terça-feira, 28 de junho de 2011

Ourives?

Sempre se pinta a imagem do poeta como aquele que faz parecer que é fácil fazer poesia, quando não é; como a bailarina que sorri ao fazer aquelas piruetas, usando a sapatilha de ponta; quanto mais dói, mais graciosa ela aparenta.

Dizem que aquele que escreve tem 10% de inspiração e 90% transpiração. Acho que eu não me encontro nesse grupo, se é que posso me classificar como tal. Geralmente o que escrevo jorra de mim, e eu só consigo expressar qualquer coisa quando encontro essa chama que se alastra e queima o peito. Esses são os textos melhores. Aqueles que são gerados do frio e do gelo, do nada, muitas vezes são frustrantes, angustiantes até! O que não deixa de ser uma expressão interessante. A questão mesmo aqui é a expressão do sentir, o que adianta medir fonemas e métricas, se ali nada se passa?

Gênios são aqueles que fazem os dois.
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A “católica”: Em nome do Pai, do Filho e do...qual era o outro mesmo?!

Um comentário:

MisterJaPa disse...

Acho que meus melhores textos também são os que aparecem espontaneamente, sem muito esforço... Mas eu gosto de alguns que eu fiz que foram bem transpirados...Curioso.