terça-feira, 6 de setembro de 2011

Casa da Ciência – Guerra Sem Cortes (2007)

Apesar de não assistir filmes de guerra normalmente, fiz uma exceção para o tema. O palestrante Karl Erik Schollhammer começou falando sobre a nova imagem de guerra que se propõe pela visão cinematográfica, explorando novas mídias através das linguagens digitais. O diretor, Brian de Palma, nunca aparece como narrador, o filme é montado pelas vozes dos outros, pelas vozes da sociedade.

Pudemos presenciar uma forma diferente de apresentação do filme de guerra, pois não era nem documentário assumido ou ficção totalmente, era uma terceira maneira de contar a história real, recriando com uma linguagem digital.

Karl Erik nos passou sua interpretação do objetivo do filme que seria uma versão informal da comunicação digital. Em dado momento, duvidamos do que estamos vendo, não sabemos ao certo se estamos diante do real ou da encenação.

Um outro ponto crucial para o desenrolar de sua fala foi o olhar que não é de fora, como em um documentário comum, o filme se apresenta a partir de olhares de dentro dos próprios acontecimentos, o “olhar embarcado”. Temos, assim, uma proximidade dos atos de guerra.

A tentação do personagem principal de criar o seu próprio filme a partir da experiência da guerra é tão grande, que ele se dispõe a participar de crimes para ter o que filmar. A verdade está sempre em questão.

Karl Erik ainda recomendou dois outros filmes de temáticas semelhantes, o dinamarquês, Armadillo (2010), e o norte-americano, Restrepo (2010).
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Próxima sessão do cineclube da Casa da Ciência: 01 de OUTUBRO com o filme OBRIGADO POR FUMAR (2005) de JASON REITMAN, o palestrante IVAN DA COSTA MARQUES e a palestra ALEGAR QUE CIGARROS NÃO VICIAM REQUER PROVAS.

Um comentário:

MisterJaPa disse...

Opa, eu gosto do próximo filme(OBRIGADO POR FUMAR). Vou ver se consigo ir.