domingo, 8 de fevereiro de 2009

Yesterday Once More

Esse é o nome de uma música do “The Carpenters”, conseguimos identificá-la de um brinquedo que a Nat ganhou de Natal de uma das amigas dela. A florzinha rebola ao som dessa música, uma graça! Só que a versão que ela toca não tem nada a ver com a versão insossa do “The Carpenters”. Estou procurando saber de quem é.

É dessas músicas que te transportam pra uma outra realidade, e eu fico feliz quando ouço.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A realidade que machuca

A idade intensifica os defeitos da pessoa; e isso significa que quem tem paciência, deve tentar potencializá-la para lidar com aqueles que já eram difíceis de lidar.

O meu pai nunca foi uma pessoa sociável, sempre teve dificuldade de entender que cada um tem o seu tempo e sempre foi grosso com as pessoas, assim até parece a discrição do House, e não poderia ser diferente que é difícil aturá-lo.

Engraçado que podemos analisar a sua vida como um gráfico que sobe e desce, com seus altos e baixos. Quando novo, ele era um amor, como testemunha minha mãe. Quando criança, nós sofremos um pouco nas mãos dele, porque ele nunca tinha paciência para nos ajudar com o dever e eu constantemente terminava chorando. Um pouco depois da Débora nascer, parece que deu uma suavizada de novo, e eu lembro surpresa do dia que o computador dele fritou por falta de comunicação nossa, e ele não teve um ataque histérico, como esperaríamos que ele tivesse. E agora, parece que vem descendo uma estrada do estresse.

É muito difícil de admitir que ele é o foco do estresse da casa, minha mãe tem sua cota, mas ele tem conseguido transformar qualquer conversa em gritaria. Ele não consegue conversar sem se irritar e acaba nos irritando também.

No fim de semana passado, ele teve um ataque porque mudamos a receita do nosso lanche – waffle – e a massa acabou tendo uma consistência diferente, dificultando o seu espalhamento na chapa. Ele começou a gritar que ninguém tinha avisado a ele, que aquilo era uma porcaria. Eu tentei me manter calma, não era culpa de ninguém, não sabíamos que a consistência ficaria diferente. E ele simplesmente surtou! Disse que não ia fazer nada. Eu assumi e fiz o melhor que pude; realmente a massa não rendeu muito, mas no final tudo deu certo. Bom, em termos, porque ele deu aquele chilique sei lá o por quê. Uma coisa pequena e idiota, que ele transformou num fim do mundo.

E hoje, a tadinha da Débora, que foi a vítima do seu ataque. Ela se comportava super bem, até que derrubou seu copo, quando foi me passar o refrigerante. Espirrou na cadeira nova que tinha sido impermeabiliza, e que acabamos descobrindo não ser eficiente. Ele fazia o churrasco e quando viu que limpávamos a sujeira, ele surtou de novo. Só que foi uma reação totalmente desproporcional! Ele gritava com a Débora perguntando porque ela tinha feito aquilo, quando sabíamos todos que tinha sido um acidente, e é claro que ela não fez de propósito. Aterrorizou a criança de uma forma que eu fiquei com muita dó dela. E enquanto terminávamos de secar a sujeira, ele nos mandava parar, sentar e continuar a comer. O coerente a se fazer nessa situação é limpar para depois voltarmos aos nossos lugares, mas ele mandava aos berros. Minha mãe não engoliu e disse que ele não podia dar ordens a ela e eu concordei. Ele largou as coisas, furioso, disse que a carne ia queimar e desceu. Gente, vê se pode um adulto com a formação e educação como a dele dar um showzinho infantil desses?! Ele está pirando, só pode!

Eu e Nat fomos tentar salvar o resto da carne; ali a pouco ele voltou, e sentou para comer. Ainda gritando com a pobre criança, dizendo que era culpa dela, que ela tinha estragado a refeição e nosso momento. Eu não agüentei, eu já tinha dito que não era justo ele atacar ela assim porque ela não sabe se defender, se fosse com uma de nós duas, ele ia ouvir poucas e boas. E a discussão recomeçou, a Nat quis ignorar o comportamento dele, mas aquilo era inconcebível na minha cabeça!

Perguntei se ele percebia o exagero que era aquilo tudo, se ele entendia que aquela atitude estava descomedida. Ele se defendeu dizendo que estava estressado com a situação e eu falei para ele parar e respirar, assim que se faz para a raiva passar, mas é claro que ele se irritou mais ainda. Ele não entende que a melhor forma de encarar as coisas é relevar. Sim, foi uma pena ter molhado a cadeira, mas parecia que ele descontava outras frustrações obscuras para nós, na criança. Nat me convenceu a deixar ele esfriar a cabeça, que ninguém consegue pensar com raiva. Dali a pouco ele já tinha baixado o tom e estava falando sobre o que provavelmente disparou sua fúria, que foi descobrir que a chaminé da nova churrasqueira não tinha sido bem construída. E ele agia como se nada tivesse acontecido.

Ufa, foi uma tarde estressante realmente. Espero que ele se acalme.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Vamos meditar? 2

Um tempo atrás eu escrevi sobre meditação, lá atrás em novembro, e venho novamente trazer essa prática para a minha vida e por que não, a sua.

Ontem eu estava assistindo a um programa especial da Oprah, só sobre espiritualidade, assunto que ela A-DO-RA, como ela mesmo frisou. E eu achei muito interessante como cresce este novo estilo de vida, mais positivista e voltado para o EU.

Ela estava divulgando o livro de uma moça, professora de espiritualidade, se não me engano, e ela – ao final do programa – falou da importância da meditação. No entanto, o que eu gostei, foi a estratégia que ela propôs. Não era nada inovador...mas eu acabei descobrindo um jeito que pra mim funcionou super bem.

Ela disse para meditarmos um minuto por dia, assim minimizamos a ansiedade de ficar quinze minutos sem pensar em nada, e ir aumentando um minuto por mês, assim, ao final do ano, se estaria meditando por 12 minutos. Como não podia deixar de ser, ela ainda falou de como devemos prestar atenção na nossa respiração.

Eu não conheço nada sobre o assunto, por isso eu posso estar falando algo óbvio...mas o que eu fiz de diferente, foi contar enquanto inspirava e expirada até 60, assim eu me concentro no número e na respiração e não penso em mais nada. Com o tempo você vai aumentando os números, e suspeito que mais pra frente não será nem necessário contar para entrar no estado meditativo.

Podem tentar, não custa nada.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Como criarei meus filhos

Eu definitivamente quero ter filhos, eu dizia que queria quatro...mas o bom senso me deu uma sacudida e eu percebi que com quatro tudo é mais difícil e caro, e ainda tem minhas ambições profissionais, que deveriam ser abandonadas, então hoje, fico feliz com dois.

Mas enquanto minha hora não chega, eu já vou arquivando estratégias e formas que acredito serem eficientes, disciplinadoras e carinhosas ao mesmo tempo, para lidar com crianças e futuramente, adolescentes. Na verdade, foi pensando nisso, que acabei tendo uma visão de algo que adoraria fazer profissionalmente e que tem tudo a ver com isso e comigo.

Eu tenho bem claro na minha cabeça ações e atitudes que eu vejo essenciais para criar uma criança e que eu senti falta enquanto crescia. Claro que na época eu não tinha consciência disso, só agora eu posso analisar o que faltou na minha educação, e principalmente quanto a aspirações de vida. Talvez isso seja uma noção moderna, enquanto meus pais foram educados com noções consideradas hoje como antiquadas. Eu não estou dizendo que não fizeram um bom trabalho, porque afinal sou assim com minhas qualidades e defeitos, fruto deste tratamento.

No entanto eu senti falta de um acompanhamento mais de perto, um relacionamento com menos julgamentos, ordens e críticas negativas, mais compreensão e orientação. Indicando caminhos para experiências que possibilitassem o meu autoconhecimento, conhecer meus gostos.

Pode até ser prepotência minha...mas eu acho que tenho melhor preparação para cuidar de alguém do que meus pais, eu simplesmente sinto um potencial enorme dentro de mim. E acredita que se eu dissesse isso pra minha mãe, eu tenho certeza que ela ia achar o contrário; porque ela sempre faz isso.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Essa Débora...

Mamãe: Débora, o que está acontecendo no quarto? Estamos ouvindo barulhos.

Débora: Nada de mais, não precisa se preocupar, só estou jogando coisas no chão que não quebram.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

UFF e comemoração

Amanhã é dia de UFF! Sim, em plenas férias. Vou resolver algumas pendências de notas faltando e repetidas, além de fazer uma pré-inscrição presencial, já que o Iduff vem apresentando problemas, e que problemas! A ideia era até inteligente, passar a fazer as inscrições online, mas não contavam com a ingenuidade dos programadores.

No primeiro dia, os servidores não agüentaram o grande número de acessos, como se eles não soubessem que isso poderia acontecer...Sem contar que com o problema dos servidores resolvido, os horários não estão todos lá, faltam obrigatórias, optativas, sendo que não nos informam os professores, que é de vital importância para a escolha das matérias.

Esse semestre será pesado: duas optativas, uma eletiva e a monografia, pra ver se assim me formo em julho como deve ser, meu último semestre. :’(
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Hoje temos que comemorar! Faz um ano que escrevi o meu post mais comentado, disparado com 65 comentários! O assunto é a aquela condição médica que acomete minha família, e aparentemente outras 65 pessoas!

Nesse um ano nenhuma cura surgiu, mas vários palpites foram dados. Os comentários foram escritos durante o ano todo, todos os meses de 2008, pelo menos uma pessoa se manifestou. Alguém até levantou a ideia de fazer um encontro com os acometidos! Aqui está o link para quem quiser voltar no tempo e ler ou reler a postagem.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Homer é 75% epicurista

Estou quase terminando o segundo livro que ganhei de Natal. Está certo que estou demorando mais do gostaria, mas filosofia não é legal apressar, tem o tempo para digerir o que foi lido e assim, já estou há um mês lendo “Tudo que sei aprendi com a TV”. Surpreendentemente o capítulo que mais gostei até agora foi o dedicado aos “Simpsons”.

Epicuro defendia o hedonismo, e para ele a única coisa que faz a vida valer a pena é o prazer e a ausência de dor. O segredo seria equilibrar os dois, porque não se consegue eliminar a dor e somente sentir prazer, só que ele tinha uma vida bem entediante na verdade, e o motivo estava no prazer em curto prazo se traduzir em desprazer a longo prazo. Por isso, precisamos ter cuidado com o que nos dá prazer.

A grande sacada de Epicuro tem a ver a ausência de ambições e satisfazer-se com pouco, com aquilo que você pode atingir facilmente e que não dependa do outro. Deve-se satisfazer o máximo de prazeres e ao mesmo tempo minimizar os desejos que continuam não satisfeitos. Outro prazer importante para a filosofia epicurista é a amizade, considerada uma necessidade básica e de fácil satisfação.

Homer se encaixa em boa parte das premissas de Epicuro, sem as ambições profissionais, ele torna-se livre, restringe seus desejos ao não agir de forma dispendiosa e tem a tevê como sua grande amiga. Homer só não se encaixa quanto ao aspecto de pensar sobre a vida. Para Epicuro era essencial analisar e entender a si mesmo para que a vida fosse melhor.

Filosofia não é demais?!! Eu adoro ler e identificar esses preceitos que eu uso o tempo todo na minha vida, mesmo sem ter estudado. Eu me vejo em todos os filósofos porque eu sou um recorte de tudo que eles falavam décadas/séculos atrás, e eu acho isso muito bonito ;) É como dar voz ao que eu sou pelos pensamentos de outra pessoa! Muito bom!