se três mortes: a existencial, a civil e a física. Achei curioso que o Locke morre da mesma forma que o Robertson, aquele de quem ele roubou a identidade.

Uma cena bastante curiosa é a da esposa que não reconhece o Locke ao vê-lo estirado na cama, e a mocinha o reconhece. O filme claramente representa um sentimento de uma época que precisava desesperadamente de novos valores e motivos para viver, acredito que os otimistas tenham encontrado algo, já os pessimistas...
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Palestrante Paulo Domenech Oneto, Doutor em Filosofia pela Univ. de Nice, França, e Literatura Comparada pela Univ. da Georgia, E.U.A., professor da Escola de Comunicação da UFRJ -ECO/UFRJ

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bumerangue

Comecemos do começo.

No almoço de sexta-feira estávamos os cinco presentes. Almoço em família. E ao final, relembrávamos como era engraçada a brincadeira do telefone sem fio. Dali a pouco a Débora já se animava, “vamos brincar!”. Ela falou no meu ouvido a palavra “óculos”, e eu impliquei, “não, uma frase”.
- Certo. Os óculos.
- Mas assim você só colocou um artigo!
- Ok, ok.
E sussurrou no meu ouvido:
- Você é chata!
Passei pro meu pai que passou pra Nat que passou pra minha mãe que passou pra Débora. Nós já ríamos da situação porque ela seria a última a ouvir. Ela ficou revoltada.
- Viu, tudo que vai volta. Uma lição pra sua vida!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Hah...

- O que tem de almoço?
- Amor!
- Ih, vou morrer de fome.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

I am Sam

Sonhei, noite dessas, com a Dakota Fanning no Maranhão. Foi algo tão aleatório! A parte da Dakota eu até entendo porque lembro de ter lido a palavra “fanning” em algum texto o que me remeteu a ela, mas o Maranhão, eu realmente não faço ideia de onde tenha vindo rs Acho que era tipo um concurso de Miss no Maranhão. O.o

Por falar na Dakota, eu acompanhava os filmes dela e acho que até já postei algumas críticas de filmes e da sua atuação. Tem um tempo que deixei de acompanhar por discordar das escolhas de filmes e até pela falta de evolução na atuação dela (opinião minha). Fui então visitar um site sobre ela, que há tempos eu não checava, e me deparei com o vídeo de uma entrevista recente. Acho que um dos motivos que me fazia gostar dela – o seu jeito despretensioso, não esnobe ou arrogante de ser, continua presente.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Convocações suspensas

Mensagem do sindicato sobre o assunto em comunidade do Orkut.

"Sim verdade o banco suspendeu as convocaçõs de 17/11 a 31/12, a principio ja haviam 3 turmas convocadas cerca de 70 novos funcis no Paraná, que ja tomaram posse dias 21/11, 28/11 e ainda teremos posse dia 04/12, ja que todos esses novos funcis foram conovocados antes de 17/11 dia deste informe interno do Banco.A principio o banco veio com uma desculpa que necessitava conter despesas neste final de ano, e que voltara as convocações em janeiro/2012, mas todos sabemos que mesmo o banco cada vez mais querendo reduzir despesas , mesmo com lucro subindo na casa de 13 bilhões (estimativa para 2011) , os acionistas querem cada vez menos despesa mesmo.Mas não é essa a questão como sabemos no sindicato, soubemos tbem que todas as ferias de altos executivos do banco, foram suspensas ate o final do ano, isso e a suspensão de novas convocações, deve ter relação com a discussão e implantação do banco ate janeiro ou fevereiro de 2012, da jornada de 6 horas para alguns cargos comissionados que hoje são de 8 horas. Os sindicatos tem diversas ações de 7a. e 8a.horas ganhas na justiça em diversos estados, o que vem dando um enorme passivo trabalhista e com isso e o pedido dos sindicatos da jornada de 6 horas para quase todos os cargos dos bancarios , o Banco devera apresentar um pacote com essa redução com muitos onus para os bancarios. Acredito que para que esse pacote seja apresentado o banco necessita que esteja estagnado no numero de funcionarios, ou seja saber quem realmente esta no BB, e quais os cargos. Devem retomar logo em janeiro/2012 as novas convocações, ate porque os sindicatos, federações e a Contraf, ja devem estar esperneando reclamando dessa situação de espera."

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sangue & Espinhos

29/11/11

Barreira intransponível.
Invisível.
Choque e tristeza.
Devagar e sempre?

Algo adormecia,
algo não mais a acompanhava.
O tempo brincava, cruelmente,
Esquecido.

Rachaduras na estrutura.
Até quando estaria de pé?

Oh, a queda!
A incompreensão!
O lixo do lixo!

Sua estrada não permitia glórias,
Nenhuma sequer.
Relembrava agora:
Pertencia à base e não ao topo.

domingo, 27 de novembro de 2011

Dolor

O caminho do bem levaria até Deus...inconscientemente, era isso que buscava, desde sempre, mas os preconceitos impediam que abraçasse a busca, pois o caminho era bastante longo e cheio de distrações. Dar forma ao que se quer não significa sentir o que se quer, abrir-se para o bem seria um aprendizado diário e lento que exigiria todo o seu esforço. E quem quer se esforçar? A transformação se dá no turbilhão.
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Bolo é pastel. Pastel é lápiz. E lápiz é lápis.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

No mundo do MP

Talvez a minha vontade de me explicar volte depois de domingo. Anseio. Espero.
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Débora entrou em um ciclo vicioso, já estava lendo pela terceira vez seguida os livros do Harry Potter, terminava o sétimo e emendava no primeiro. Resolvi ampliar os horizontes dela e lhe apresentei o livro da “Poliana”. Ela está gostando.
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Dear Amazon,

Fortunately the book in question – Heat Rises (Nikki Heat 3) – arrived here last week. Thank you so much for your kindness and solicitude, I’m looking forward to use your services again.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pilha IV

Com a última pilha para acabar e, ainda, sem CCBB, passeei pelo quarto a procura de novas perspectivas. De cada prateleira colhia maçãs, de cada olhadela, algo atraia a minha atenção, chamava-me. Acredito que essa lista me acompanhará na entrada de 2012 =D

> Heat Rises de Richard Castle
> Pedro Pedra de Gustavo Bernardo
> Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
> Os Cavalinhos de Platiplanto de José J. Veiga
> O Risco do Bordado de Autran Dourado
> Mar de Histórias Vol. 5 – Realismo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Marcha do

Progresso
No meio de irresponsáveis, alguém assumirá a responsabilidade. No meio do caos, surgirá aquele que precisa de ordem. No meio dos violentos, haverá aquele que não quer ferir o outro. No meio dos egoístas, alguém se sacrificará. No meio dos vaidosos, alguém se importará com a beleza interior. No meio dos orgulhosos, haverá aquele que aceitará a humilhação. No meio dos intolerantes, alguém será compreensivo. No meio de mentirosos, nascerá a verdade.

sábado, 19 de novembro de 2011

Dia da bandeira

Vamos cantar todos juntos!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ela poetisa

Débora recebeu uma ótima nota em sua prova de produção textual, e ganhou nota máxima na proposta da redação. Chegou em casa feliz da vida, eu li o texto e a parabenizei. E ela falou toda feliz: “você podia colocar no fatia!” Achei engraçado. Então aqui está, minha influência sobre ela dando frutos rs A questão da prova seguida da poesia.

Agora escreva um texto em formato de opinião (entre 20 e 25 linhas) ou poesia (com 5 estrofes de 4 versos) desenvolvendo como seria um político perfeito, aquele que realmente mereceria estar no comando do nosso país, que qualidade ele deve ter? (7,0)

Perfeito…

Um bom político,
É aquele que não mente pro coração...
Um bom político,
É aquele que tem preocupação

Perfeito
Ele seria
Se não jogasse fora
O que tem nas mãos

Um bom político
É aquele
Que ama
A sua nação

Perfeito
Ele seria
Se nunca roubasse,
E sempre nos consolasse

Um bom político,
É muito raro,
Mas não podemos desistir,
Porque um dia, ele vem aqui!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Casa da Ciência – Donnie Darko (2001)

O palestrante, Erick Felinto, tinha como proposta falar sobre gêneros e a fantasmagoria da imagem, com a palestra “Explorando gêneros e analisando a potência fantasmagórica da imagem”. Logo de início, ele declarou a sua fascinação por filmes de horror, questionando se “Donnie Darko” poderia ser classificado como tal. Disse, ainda, que tentar entender uma linha lógica do filme, talvez desmerecesse toda a experiência. Para mim, a digestão do filme e da narrativa, se deu no caminho para casa.

Sobre o filme, especificamente, o Erick falou da nostalgia dos anos 80: as músicas, citações, referências sutis, o terror – chegou a definir o filme como um conto de fadas sombrio. O filme acaba por negar soluções, cheio de tramas paralelas que desviam a nossa atenção, dificultando a interpretação. O Erick chamou a nossa atenção para a experiência de climas e ambientações que criam memórias.

Falou ainda da função do cinema de produzir ilusões (o cinema que hipnotiza) e, também, da intenção de colocar os espectadores dentro do filme, como na cena dentro do cinema. Ou, então, na última cena do “adeus”, quando a menina acena para a mãe do Donnie, que acena de volta e, por fim, o vizinho acena para nós, os telespectadores. [interpretação minha]

Como um filme sobre viagem no tempo, deparamo-nos com os paradoxos temporais. A ficção científica que não fala sobre o futuro, mas, sim, sobre o presente.

Erick ainda falou sobre a dificuldade de classificar o gênero do filme, já que existe uma mistura muito grande de estéticas. Por fim, ele expressou a sua preferência por filmes com narrativas que produzem tensão o tempo todo, pois que questionam a realidade, fazendo-nos refletir, valorizando o mistério, as perguntas que ficam sem respostas, o misticismo, o uso do sobrenatural, o inexplicável.

“Donnie acaba por assumir um papel de redentor”. Esta foi uma das poucas frases que o Erick falou sobre a interpretação da trama em si, sempre preocupado em dizer que nada do que ele dissesse deveria ser tido como uma interpretação única. Quanto à interpretação, falou também sobre o Frank que aparece para Donnie como se fosse um fantasma.

Eu encontrei na internet o script do filme, e passando o olho, rapidamente, pude identificar certas cenas que não aparecem no filme; talvez tenham sido cortadas, como uma cena em que o Donnie fala com a professora de literatura sobre coelhos. Seria interessante dissecar ideas que o filme apresenta.

A primeira possibilidade que enxergo é a óbvia, do sonho. Atrás do sonho, vem a graça concedida por Deus de passear pelo caminho que as escolhas do Donnie trilhariam, culminando com a morte da menina e do Frank. Ele morre sorrindo, feliz por evitar tantos tormentos, sacrifica-se, tendo a certeza de que morre por um propósito maior. Existem outras várias descobertas deliciosas no filme, recomendo a leitura do script para complementar o filme. E eu concordo com o Erick, uma ótima experiência realmente.
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Próxima sessão do cineclube da Casa da Ciência: 03 de DEZEMBRO com o filme PROFISSÃO: REPÓRTER (1975) de MICHELANGELO ANTONIONI.

domingo, 6 de novembro de 2011

O amanhã brilhará

“A situação paradoxal de vasto número de pessoas, hoje, é estarem semi-adormecidas quando acordadas e semi-acordadas quando a dormir, ou quando querem dormir. Estar plenamente acordado é a condição para não aborrecer e nem ficar aborrecido – e, na verdade, não aborrecer nem ficar aborrecido é uma das principais condições para amar. Ser ativo em pensamento, sentimento, olhos e ouvidos, o dia inteiro; evitar a ociosidade interior, a forma de ser receptivo, amealhador, o mero desperdício do tempo – isto é condição indispensável para a prática de amar.” (pág. 165)

FROMM, Erich. A Arte de Amar. Ed. Itatiaia Limitada, Edição nº 120.
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Assim como Frank (“Donnie Darko”), João de Deus (“Um Lugar ao Sol”) morreu com um tiro no olho. Saboroso remédio são as coincidências. xD

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Encontro

Além de nós dois, naquela saleta, mais um casal ocupava o espaço que já era pequeno, abarrotado de equipamentos. Mesmo com as grandes janelas, parecia que o ar estava em falta ali. Não que fôssemos um casal, que isso fique claro. Com aquela música ao vivo, aquela luz quase inexistente, falávamos ao pé do ouvido um do outro para não chamar a atenção ou, mesmo, atrapalhar o show em andamento. Você esforçava-se a me ensinar sobre dobradura pela milésima vez e eu fingia nada saber, apenas seguindo cada passo, compenetrada, analisando cada expressão do seu rosto, cada movimento de suas mãos. Ríamos um pouco alto, e foi quando a primeira repreensão foi feita. Acatamos. Dali a um tempo, veio a segunda repreensão, suficiente para você começar a se irritar. Quase levei minha mão aos seus lábios para evitar nova repreensão – algo me impediu. Apenas sorri e confirmei com a cabeça o que você dizia. Já nesta hora, crescia em mim o descontrole. Até que a dobradura que fazíamos, para passar o tempo, foi ao chão. Você se inclinou para pegá-la e se abaixou próximo das minhas pernas que pendiam do banco alto. Não pude evitar tocar-lhe. Você sentiu o meu toque e levantou a sua cabeça que, antes, voltava-se para o chão. Olhávamo-nos, sorríamos com os nossos olhos. A terceira repreensão veio mais incisiva e nos tirou de nosso transe, nosso momento de verdade, nossa paixão impossível, nosso segundo que dura uma vida inteira. Achei então prudente sair, deixá-lo só, antes que cabeças começassem a rolar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Maçã

“O homem moderno está efetivamente próximo do quadro que Huxley descreve em seu ‘Admirável Mundo Novo’: bem alimentado, bem trajado, sexualmente satisfeito, e contudo sem personalidade, sem qualquer contato com seus semelhantes a não ser o mais superficial, guiado pelos lemas que Huxley formulou tão sucintamente, como estes: ‘Quando o indivíduo sente, a comunidade vacila’; ‘Nunca deixes para amanhã o prazer que podes ter hoje’, ou, como afirmativa culminante: ‘Todos agora são felizes’. A felicidade do homem, hoje em dia, consiste em ‘divertir-se’. E divertir-se consiste na satisfação de consumir e ‘obter’ artigos, panoramas, alimentos, bebidas, cigarros, gente, conferências, livros, filmes – tudo é consumido, engolido. O mundo é um grande objeto de nosso apetite, uma grande maçã, uma grande garrafa, um grande seio; somos os sugadores, os eternamente em expectativa, os esperançosos – e os eternamente decepcionados.” (pág.117)

FROMM, Erich. A Arte de Amar. Ed. Itatiaia Limitada, Edição nº 120.
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Voicing myself. Amateur stuff. How deep can you go? http://t.co/0v6XaW3x

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Recolhimento hoje

Não sabe que livro ler, comece por aqui.
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Pro dia seguinte nascer,
O sol tem que morrer
E a noite cair.

Na escuridão que vem,
Derramando-se,
Engolindo o ontem e transformando
O novo dia em amanhã.

domingo, 30 de outubro de 2011

Shi

Pain and beauty
30/10/11

Just stay beside me while I do my crying
Words that can´t meet
Hands that won´t draw meaningfull lines,
Despair

When fear comes closer
Fear of bad things
Fear of low life
Fear for the lack of air

Two steps back, Jack?
Dirt on my bear feet
Bloody tears

Old doing can´t go forgotten
Burden dragged
Ungratefull, brat.
It´s too late.

Evil can´t go further
Isn´t it comforting?

Suffering all around
No space for loving
No time for letting go
A heavy heart can´t take very long

Unravel
the soft red flowers,
the sweet shining fruit
the soothing rain

Pain and beauty

sábado, 29 de outubro de 2011

Dapieve e Internet

Dias desses, minha mãe estava criticando o uso da internet no celular, só que ela começou dizendo, “não sei pra quê internet?” e eu quase caí da cadeira! “Como assim, pra quê internet?!?! Você está maluca?!” (a viciada falando!) rs Eu realmente levei um choque com a colocação dela, fiquei meio descontrolada, coisa engraçada de se ver rs
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Essa semana, mandei um email pro Arthur Dapieve, sobre um texto, “ame o corrupto”, que ele escreveu e gerou um diálogo aqui em casa.

Mãe, você leu esse texto?
Li, sim.
Interessante, né?
Só achei que o título está errado.
Por quê?
Não deveria ser uma afirmativa e, sim, uma pergunta.
Ué, nada a ver. Se ele quis afirmar. Até por que serve de chamariz, você lê “ame o corrupto” e fica intrigada. E está coerente com o resto do texto, quando ele se questiona sobre gostar do personagem que é corrupto.
Mas, assim, ele está fazendo apologia à corrupção!...Ainda acho que ele deveria ter colocado uma interrogação no título.
Ele pode fazer o que quiser, se quer amar o corrupto, deixa ele. Isso não quer dizer que você tem de amá-lo.

Ele respondeu assim:

Oi Clarissa,
Que diálogo maravilhoso! Obrigado por compartilhá-lo. Só por tê-lo “ouvido” já valeu a pena ter escrito a coluna. Vocês dois (sic) têm razão: o título foi pra provocar e uma interrogação seria moralmente mais correta...
Abraço,
Arthur

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Revolução na educação


Minha mensagem enviada para o senador.

“Olá Sr. Senador Cristovam Buarque,

Tive o privilégio de assistir à sua fala na TVCâmara e fico muito feliz com o espaço dado ao senhor. Espaços como esse deveriam ser multiplicados, a educação merece e precisa de mais atenção sem sombra de dúvida! O assunto muito me interessa, minha irmã é professora do Estado do RJ, este foi o seu primeiro ano de trabalho, e ela começa a ter os primeiros impactos da situação da educação pública. Sem me alongar muito, gostaria de saber mais sobre a proposta da federalização, existe algum documento que explique mais a fundo as propostas do senhor? Gostaria de lê-lo para poder refletir. A título de informação, uma crítica levantada pela minha irmã sobre o lugar onde ela trabalha, é a administração da escola que ela diz ser inexistente. Se tivessem pessoas realmente comprometidas e disciplinadas gerindo a escola, já seria uma enorme conquista. Pessoas qualificadas, esse deve ser o lema. Espero que a discussão sobre o tema possa ser expandida, fico feliz que a internet esteja beneficiando a discussão sobre a educação brasileira."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ah, o amor...

“Quem nada conhece, nada ama. Quem nada pode fazer, nada compreende. Quem nada compreende, nada vale. Mas quem compreende também ama, observa, vê...Quanto mais conhecimento houver inerente numa coisa, tanto maior o amor...Aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas, nada sabe a respeito das uvas.”

“(...) Na maioria, o povo nem sequer tem consciência de sua necessidade de conforma-se. Vive sob a ilusão de seguir suas próprias ideias e inclinações, de ser individualista, de ter chegado a suas opiniões como resultado de seus próprios pensamentos – apenas acontecendo que suas ideias são as mesmas da maioria.” (pág.35)

FROMM, Erich. A Arte de Amar. Ed. Itatiaia Limitada, Edição nº 120.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mar de Histórias Vol. 4

A coletânea “Mar de Histórias” consiste na reunião e tradução de inúmeros contos, separados por períodos – foram 44 anos de projeto. O volume 4 trata do Romantismo ao Realismo.

Alfred de Musset
Mimi Pinson

Álvares de Azevedo
Solfiere

Gottfried Keller
Espelho, o Gatinho

William Wilkie Collins
Uma Cama Terrivelmente Esquisita

Björnstjerne Björnson
O Ninho das Águias

Multatuli
A História do Cavouqueiro Japonês
Providência
Começou Assim

Charles Baudelaire
Morte Heróica

Rebelo da Silva
Última Corrida de Touros em Salvaterra

Bret Harte
A Sorte do Acampamento Uivante

Conrad Busken-Huet
Gitje

José Antônio Campos
Os Três Corvos

Gustavo Adolfo Bécker
O Miserere

Alphonse Daudet
Os Velhos
As Empadas

Barbey D’Aurevilly
O Mais Belo Amor de D. João

Jens Peter Jacobsen
Um Tiro no Nevoeiro

Gustave Flaubert
Uma Alma Simples

Jan Neruda
Hastrmann
O Vampiro

Guy de Maupassant
Dois Amigos
As Jóias
A Felicidade

domingo, 23 de outubro de 2011

Tropeços

“Terminada a curta refeição, fui sentar-me à porta, o coração apertado pela melancolia da paisagem noturna, oprimido por aquela angústia que por vezes domina os viajantes em certas tardes sombrias, em certos lugares desolados. Parece que tudo está prestes a acabar, a existência e o Universo. Nota-se de chofre a horrível miséria da vida, o isolamento de todos, a mesquinhez de tudo e a negra solidão do coração que se acalenta e se engana a si mesmo com sonhos até à morte.”(pág.283)

DE MAUPASSANT, Guy. A Felicidade. In: Mar de Histórias Vol. 4 – Do Romantismo ao Realismo. Ed. Nova Fronteira, 1980.
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“Idéias e Impulsões Estranhas

Sensíveis como são aos fenômenos hiperfísicos, os médiuns começam a perceber, nesse período pré-mediúnico, idéias estranhas, que lhes surgem na mente de forma às vezes obsediantes, bem como impulsos de agirem em determinados sentidos, de fazerem tal ou qual coisa, de que também jamais cogitaram.

E como podem, nesses primeiros tempos, devido à sua natural inexperiência, sofrer arbitrariamente influência de bons e mais Espíritos, é necessário vigiar sempre, interferir com a razão continuamente, analisando tais idéias e impulsos, não se deixando levar por eles e optando sempre pelo que for mais criterioso e justo.” (pág.187)

ARMORD, Edgard. Mediunidade. Ed. Aliança, 1991.

sábado, 22 de outubro de 2011

Das profundezas do mar

Com o documentário, “Fran Lebowitz: Falando em Público” do Martin Scorsese, eu pude perceber que sinto falta de alguma coisa. Gostei de ver a humorista/escritora refletindo sobre as mudanças que ela presenciou nas últimas décadas. As informações que ela despejava na entrevista tinham um ar de memórias de um mundo tão distante...

O tempo, antigamente, se movia tão mais devagar, acho que as pessoas conseguiam apreciar melhor a cultura, as coisas, hoje, mudam muito rápido. Gostei de ouvir que ela começou a escrever aos 27 anos e que não tinha contemporâneos, porque as pessoas da idade dela ou queriam ser músicos ou fazer cinema. É uma informação tão nostálgica, quando poucas pessoas escreviam. Ela critica o tempo todo, como existem muitos livros ruins, porque todo mundo resolveu escrever e nem todo mundo deveria, porque escrever exige que se saiba de alguma coisa.

O mundo de hoje me lembra a vanguarda do futurismo, me lembra o nosso trabalho de faculdade sobre o assunto, e que o nosso amigo Pedro Maia interpretou tão bem. Nós falávamos para ele as características dos movimentos, e ele incorporava na atuação dele, foi algo realmente espirituoso que nós desenvolvemos.
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Doar energias é bem cansativo, apesar de no final, rapidamente se recarregar as energias. Porém, é difícil manter o foco, a atenção por duas horas seguidas. Ainda estou aprendendo a potencializar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ao longe, uma voz

Existe diferença entre relevar e engolir sapos; quando você se percebe explodindo de raiva porque não dá mais para agüentar, você simplesmente engole sapos por onde vai. O real sentido do relevar é não se incomodar com os defeitos dos outros, enxergar que o outro é daquela forma por inúmeras razões fora de seu controle. Seja a favor do tratar os outros bem para assim ser tratado, assim você atrai para si atitudes semelhantes às suas. Muitos não veem isso, e desgastam-se com os conflitos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Depois da tempestade..

“(...) Ele diz – mediunidade exclusivamente espiritual – para explicar que suas faculdades não são semelhantes àquelas que muitos adeptos da doutrina espírita classificam como fenômeno orgânico, coisa pertencente ao corpo físico, e essa distinção que faz corrobora nitidamente e plenamente justifica o modo por que encaramos a mediunidade em sentido geral, separando a mediunidade-conquista da mediunidade-prova.” (pág.33)

“(...) É claro que os que possuem hoje sensibilidade já evoluída, colhem o que plantaram em vidas anteriores, recebem o resultado das experiências que já realizaram, das provas que suportaram, e seu número é restrito. São esses os que, sem a coação da dor, adotam mais depressa e sem discussão ou vacilações, os ensinamentos da Terceira Revelação, porque já têm, para as verdades que ela prega, mais ou menos acentuada afinidade espiritual.” (pág.35)

ARMORD, Edgard. Mediunidade. Ed. Aliança, 1991.
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“Preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis.” – Espírito Emmanuel
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Frustrada tentativa de ir ao Festival do Rio (sessão esgotada) = Rota 66 na chuva.

sábado, 15 de outubro de 2011

Inspiração

“Um filósofo antigo, Empédocles, dizia já ter sido uma donzela, um arbusto, um pássaro da floresta e peixe mudo do mar”.

Disse, assim, Lygia Fagundes Telles em sua entrevista para o caderno Prosa e Verso de hoje. Simpatizo com a sensação de deslocamento da autora, e fiquei surpresa de como os seus personagens retornam a ela, assim, como fantasmas. E mais uma vez, o tema da loucura me rondando.

“Você inspira o objeto e, quando depois o expira, vem a criação literária”.

Assim que li essa frase, associei às minhas postagens recentes.
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Eu quero querer o caminho. Não quero dar às costas para o mundo, mas também não posso me afundar nas suas horas despropositadas.
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Curiosidade científica: apenas 5% do universo é matéria, 25% é matéria escura e os 70% restantes é energia escura, sendo que chamam de “escuro” tudo que é desconhecido, eles medem apenas alguns de seus efeitos. Bizarro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Política

Eu não participei do movimento Diretas já, eu ainda estava para nascer; essa conquista pertence a gerações anteriores. Lendo hoje sobre as passeatas contra a corrupção, eu começo a ver um embrião para uma disposição em potencial de certo grupo. Eu queria estar lá no meio, brigando pelo que acho certo, mas ainda não me empolguei, e nem sei se chegarei a isso. Por quê? Isso é assunto para outra postagem. Hoje quero refletir um pouco sobre o que o sociólogo Daniel Perini, afirmou no jornal.

“Para ele, a falha do movimento contra a corrupção é não dizer o que fazer para mudar.”

E tenho alguns pontos para colocar. Primeiro, o que produz a corrupção generalizada é a impunidade. Assim como, uma criança faz besteira e deve ser repreendida, se ela incorre no erro novamente ameaça-se com a punição, ou um tempo de castigo ou perde-se algum privilégio. O ser humano só aprende desta forma, e com o adulto não é diferente, ainda mais quando se lida com pessoas de educações diversas. Com a criança, ela precisa saber o que se espera dela; mesmo assim, se houver cobranças e, no entanto, não houver exemplos, a disciplina e autoridade vai por água a baixo. A política do Brasil é formada por essas crianças que nunca viram punição.

A marcha contra corrupção tem defendido a ficha limpa para 2012, o que representa uma conquista, quando se percebe que grande parte dos envolvidos com a gestão do país deveriam estar na cadeia, ou pelo menos, longe do dinheiro arrecadado da população. Os políticos estão mal acostumado com a impunidade e a sociedade começa a exigir uma postura diferente. O problema está em atirar no próprio pé. Não acho que o congresso possa ser a favor de algo que vai acabar com a festa deles, isso é, no mínimo, ilógico, dentro da amoralidade deles.

O caminho parece estar no escândalo, no foco em casos específicos e na exigência do cumprimento da lei. O escândalo parece ter efeito porque abala a imagem da pessoa pública, geralmente, ela é forçada a se esconder por um tempo e reaparecer apenas quando a memória da população começa a falhar, ou, quando chega a nova geração, que nada lembra do passado. Pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, artigo 37, inciso XXII, parágrafo 4º:

§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

Ou seja, a lei é clara, mas aqueles que deveriam fazer cumprir a lei estão comprometidos de todos os lados. Tudo em prol de angariar fundos para os partidos ou ganhar um por fora.

Acredito que a solução esteja na pressão pública sobre casos específicos, exigindo a punição como a lei determina. Se alguns servirem de exemplo do que acontece com quem é corrupto, o medo se alastra e rouba-se menos. Outra questão é o voto consciente, a educação política, é a própria população não eleger ou reeleger aqueles políticos que roubam, mas aí a solução esbarra em barreiras culturais, essas que os próprios políticos lutam para manter, privando a população de uma melhor educação.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FESTA!

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O choque de energias fez o seu corpo tremer ligeiramente, precisou sentar para não cair. As palavras ensaiadas embolavam-se, parecia reaprender a falar, buscando palavras que parecia não conhecer. O treinamento nada havia adiantado, precisaria tentar de novo e mais outras vezes ainda. Teria que reaprender a ser livre para apreciar a vida novamente, entre os seus.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

“I can´t ignore this war” *

(...) “Enquanto o Espírito é rude no princípio de sua evolução, seus instintos são materiais; de onde o desenfreamento de todas as paixões.

Avançando em sua carreira, queremos dizer: avançando em sua desmaterialização, aqueles instintos se modificam e sua natureza se corrige ao ponto de já ter a consciência de que a felicidade não consiste no gozo material, na satisfação das paixões carnais, a ponto de já ter a intuição do fim para que foi criado.

Avançando mais e mais, chega a compreender a diferença entre a vida espiritual, com suas claridades, e a material, com seus precipícios e negros abismos.” (pág.101)

(...) “Estudais esse desastres e reconhecereis que são sempre devidos a um desfalecimento seguido de um arrastamento.

O homem bom, que caiu, tinha nos seios da alma uma paixão que subjugava, mas que, um dia por circunstância imprevista ergueu-se energicamente e fê-lo esquecer o dever.

Despertado, quando o mal já estava feito, em vez de vomitar o veneno, procurou encobrir a falta, e o gérmen da perdição fecundou-se em seu seio.

Eis o desfalecimento.

Com ele abriu a porta aos maus Espíritos, que o provocam a saciar aquela paixão, já uma vez superior à sua vontade, e um pouco por já ter a alma desvirginada, e, ainda, pela influência do inimigo senhor da praça, ei-lo impelido pelo plano inclinado.

Começa tremendo, como quem foi surpreendido; vai-se paulatinamente acostumando à falta, para a qual descobre escusas, e acaba desprezando o que sempre teve por sagrado e abraçando como sagrado o que sempre teve por desprezível.

Isto é obra do arrastamento.” (pág.155)

DE MENEZES, Bezerra. A Loucura Sob Novo Prisma. FEB, 2009.
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* “Who am I living for?” – Katy Perry

sábado, 8 de outubro de 2011

Mud

Olhos de maldade não conseguem ver a pureza. Agarro-me ao erro inventado, conjecturas maléficas de uma sombra carregada. Gero pensamentos conspiratórios, caminhando e remoendo. O universo da discórdia brota, multiplica-se no íntimo, permanecendo ali por minutos, horas até. Anos para aqueles que não conseguem dar um fim às suas elucubrações doentias. Quem não reconhece o inferno que tem em si está mentindo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sou tudo

03/10/11

Embrião de gente
Bebê que engatinha,
Tenta os primeiros passos,
Tropeça,
Rola e chora.

Fio de cabelo
Curto, longo
Que cai e morre
Constantemente
Renova-se.

Formiga vermelha
Que trabalha e queima
O ácido correndo e corroendo
Que culpa tem ela?
Nasceu assim.

Grão de areia
Grão de trigo
Tão pequenos!
Alimentando a alma, os olhos
Alimentando o corpo, os poros

E eu pergunto a pergunta,
Aquela que veio das respostas,
Aquela que já existia e pairava no ar,
Aquela que muda, que se transforma:
Quem sou eu?

Sou tudo que é pequeno
Sou tudo que ainda há de crescer
Sou tudo que aceita
Sou tudo que tem potência

Sou o amor em latência.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Expira

Antevia os acontecimentos: a solução proposta passava longe da resolução do problema, enraizado no outro e não no objeto da explosão. Sem este, procurará outros motivos que levarão à cólera. Se o outro não muda, mudamos nós mesmo, exercitando a compreensão, a paciência e com a alma tranqüila, como lago em fim de tarde sem vento. Sem um pio que seja a dar, o discurso perde sua força, não encontra onde rebater, morre no ar – deixa-se de alimentar a fogueira, que no segundo seguinte ela se extingue. Todos poderão sair vencedores.
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Outubro do ano passado foi bastante fértil; pensei, concatenei e escrevi bastante.

domingo, 2 de outubro de 2011

Último dia de Rock, bebê!

Você sabia?
Na França, como em outros países da Europa, além do aniversário de nascimento, muitos costumam festejar também o dia do santo de seu nome.

Fonte: Mar de Histórias – Antologia do Conto Mundial Volume 4.
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Português de Portugal.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Inspira

"O Espiritismo, além do objetivo importante de ajudar o homem, a descobrir a sua própria imortalidade e significação no Cosmo, através do serviço mediúnico benfeitor, ele também rompe mais cedo os grilhões do Carma humano pregresso. É evidente que todas as horas empregadas pelo homem nas tarefas espirituais, tanto o afastam do contacto prejudicial com as paixões inferiores, como os livram das ligações perigosas com os espíritos das sombras." (pág.109)

RAMATÍS. Mediunidade de Cura. 1989.
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“(...) No meio da sala, o menino deu um verdadeiro show de declamação! O poema referia-se a um analfabeto que havia recebido uma carta e aflito fazia conjecturas sobre o conteúdo da mesma; seria da mãe ausente? Teria ela morrido?... Domingos gesticulava, suava, chegou a chorar de emoção, parecia que tudo o que os versos diziam era realidade. Extasiada diante de tão grande artista, senti-me, ao mesmo tempo, arrasada e encantada.” (pág.191)

GATTAI, Zélia. Anarquistas, Graças a Deus. Rio de Janeiro: Record, 1994.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cura

Pergunta: Que dizeis sobre a saúde física e a saúde espiritual, quanto à sua estreita relação ou dependência recíproca durante a vida do espírito encarnado?

Ramatís: (...) Considerando, então, que, todos os atos têm como causa ou matriz, o pensamento (do espírito), torna-se evidente que os pecadores são enfermos da alma. E, ao contrário do que estabelece a ética da maioria das religiões, as suas transgressões não ofendem a Deus; mas, a eles próprios, exclusivamente.

(...) Durante os momentos pecaminosos, o homem mobiliza e atrai, do mundo oculto, os fluidos do instinto animal, os quais, na sua “explosão emocional”, convertem-se num resíduo denso e tóxico, que adere ao corpo astral ou perispírito, dificultando, então, ao homem estabelecer ligação com os espíritos do plano superior, devido ao abaixamento da sua vibração mental. E se ele não reage, termina por embrutecer-se. Porém, mais cedo ou mais tarde a consciência do pecador dá rebate; e então, o espírito decide recuperar-se e alijar a “caixa tóxica” que o atormenta. Mas, nessa emergência, embora o pecador já arrependido, esteja disposto a uma reação construtiva no sentido de purificar-se, ele não pode subtrair-se aos imperativos da lei cármica (causa e efeito) do Universo Moral, ou seja: - a recuperação da saúde moral do seu espírito enfermo, só poderá ser conseguida mediante aquele esmeril que se chama Dor e o lapidário que se chama Tempo. E, assim, como decorrência de tal determinismo, o corpo físico que ele veste agora, ou outro, em reencarnação futura, terá de ser, justamente, o dreno ou válvula de escape para expurgar os fluidos deletérios que o intoxicam e lhe impedem de firmar a sua marcha na estrada da evolução.

As toxinas psíquicas, durante a purificação perispiritual convergem para os tecidos, órgãos ou regiões do corpo; mas insistimos em explicar que esse expurgo deletério processado do perispírito para carne, produz as manifestações enfermiças de acordo com a maior ou menor resistência biológica do enfermo. Entretanto, os técnicos do Espaço podem acelerar ou reduzir o descenso dos fluidos mórbidos, podendo também transferi-los para serem expurgados na existência seguinte ou então serem absorvidos nos “charcos” do Além, se assim for de conveniência educativa para o espírito em prova. De qualquer modo, a provação será condicionada ao velho provérbio de que “Deus não dá fardo ou uma cruz superior às forças de quem tem de carregá-la”. (pág.44)

RAMATÍS. Mediunidade de Cura. 1989.

domingo, 25 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

CoincidênciaS

Madness can really get in the way of living a life. It reaches for the unbalanced ones. Those who don’t have their big goals set, those who lose their focus easily, those who don’t know how to adapt to the various situations of life, those who think their burden are too heavy to carry. Those who are weak. Weak minds are taken over by the overwhelming, everything gets lost – identity, dreams, the sense of how to be with others –, memories get tainted.

Loneliness can get you mad. Routine can get you mad. Focusing too hard on something can get you mad.

Fight for your sanity!
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Presente seguido de “não é nada pessoal” é preocupante rs

Eu tinha escrito essas linhas acima no início da semana...ontem, Nat me deu o livro “A Loucura Sob Novo Prisma” do Bezerra de Menezes.

E ainda!

Na aula de ontem, de todos os livros do Bezerra de Menezes, a palestrante resolveu mencionar justamente esse aí, que a Nat me deu. O.o

sábado, 17 de setembro de 2011

Repouso

Recuperando-me de um resfriado repentino, difícil dormir e até mesmo escovar os dentes quando se tem que respirar pela boca; tive então bastante tempo de repouso. Fiquei preocupada com a nossa relação com a tecnologia e ouvi música.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Há 1000 anos atrás...

Eu nunca imaginaria que seria possível assistir um programa de televisão ao vivo pela Internet, e não só se pode fazer isso aqui no Brasil, como podemos assistir programas do exterior!!! Impensável há dez anos atrás.

Streaming ao vivo do jornal KTLA 5 Morning News.
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Incompreensões que temos que aturar...

C: Hoje não vou comer carne...e nem amanhã...
M: Qual é o seu problema???

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Boa notícia?

Mãe: Clarissa!
Clarissa para Nat: Aposto que é para falar do forum.
Pai do quarto para mãe: Você não vai falar do forum não, né?!

No quarto…

Clarissa: Vai falar do forum de novo, mãe?
Mãe: Não, hoje tem Miss Universo.
Clarissa: Sei.

Chegando perto do computador dela…

Clarissa: A-ha! Eu sabia!
*Mãe tapando a tela do computador*

5 minutos depois…

Mãe: Lá no forum disseram que…

Minha mãe só me chama para falar do forum hoje em dia rs
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Tem gente que não sabe lidar com situações, esbraveja e joga o corpo fora.
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Feeling beautiful, cause or consequence?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Eu [coração]

Vislumbrava uma linha reta e os obstáculos revelavam o que desconhecia; os novos caminhos pavimentavam passeios ainda mais próximos da verdade.
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Prefiro um sorriso sincero e caloroso a estar certa.
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sábado, 10 de setembro de 2011

Entrega

08/09/11

São 10 horas da manhã
Tic-Tac

O sol esquenta (e queima)
Tic-Tac

A lama seca
Tic-Tac

O barro trinca
Tic-Tac

E o pó levanta
Tic-Tac

A alma que estava presa flutua
Tic-Tac

Livre, leve, em busca
Tic-Tac

A alma indaga:
“Onde vou me deixar estar?
Onde vou me entregar?
Perder-me para me encontrar?”
Tic-Tac

Foi só a alma não mais
Suja de lama indagar
Para a oportunidade chegar
Tic-Tac

E ali, naquele lugar,
no jardim prestes a se formar,
Rosas puseram-se a brotar.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Coração versus Cérebro

Nat, outro dia, descobriu que o amigo dela era espírita (eles estão por toda parte!) e mostrou-se um pouco incomodada com a forma com que ele falava da doutrina, algo com o tom de tentativa de conversão, com ar de dono da verdade. Perto dela eu já tomo esse cuidado naturalmente, ela sempre foi um pouco resistente, para mim sempre foi algo que me fazia sentir bem, por isso, eu não costumo insistir com algumas curiosidades ou assuntos perto dela.

Acho muito curioso que para algumas pessoas certas coisas são tão claras e outras não. E isso não acontece só com religião, mas igualmente com qualquer assunto na verdade.

Acabei de ler no jornal sobre um físico, Leonard Mlodinow, defendendo o acaso em nossas vidas em detrimento de Deus. Primeiro, eu não quis nem ler a reportagem, mas fiquei curiosa sobre os seus argumentos, e fiquei feliz por ter superado o meu preconceito. Ele simplesmente não consegue enxergar no mundo provas de que Deus exista, por isso, prega o que acredita. Engraçado, que tem gente que não acredita nem vendo, então fica difícil.

Em dado momento, na entrevista, quando perguntado se seria ateu, ele falou de uma realização que ele teve sobre suas próprias crenças:

“Em uma entrevista perguntaram-me se eu acreditava que havia vida inteligente em algum outro lugar do Universo. É engraçado porque eu creio nisso, embora não haja nenhuma razão científica para tal. Assim, eu entendo por que as pessoas têm fé em Deus por que eu sinto essa mesma fé, mas pelo menos reconheço que não tenho bases para acreditar nisso”.

Eu enxergo Deus em todo lugar; na natureza, em mim mesma quando encontro um amigo querido, na gargalhada de uma criança, nas palavras carinhosas de um desconhecido, na caridade e em tantos outros lugares.

O meu ímpeto tinha sido escrever sobre alguns conceitos espíritas, mas acho que Deus não está em palavras e sim em sentimentos, não adiantaria ler sobre Deus se a pessoa não se sente aberta a vivenciá-lo.

No entanto, gostaria de deixar registrado algo, o físico não consegue enxergar Deus nas situações que acontecem no cotidiano, e uma imagem me veio na cabeça, algo que provavelmente já foi dito por inúmeras pessoas (acho que até já li um conto do Veríssimo falando isso), mas me pareceu pertinente.

Imagine Deus como o diretor de uma empresa muito grande, os funcionários na fábrica ouvem falar dele de vez em quando, eles têm mais contato com seus supervisores diretos, gerentes, e à medida que vão subindo os níveis de hierarquia, mais contato se tem com o diretor. Todos nós somos trabalhadores na fábrica, e aqueles que têm Deus em seus pensamentos estão buscando subir esses níveis de hierarquia. Se não O enxergamos, nunca poderemos subir na escala da promoção.

Quando falo Deus, essa palavra remete a tudo de positivo e perfeito que possamos imaginar. Sugiro que releia o último parágrafo tendo isso em mente agora, e verá a diferença na leitura.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Verdade verde-amarela?

Curiosamente, o filme LANTERNA VERDE me surpreendeu em um aspecto. Não me prendo nem um pouco à narrativa, às atuações ou ao roteiro. Falo da história em si, da essência dos guardiões. Alguma cena, algum olhar, algum momento, me fez acreditar na superação do medo. Saí da sala de cinema com a sensação de fé renovada, mesmo que o assunto não tenha sido exatamente explorado. Bastou uma centelha para me catapultar para o mar que existe aqui dentro de mim.
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Why did it feel so right and so wrong to desire those lips? They both wanted, but was it genuine? Did the reasons matter? Were they in tuned with their own selves, with their way of living and beliefs? Why was it so hard to have a life, a good life, one that they wouldn’t be ashamed of living? One they would be living truthfully.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Casa da Ciência – Guerra Sem Cortes (2007)

Apesar de não assistir filmes de guerra normalmente, fiz uma exceção para o tema. O palestrante Karl Erik Schollhammer começou falando sobre a nova imagem de guerra que se propõe pela visão cinematográfica, explorando novas mídias através das linguagens digitais. O diretor, Brian de Palma, nunca aparece como narrador, o filme é montado pelas vozes dos outros, pelas vozes da sociedade.

Pudemos presenciar uma forma diferente de apresentação do filme de guerra, pois não era nem documentário assumido ou ficção totalmente, era uma terceira maneira de contar a história real, recriando com uma linguagem digital.

Karl Erik nos passou sua interpretação do objetivo do filme que seria uma versão informal da comunicação digital. Em dado momento, duvidamos do que estamos vendo, não sabemos ao certo se estamos diante do real ou da encenação.

Um outro ponto crucial para o desenrolar de sua fala foi o olhar que não é de fora, como em um documentário comum, o filme se apresenta a partir de olhares de dentro dos próprios acontecimentos, o “olhar embarcado”. Temos, assim, uma proximidade dos atos de guerra.

A tentação do personagem principal de criar o seu próprio filme a partir da experiência da guerra é tão grande, que ele se dispõe a participar de crimes para ter o que filmar. A verdade está sempre em questão.

Karl Erik ainda recomendou dois outros filmes de temáticas semelhantes, o dinamarquês, Armadillo (2010), e o norte-americano, Restrepo (2010).
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Próxima sessão do cineclube da Casa da Ciência: 01 de OUTUBRO com o filme OBRIGADO POR FUMAR (2005) de JASON REITMAN, o palestrante IVAN DA COSTA MARQUES e a palestra ALEGAR QUE CIGARROS NÃO VICIAM REQUER PROVAS.

domingo, 4 de setembro de 2011

Defesa do consumidor

Nossa tevê da LG já apresentava alguns problemas há algum tempo; levava minutos para ligar e estalava enquanto tentava. Percebemos que levava mais tempo para ligar quando era ligada pela primeira vez, quando “aquecida”, funcionava sem problemas.

Com uma pesquisa rápida na Internet, descobrimos que o defeito não só nos atingia, como também, atingia inúmeros outros consumidores. Até mesmo uma decisão judicial já obrigava a LG a fazer um recall por conta de certos capacitores. No entanto, para dificultar a nossa vida, o capacitor do recall nem sempre é o queimado, e fica um empurra-empurra da LG e da assistência técnica.

Abrimos a tevê e, para nossa surpresa, vários capacitores tinham uma marcação com caneta azul, estando três deles estufados. Para resolver de vez o problema, substituímos todos os oito capacitores marcados, e, a tevê vai muito bem, obrigada.

A situação condiz muito bem com o documentário THE STORY OF STUFF.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Pilha III

Nova lista!

> Anarquistas, Graças a Deus (Zélia Gattai)
> Um Lugar Ao Sol (Érico Veríssimo)
> Antologia do Conto Mundial 4 (Do Romantismo ao Realismo)
> Coração de Vidro (José Mauro de Vasconcelos)
> Seminário dos Ratos (Lygia Fagundes Telles)
> A Arte de Amar (Erich Fromm)

Ainda da biblioteca daqui de casa...CCBB só em outubro! Mal posso esperar! Se é que não vai demorar ainda mais aquela obra...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Passatempo

Dr. Max: What do you wanna do?
Mr. Smith: Blow up the Earth!
Dr. Max: What´s your second choice?
Mr. Smith: Make my mother love me!
Dr. Max: We can´t make anybody do anything, we can only present opportunities that people choose to acknowledge or not.

319 Lois & Clark The New Adventures of Superman
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Pedro: Eu nunca sei quem é o Mulder e quem é a Scully...
Clarissa: Bom, parece que o seu inconsciente sabe.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Left out

“É bem certo o que ensina o sábio, enquanto não chegar a tua última hora, ainda tudo pode acontecer, não desesperes”. (pág.210)

SARAMAGO, José. A Jangada de Pedra. Editorial Caminho, 1986.
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Filha: Pai, me empresta R$10,00?
Pai: Sim, minha filha...só vai ser difícil fazer isso pelo telefone...
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“(...) Conforme diz certo brocardo hindu, ‘o Mestre aparece assim que o discípulo está pronto’ para os ‘testes’ de sua iniciação espiritual, que o põe em prova ante o insulto do policial mal-humorado, do esbarrão do brutamontes, do egoísta ao furar a fila do ônibus, do palavrão do bêbado obsceno, da especulação do mau negociante, da irritação do chofer do ônibus ou da avareza do ricaço”. (pág.95)

RAMATÍS. Elucidações do Além, 2007.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

21 dias!


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mais brinde!

sábado, 27 de agosto de 2011

Indivíduo

27/08/11

Pensava em flores
Falava de amores

Pisava na areia molhada
Não cabia em si

Olhava para o céu
E buscava o outro

Lembrava de palavras doces
Olhares vivos e sorridentes

De olhos fechados
Via rostos disformes

Amava anônimos

Sorria, incansável
Afinal, tinha o mar a seus pés

A brisa gelava
E aquecia o coração de uma velha alma

Tantas histórias guardava
Tantos momentos felizes vivera

Sua única angústia era estar só
Sozinho entre o céu e o inferno

Tudo mais era divino

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O peso da

responsabilidade.

Débora viajou com a escola e, obviamente, teve que ficar responsável por todos os seus pertences, ela chegou a fazer algumas listas para não esquecer nada. Fiquei sabendo que ela foi escolhida para ficar com a chave do quarto entre as outras 3 meninas que dividiam o quarto com ela; fico imaginando como as outras meninas podem ser mais avoadas que a Débora.

O resultado foi positivo, ela trouxe lembranças para cada um de nós e não esqueceu nada por lá. Enquanto ela arrumava suas coisas, as outras meninas nem se mostravam inclinadas a tal. Acho que estamos no caminho certo com ela rs

Mas ela confessou que achou muito estressante ter que ficar atenta a tanta coisa.
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(...) Não podia acalentar-se dizendo: isso é apenas uma pausa, a vida depois virá como uma onda de sangue, lavando-me, umedecendo a madeira crestada. Não podia enganar-se porque sabia que também estava vivendo e que aqueles momentos eram o auge de alguma coisa difícil, de uma experiência dolorosa que ela devia agradecer: quase como sentir o tempo fora de si mesmo, abstraindo-se. (pág.34)

LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem. Ed. Nova Fronteira, 1980.

domingo, 21 de agosto de 2011

Um sentimento

O que eu tento aprender nessa vida é me desprender de todo o sentimento que não seja baseado no amor.

Ter a mente repleta de pensamentos positivos é difícil, mas eu já consigo tê-los com mais frequência. E por pensamento positivo eu remeto a:

> Não pensar mal de ninguém
> Ser mais proativa para ajudar
> Fazer mais preces
> Buscar entender porque o outro faz o que faz
> Não condenar
> Ceder em caso de conflito
> Ser um bom exemplo
> Ser alegre

Acho que por hora basta.
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Vi metade de “Halloween – O início” ontem, acho até interessante a temática do distúrbio, é realmente algo intrigante, mas a violência do filme é brutal. Horrível.

“Nesse filme ninguém presta, todo mundo é vadio ou escroto” (Pedro)

sábado, 20 de agosto de 2011

Seja invisível

Outro dia, meu Mestre de kung fu falava sobre a intenção de se tornar invisível.

Quando nos colocamos em certo estado de espírito, sem sentir nada, sóbrio e sem reações, produzimos uma energia que passa despercebida pelas pessoas.

Coincidentemente, no mesmo dia, um moço na rua pedia dinheiro e vinha na minha direção, quando ele olhou nos meus olhos e disse “você”, eu fiz uma careta. Se eu tivesse conseguido ficar impassível, ele passaria por mim e nem perceberia minha presença.

Engraçado que é o tipo de sensação que todos nós já tivemos algum dia, só não conseguimos manter isso por muito tempo.
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Incrível como se pode pintar belas imagens com palavras. “A luz entardece, o dia afasta-se e deixa sombras dentro das árvores, já se tornou diferente o cantar das aves”. (SARAMAGO, José. A Jangada de Pedra.)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sem ofensa

Imagine que alguém te chame de bobo, você ficaria ofendido? É curioso ver que as crianças pequenas ficam enlouquecidas quando são chamadas de “chato”, “feio” e “bobo”. Mas, quando adulto, esses xingamentos perdem sua força, aprendem-se outros.

Venho falar sobre o treinamento que se faz para não se ofender com o que os outros dizem. Já tem um tempo que eu notei que não mais me sinto ofendida quando me encontro nessa situação. Não posso afirmar que me mantenho equilibrada 100% das vezes, mas me irrito muito menos com essas tolices.

Curioso que se passa por fases, primeiro não nos ofendemos mais quando algum desconhecido nos insulta, passamos a sentir mágoa apenas quando pessoas queridas ou mais próximas se voltam contra nós.

Vejo a Débora chateadíssima quando a colega na escola implica com ela. Eu digo para ela deixar para lá.

Acho que esse treinamento passa por uma consciência, a implicância vem da incapacidade de se relacionar sem ferir o outro. Todos os dias pessoas são humilhadas e o que as diferencia é como lidam com esse abuso.

Quando alguém tenta me ofender eu peso se a situação implica em algo realmente importante, as ofensas acabam por refletir um desequilíbrio, um espírito fraco e a necessidade de ajuda.

Eu tenho sempre em mente: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”.
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Próximas 4 postagens já escritas e engatilhadas. YAY! “4 by 4”

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Priceless momenti

Ontem eu mandei um texto para um site sobre Castle; eles têm uma seção aberta a contribuições. Não pensei que fossem publicar tão rápido. Eles mudaram o meu título (que seria este acima) e algumas palavras =P

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Presença

Tantas vezes foi o cântaro à fonte que por fim lá fica a asa: justificativa confusa para o desprendimento da península ibérica. Melhor que "demasiada exposição ao sol" rs (SARAMAGO, José. A Jangada de Pedra.)
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Em trabalho de grupo, sempre tem aquele(s) que merece(m) o prêmio abacaxi.
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Tem dias que a minha presença de espírito é tão grande que ele ultrapassa meu corpo e ocupa um cômodo inteiro. Raros e felizes momentos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Possessão

Difícil divisar o momento exato que tudo começou. Talvez seja possível elencar os acontecimentos...Quando a notícia chegou aos seus ouvidos, sofreu um choque. Algo dentro de si sentiu-se traído. Vozes ecoavam ao seu redor, até risos; o lado de fora era mais feliz do que o seu interior; olhava fixamente para aquele objeto, o causador de tudo.

Observem que objetos não têm culpa, o ser humano tem essa mania de querer culpar os outros, quando, na verdade, é uma desculpa e tentativa de se esquivar do peso.

Enquanto tentava digerir o choque, entender como poderia continuar vivendo com valores tão diferentes dos seus e tão próximos, um buraco crescia no seu peito, um vácuo traído. A angústia foi crescendo mais e mais até chegar à saída mais próxima, aos olhos. O desequilíbrio começava a se instalar, algo incomum, algo longe do que aquele ser era. Era...talvez deixava de ser.

Perseguido, encurralado, questionado, as palavras saiam como água sem represa, algo parte seu, entretanto, extremado. A razão já se encontrava latente, as lágrimas rolavam pelo seu rosto sem a origem de tanta revolta, sem entender porque brotavam. Os argumentos vomitados e defendidos com dor e sofrimento eram incompatíveis com a razão que conhecia e construía desde que tinha nascido, que por motivos desconhecidos estava, parecia, bloqueada.

Era, naquele momento, apenas instrumento. Mas as duas vozes não sofreram em vão. Aquele que ficou aprendeu algumas preciosas lições e, também, o que se foi.
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Tem alguns dias que essa música martela na minha cabeça ;)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Jaula

Algo para além de mim me controla. Eu busco sentir e gostar, mas alguma coisa me impede de gozar a vida. Algo recente. Algo raciocinado. Como uma trava de segurança, invisível, ilimitada. Como um choque que recebo quando encosto no pedaço de queijo. Como um caminho não mais permitido, fruto de escolhas últimas. Encontro-me entre quatro paredes brancas que se movem em minha direção, o espaço que tenho diminui e o ar começa a faltar. A cobrança interior supri a inexistente cobrança exterior, não se pode mais viver como se ignorante fosse. Saber pesa às vezes. E escrever acalma. Antevejo momentos sem inspiração. Posso eu estar errada, espero que sim.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Loooonga jornada

(...) “Em Venta Micena é bem pior, foi lá que eu nasci, ambiguidade formal que tanto significa o que parece como o seu exacto contrário, dependendo mais do leitor do que da leitura, embora esta em tudo dependa daquele, por isso nos é tão difícil saber quem lê o que foi lido e como ficou o que foi lido por quem leu, prouvera que, neste caso, não pense Pedro Orce que a maldade da terra vem de ter nascido ele lá.” (pág.83)

SARAMAGO, José. A Jangada de Pedra. Editorial Caminho, 1986.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dia punk II

> Casa da Criança
> Correio duas vezes
> Almoço
> Aula de inglês da Dé
> Banho
> Evangelização da Dé
> Chicas no Carlos Gomes
> Bate-papo no metrô com Li&Thi

Ufa!²...

domingo, 7 de agosto de 2011

Casa da Ciência - Fahrenheit 451 (1966)

Nossa, a Márcia Tiburi trouxe muitas questões legais que perpassavam o filme “Fahrenheit 451”. E, apesar, do tom pessimista da palestra, gostei bastante dos pontos colocados, principalmente quando ela falou sobre as exigências para se dialogar, a ética que entra em jogo, quando se ouve e interage com o outro.

Bom, vamos a alguns pontos. Ela começou falando da nossa ilusão do olhar, de como temos certeza de certas coisas, quando na verdade, a visão é cheia de dúvidas.

No filme, a palavra escrita estava ausente, pudemos vivenciar a ditadura do visual, o recalque e a violência contra o verbal. A conversa que não convém, as crianças que aprendem números e não aprendem a dialogar, ou seja, a pensar. Elas não exercitam a reflexão, possível somente pela palavra, instrumento perigoso.

Ela sempre fazia paralelos com o mundo de hoje, muito presente no filme do Truffaut de 1966. Tagarelamos e não dialogamos, imbecilização do mundo pela televisão, desconexão de todos com as suas emoções. Idiota, aquele fechado dentro de si, aquele que perde a subjetividade. Alienado. A televisão como imperativa (ela nunca pode ser desligada!).

Os excluídos, os homens-livro, que usam a mesma violência contra si mesmos a seu favor. A expressão gritante de ressentimento do Capitão, por não alcançar o que se fala nos livros. Ela falou ainda da sociedade do espetáculo, quando a imagem se transforma em capital.

E, em dado momento, colocou para nós a seguinte questão: por que sentimos tanto medo de sentir? E a minha resposta instantânea foi “ninguém quer perder o controle”. Eu, pessoalmente, sinto que andar na linha é evitar problemas, evitar conflitos. E entrando na discussão de certo e errado, considero como limite a vontade do outro.

Fiquei um pouco chocada quando ela falou do Montag ateando fogo no Capitão, de como ninguém sentiu como se fosse algo abominável, como se a justiça estivesse sendo feita, e eu não senti isso. Assim, como acho a cena da moça ateando fogo em si mesma bastante forte.

Por fim, a Márcia nos apontou duas saídas para fugir da alienação, primeiro, a resistência para se produzir liberdade e, segundo, ser capaz de produzir por meio das diversas ferramentas que existem, hoje, para interferir no sistema, ou seja, sermos proativos.

Gostei tanto da palestra que pretendo comprar algum livro dela ;)
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Próxima sessão do cineclube da Casa da Ciência: 03 de SETEMBRO com o filme GUERRA SEM CORTES (2007) de Brian de Palma, o palestrante KARL ERIK SCHOLLHAMMER e a palestra O OLHAR EMBARCADO – TENDÊNCIAS DE DOCUMENTARISMO FICCIONAL NO CINEMA DE GUERRA ATUAL.

sábado, 6 de agosto de 2011

Agosto

Confesso que eu estava distante. Caminhava por terras desconhecidas, vivia um dia após o outro sucessivamente. Corria contra o tempo. Pensava durante todo o tempo, pensamentos de sobrevivência, acordava pensando no meu próximo passo, sem tempo para ser, respirar, concatenar o sentir. Deixei de lado, virei às costas, não tinha poderes sobre as circunstâncias. E quando parei, nada. E quando li, nada. E quando tentei reproduzir o passado, tudo era diferente.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crise

Gostei desse texto do Arnaldo Jabor.

domingo, 31 de julho de 2011

Fora da bolha

Boa parte do tempo eu reflito sobre como melhorar minha moral e meu conhecimento. Esse trabalho interno diário começou com mais intensidade com o fim da faculdade, com o fim de um ciclo. Eu não precisei passar por qualquer acidente traumático, minha natureza já apontava a urgência para a mudança, e assim levo minha vida hoje. Outras pessoas precisam passar por eventos traumáticos, como nesse caso.

Antigamente, eu sentia um pouco de inveja de pessoas que levavam a sua vida desconhecendo o peso da vida, hoje, eu fico feliz de ter saído da bolha.

sábado, 30 de julho de 2011

=D

Feliz. Acabei de escrever um textinho inspirado para uma amiga que está trabalhando e morando em Dubai.
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Depois de um período um pouco perdida, volto a produzir. E, assim, reforço mais uma vez que o cansaço me priva a inspiração.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fio de Ariadne

“(...) A esta casa silenciosa não chega o rumor das ondas do mar, de passarem aves a sombra não escurece a janela, cães haverá mas não ladram, a terra, se tremeu, não treme. Aos pés da desenredadeira o fio é a montanha que vai crescendo. Maria Guavaira não se chama Ariadne, com este fio não sairemos do labirinto, acaso com ele conseguiremos enfim perder-nos. A ponta, onde está.” (pág.18)

SARAMAGO, José. A Jangada de Pedra. Editorial Caminho, 1986.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Foto e verso ou vice-versa

Versinho que fiz para um amigo de aniversário atrasado:

Desculpa a demora, meu caro
Não foi falta de tato
É que eu tenho estado um trapo
Mas não se preocupe!
Afinal, não quero chorar
Vim mesmo só para dizer
Como não poderia faltar
Mesmo estando de longe
Estava eu a pensar:
Feliz Aniversário!
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Quando Predu foi lá ver a peça da Dedé com a gente!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Boquitas

“era tan dulce la armonía, de aquella extraña melodia, y llena de gozo yo sentía mi corazón soñar...mi corazón sangrar...”

“cómo esa música domina, com su cadencia que fascina, adónde va mi pobre vida, rodando sin cesar...”

“la culpa fue de aquel tango, que mi galán enseñóme a bailar, y que después hundiéndome em el fango, me dio a entender que me iba a abandonar...”

“y adónde irá mi pobre vida, rodando sin cesar...” (pág.144)

PUIG, Manuel. Boquinhas Pintadas. Livraria José Olympio Editora, 1976.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dá samba?

Xô, tristeza!
13/07/11

Quem morreu, meu caro amigo?
Que notícias você traz de lá?
Parecem más demais
Porque as nuvens pretas
Não traduzem paz

Olhos e ombros caídos
Sem vida
Sem cor
Sem alegria

Nem parece carioca
Que ri mesmo na pior condição
Sem o que comer
Ou vestir
Comemora o futebol!

Adora uma música
E boa comida também
Que motivos há para essa tristeza?

Diga aí, meu irmão,
O que aflige o seu coração!
Ou não diga não,
Se for chorar,
É melhor não.

Esse ar de enterro
Acaba com qualquer um
Vamos cantar
E tomar um sol
E tomar...
uma água de coco
Pra refrescar o verão

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dias e dias

08/07/11

Tem dias que eu acordo pensando
Em você

Tem dias que eu não digo
Nada

Tem dias que eu falo pro mundo
Sem medo

Tem dias que eu me calo

Tem dias que eu discuto com todos
E grito

Tem dias que eu rio e esqueço
Da vida

Tem dias que eu levanto do avesso
E escrevo

Tem dias que eu morro

Tem dias que eu amo os defeitos
Dos outros

Tem dias que eu ando nas nuvens
E sonho

Tem dias que eu respiro
As flores

Tem dias que eu espero

Tem dias que eu não caibo em mim
Transbordo

domingo, 3 de julho de 2011

Invasão

Que opressão é essa?
Que pesa nos seus olhos
Que seca a sua boca
Que o faz estacar na frente do espelho
Que o faz olhar para além do que ali está

Que opressão é essa?
Que esvazia a sua mente
Que o faz suar em um dia frio
Que o faz querer dormir para sempre
Que o torna inerte

Mãos invisíveis que te seguram,
batem no seu corpo,
batem no seu espírito,
esganam o seu pescoço,
privando-o do ar tão precioso?

Esse escrito estava em uma folha dentro da minha gaveta de rascunhos, eu tinha descartado...e quando eu ia jogar fora, acabei guardando, e escrevendo outra coisa no verso da folha. Considerem então como "o texto que quase deixou de existir" rs

sábado, 2 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Prece

Eu sou forte. Eu sou forte, meu Deus. Forte para agüentar a brutalidade do outro. Não o bruto violento, não há violência, há apenas a inabilidade de ser algo diferente do animal, de não saber canalizar a raiva de modo a não ter que gritar, grunhir, bater no peito, mostrar os dentes. Dai-me forças, meu Deus, para ficar impassível quando o show atinge o seu clímax.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Também falo do fracasso

No feriado de Corpus Christi, arrisquei mais um doce da Nigella: Pudim de Croissant.

Não foi um fracasso total, mas não consegui dar o ponto do caramelo (pelo menos não queimou!) e o ovo acabou cozinhando um pouco quando entrou em contado com o resto da mistura que estava na panela rs

Ainda estou pra aprender melhor o ponto do caramelo, tentei de novo no fim de semana e, dessa vez, passou e muito, não dava nem pra comer! Hehe A pipoca doce ficou só na vontade =P
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Enquanto eu tiver o que aprender, eu terei o que dizer.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ourives?

Sempre se pinta a imagem do poeta como aquele que faz parecer que é fácil fazer poesia, quando não é; como a bailarina que sorri ao fazer aquelas piruetas, usando a sapatilha de ponta; quanto mais dói, mais graciosa ela aparenta.

Dizem que aquele que escreve tem 10% de inspiração e 90% transpiração. Acho que eu não me encontro nesse grupo, se é que posso me classificar como tal. Geralmente o que escrevo jorra de mim, e eu só consigo expressar qualquer coisa quando encontro essa chama que se alastra e queima o peito. Esses são os textos melhores. Aqueles que são gerados do frio e do gelo, do nada, muitas vezes são frustrantes, angustiantes até! O que não deixa de ser uma expressão interessante. A questão mesmo aqui é a expressão do sentir, o que adianta medir fonemas e métricas, se ali nada se passa?

Gênios são aqueles que fazem os dois.
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A “católica”: Em nome do Pai, do Filho e do...qual era o outro mesmo?!

sábado, 25 de junho de 2011

Autocrítica

O problema de escrever qualquer texto mais longo é que, com o passar do tempo, se fico muitos dias trabalhando num texto só, começo a achar ruim. E eu estava justamente canalizando, esses últimos dias, minhas inspirações para um conto um pouco mais longo e elaborado. E agora fico um pouco sem saber o que faço com as páginas que já tenho...
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(...) Otávio transformava-a em alguma coisa que não era ela mas ele mesmo e que Joana recebia por piedade de ambos, porque os dois eram incapazes de se libertar pelo amor, porque aceitava sucumbir o próprio medo de sofrer, sua incapacidade de conduzir-se além da fronteira da revolta. E também: como ligar-se a um homem senão permitindo que ele a aprisione? Como impedir que ele desenvolva sobre seu corpo e sua alma suas quatro paredes? E havia um meio de ter as coisas sem as que coisas a possuíssem?” (pág. 32)

LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem. Ed. Nova Fronteira, 1980.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Haja fôlego

Poucos são competentes realmente, por isso a bagunça do mundo. Ah! O Brasil tem muita gente enrolada, e algumas pessoas geniais, poucas, se comparadas. É bem verdade que é difícil dar andamento a projetos se não existe dinheiro...mas para além disso, é preciso, primeiro, pessoas que tenham vontade de mudar a si mesmos para, então, ensinar aos outros pelo exemplo. Eu gosto de ensinar valores, tarefa nada fácil quando se tem uma sala de 60 alunos, seja em escola pública ou privada.

Mais escolas precisam ser construídas, através do censo podemos saber a quantidade de crianças por escolas e constatar o que já se sabe sobre as escolas superlotadas. Ao dividir as turmas em duas, 30 alunos por sala, agora sim, é possível tentar domar as crianças hiperativas dos tempos atuais. Eu gosto de ensinar individualmente, acompanhar o raciocínio delas e perceber onde existem as falhas de aprendizagem. No entanto, para corrigir esses erros, não basta corrigir uma vez, faz-se necessário uma doutrinação, esta que acaba diluída quando se fala com 30 crianças ao mesmo tempo. Eu já vi algum material de escolas públicas, e eles não são ruins, mas ao questionar o aluno, este não consegue nem pronunciar algumas das palavras, que dirá entender o conceito. Talvez ele seja um dos negligenciados nas salas lotadas.

O trabalho individual pode ser esmagador, porque é trabalho de formiguinha, se houvessem mais pessoas dispostas a ensinar assim, talvez alguns alunos conseguissem ter melhores chances no mundo, e talvez ser uma dessas poucas pessoas competentes e geniais que tanto se precisa para gerir um bairro, uma cidade, um estado, um país. Há muito tempo atrás, eu escrevi aqui que quando cresci, percebi que os adultos não têm as respostas para muitas perguntas, e muitas vezes se metem em situações que não fazem ideia de como resolver, é assim na iniciativa privada, na pública, no mundo inteiro.

O Brasil tem pouco mais de 500 anos de história e experiência, pouco tempo para se aprender a fazer crescer de forma democrática sua população, compreensível. Mas, às vezes, as pessoas se acomodam e não dão o seu melhor, não pensam em ninguém a não ser em si mesmas; o povo que tem que mudar, seja a classe que for, sendo que as mais esclarecidas devem ser as mais exigidas, ao invés de ficar apenas sugando o que o seu dinheiro pode comprar. É preciso fazer acontecer, sair de nossas poltronas e encontrar o que podemos fazer para ajudar na sociedade, participar da vida das pessoas, construir redes de ações. As pessoas não têm o costume de abraçar o que fazem, não fazem o que gostam, não tentam transformar o que detestam em algo mais agradável, sendo cordiais, solícitas. O que precisa acontecer com você para que abra os olhos, aja e lute?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

4 - 4 = 0

Pergunta: Dizem os evangelhos que houve resistência de Pedro contra a ideia de Jesus lavar-lhes os pés, pois não se sentia digno de tal dedicação. (pág.329)

Ramatís: (...) ‘Desde que vós me considerais o Mestre e Senhor, e eu assim o aceito e vos lavo os pés, deveis vós também lavar os pés uns aos outro, porque eu vos dei o exemplo; e assim o fareis aos vossos discípulos quando vos fizer Mestres. Perante o Pai, o Mestre não é maior do que o servo; nem o servo é maior do que o Mestre. Aquele que lava os pés do discípulo ou do servo é então grande perante o Pai, porque por si mesmo se faz menor”. (João, 13:4-17)

Sublime Peregrino – Ramatís
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Dé: O Pedro é meu amigo!
Cla: Ah, é?! Qual o nome dele todo?
Dé: Pedro Álister, oras!
Cla: Haha! Álister é o nome da banda! =P
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E.M. 1/12

domingo, 19 de junho de 2011

#castle

Reunião do que tenho pensado e falado de #castle lá no twitter.

17 May Finally some deeper level of humanity!

10 May Do few good moments make up for losing it´s essence?

3 May Merely pawns in a chess game. Do I like chess? Not really. There is no passion in hollow pawns.

12 April Who wants flowers, I want all those little muffins! lol

5 April Little sis said to me: “you smell like cherries” xD p.s. she doesn´t watch #castle

29 March Hmmm, now I feel like watching "Forbidden Planet".

22 March No #castle comment this week.

2 March My opinion about "Countdown" is not fair, cause I dislike action movies.

22 Feb Castle and Beckett are grounded: One week in the ice box!

15 Feb #castle is getting too dark and heavy...I miss the light humor.

8 Feb "Get out of the joint/for good behavior/dude called us up/said he needed a savior"

30 Jan Knockdown 4*: kiss (*), last scene (*), soundtrack (*), "Kate" & "Rick" (*).

4 Jan OMG! Castle voltou em grande estilo! =D "Her me not me me" lol

22 Dec 4 stars eps of #castle: 107, 204, 206, 210, 212, 213, 216, 222, 223.

7 Dec Piano man! http://bit.ly/KZDVP

2 Dec 5 stars eps of #castle: 105, 106, 108, 110, 201, 205, 214, 224, 301.

28 Nov Considering all I actually had a nice time with #nakedheat

16 Nov Mixed feelings about #castle this week. US x China, no surprises there, China is the new Russia.

9 Nov Não sei se foi #Castle que mudou ou se fui eu, 3a. temporada começou bem, e agora afundou um pouco...

26 Out Weird coincidence: Virginia Woolf got a mention on 3xk and I´m just finishing reading “Night and Day”. Creepy.

26 Out Awwww! Cute ending =D

5 Oct I underestimated, "Under the Gun" was FUN!

5 Out Although I missed the usual killer soundtrack.

sábado, 18 de junho de 2011

Na cozinha

Minha mais nova conquista: crumble de morango e mirtilho!

Massa
250g de farinha de trigo
½ colher de chá de fermento
100g de manteiga sem sal (cortada em cubos)
6 colheres de sopa de açúcar demerara (pode ser açúcar cristal)

Frutas
150g de frutas congeladas da sua escolha
2 colheres de sopa de maisena
4 colheres de sopa de açúcar com baunilha (pode ser açúcar comum)

Preparo
Misturar os ingredientes da massa com as mãos, fazendo movimentos de esfarelamento para gerar uma consistência de areia. Ela pode ser guardada de forma congelada quando pronta.

As frutas devem ser colocadas no recipiente que irá ao forno, e acima delas despejar a maisena e o açúcar; por fim, basta despejar a farinha que estava no congelador.

Deve-se usar o forno a 200º por 15 a 20 minutos, o topo ficará dourado. Como o forno aqui de casa é fraco, tive que usar a temperatura de 250º, ou iria levar o dobro do tempo para ficar pronto.

Receita reduzida

sexta-feira, 17 de junho de 2011

J.B.

Diga-me onde está Justin Bieber que eu vou pro lado contrário. *medo das fãs enlouquecidas*

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dia punk

> Casa da Criança
> Buscar exame
> Almoço
> Resolver papelada do plano de saúde
> Cursinho
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Ufa!...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Hora do conto

Os fins justificam os meios?

Alguns amigos conversavam animadamente, agasalhados, tentando produzir calor e esquecer a baixa temperatura do lado de fora. Quando parte do grupo se dispersou, em busca de suprir suas necessidades, quaisquer que fossem – ir ao banheiro, fumar, beber – os dois sobraram na mesa. Estavam frente a frente.

Ela levantou e dirigiu-se a ele, sem saber o que iria dizer ou fazer. Sentou e se apoiou na mesa, segurava o peso de sua cabeça com a mão esquerda e não podia evitar sorrir ao ver o pânico no rosto do outro, ele olhava para outra direção. Apesar do silêncio incômodo e do ar pesadíssimo, ela se divertia, ele estava muito longe disso.

Ela inclinou mais o seu corpo em direção ao dele e pensava em algo para falar, quebrar o gelo, algo para, pelo menos, o fazer olhar para ela sem ter uma crise. Parecia lhe faltar ar, respirava pouco e começava a ficar roxo. Ela ponderou se não ia acabar matando o homem, que mais parecia um menino, todo encolhido na cadeira, pronto para sair correndo. Mas ela queria colocar um fim àquela situação que se arrastava: olhos que a perseguiam quando não estava olhando. Aquilo terminaria ali.

Ela inclinou-se ao pé de seu ouvido direito e ficou parada, esperando o momento certo de falar. O seu sussurro era suave, como se falasse mesmo com uma criança, “Eu sei que o medo paralisa...”, e ele deu um sobressalto. “Se você nem consegue me olhar nos olhos, como quer me tocar?”. De uma forma forçada e, talvez, cruel, tentava mostrar a ele como não estava preparado para o que desejava, e como ele teria que mudar para chegar aonde queria.

Ela já tinha voltado o seu corpo para a posição inicial e o olhava, levantou após alguns segundos...aquilo acabava ali...no entanto, uma mão inesperada mudou um pouco os seus planos...ele segurou a mão dela, impedindo que saísse e a olhou nos olhos, sustentaram-se. Ele, então, fechou o cenho, “Não precisa ser escrota”.

Depois de recomposta da grosseria, respondeu, “Preciso sim, só assim para você se mexer”. Retirou, assim, a sua mão da dele, virou as costas e foi para cozinha.