sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Voltei?

Pra você ver como mentira tem perna curta: minha mãe encontrou uma pilha de deveres antigos não feitos e notas baixas da Dé escondidas atrás do armário, da época em que ela tinha seus 8/9 anos. Não tem desculpa, vou colocar ela pra fazer tudo!
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As segundas chances são importantes, não podemos descartar o que vimos apenas uma vez de forma preconceituosa. Uma análise mais detalhada muda impressões e considerações.
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Se eu continuo a aprender e a sentir, por que não continuo a escrever?
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Tudo que fazemos tem uma reação, seja ela positiva ou negativa. Insisto quanto a isso com a Dé por que a vida me mostra isso o tempo todo. Ela esquece de fazer os seus afazeres e faz cara feia quanto é penalizada. E eu coloquei para ela, se esquecemos de pagar a conta de luz, a fornecedora não tem pena, e nem deixa barato, ela corta a luz e pronto.

Gritam comigo e eu grito de volta...não tem como eu esperar que o outro não grite, se eu grito. Por isso a importância de não se deixar abalar pelos outros, de reagir positivamente para colher o fruto dessa vibração.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Briga de titãs

'Ele é amoroso e amigo, mas sinto nele aquela austeridade comum às pessoas que se impõem pela autoridade moral, com a sua simples presença. Jamais fez qualquer brincadeira ou empregou qualquer expressão mais descontraída. Certa vez, 'reclamei' porque nem ele, nem nossos outros mentores se comunicavam com mais frequência, com aquelas 'mensagens pessoais' de que tanto gostamos. E ele respondeu: - Já dissemos tudo o que precisava ser dito. Vocês todos têm conhecimento das próprias responsabilidades e já aprenderam que dificuldades e lutas são instrumentos de aprendizado evolutivo. Agora é trabalhar. Nosso tempo é escasso e precioso. Não podemos utilizá-lo em conversas meramento sociais. Há muito que fazer.' (pág. 65)

“Em pincípio, isso é verdadeiro, pois é fato que a lei autoriza, ou melhor, tolera ou permite a cobrança da dívida cármica. O Cristo advertiu, a propósito, que o pecador é escravo do pecado, que nossas faltas nos seriam cobradas até o último centavo e que não insitíssemos nelas para que não nos acontecesse ainda pior. Não há dúvida, portanto, de que ele caracterizou, com nitidez incontroversa, a conexão entre erro e dor, crime e reparação. Isso não quer dizer, contudo, que a vítima tenha de tomar a vingança em suas mãos ou assumir a postura de cobrador para que a reparação se faça perante a lei cósmica que regula o equilíbrio ético do universo. Que ele se vingue ou não, o devedor tem seus ajustes programados inapelavelmente perante essa lei 'imburlável', como todas as que compõem o código divino. Antes de ser cometida contra indivíduos, as nossas faltas são primariamente contra a lei, e à lei teremos de responder por elas, mais do que à vítima. E, por isso, quando alguém assume o papel do vingador ou do cobrador, dá-se mal, porque reabre o ciclo da dor que virá como reação futura. E foi por isso que o Cristo prescreveu o perdão universal, setenta vezes sete, porque, perdoando, estamos nos libertando da dor; caberá ao algoz fazer o mesmo, pelos processos qye lhe forem prescritos no devido tempo.

O problema é que isto é filosofia demais para quem está condicionado ao ódio, à devoradora paixão da vingança. Tem-se a ilusão de que a vingança aplaca as dores, quando as cultiva e nutre, prolongando-as no tempo. Acha-se que, vingando, se liberta, quando ao contrário, fica-se preso ao antigo algoz, convertido em vítima. E não há como sair, à simples força de argumento, desse terrível círculo vicioso.” (págs.76 e 77)

MIRANDA, Hermínio Correia de. Diversidade dos carismas: teoria e prática da mediunidade. Vol.2
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Acertou-se quando se disse que as duas energias mais potentes são a mental e a sexual. Briga de titãs.

domingo, 5 de agosto de 2012

Ainda vou me organizar...


Estou com minhas postagens deveras atrasadas, era para eu ter postado sobre a penúltima sessão do cineclube (“O Informate”) e a última que foi ontem (“Corpo”). Ainda queria ter escrito sobre passos para se participar de uma maratona (muito mais complicado do que eu imaginava) e, também, dez perguntas sobre o julgamento do mensalão que li hoje de manhã.

Postagem mais atrasada ainda, são os escritores da atualidade com a edição da Revista Granta e Geração Subzero...que eu tinha curiosidade de ler.
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Notícia recente: finalmente a UERJ me chamou!!! Precisei levar os meus documentos essa semana e, também, me apresentei para o exame pré-adminissional. Todos foram muito simpáticos.
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Fora isso, tenho acompanhado as Olimpíadas, está difícil voltar ao ritmo de atividades, com as aulas de espanhol e inglês da Dé, o trabalho voluntário e o estudo, tendo ainda que estar presente para cuidar da Nikita.

sábado, 28 de julho de 2012

O nojo que me faz pensar


É muito difícil eu começar a ler um livro e desistir no meio do caminho. Até hoje, que eu me lembre, só ocorreu uma vez, com o livro “O mundo de Sofia”; tentei ler duas vezes, tendo avançado mais na última tentativa...eu devia ter meus 16 anos...Lembro que o motivo para largar o livro foi a sensação de ter descoberto o mistério no meio, talvez eu ainda o pegue para ler de novo.

Falo disso porque aconteceu novamente; peguei para ler um livro de contos do Edgar Allan Poe...eu lembro que sentia um certo prazer (doentio?) de ler contos bizarros, acho até que já tinha lido essa coleção de contos no passado, porém, atualmente, fico tão desgostosa que perdi a vontade de continuar. O nojo é mais forte do que eu.
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As leituras vão se atrasando um pouco por alguns motivos...ter a Dé em casa de férias...a chegada da Nikita...Animamundi 2012...virose...aniversário do meu pai...e os dias vão passando sem a gente perceber...
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Acho que para criar eu preciso estar lá fora.
No mundo,
No corpo a corpo,
Ouvindo e sentindo os outros vivendo.
As pessoas e suas vidas
Suas ideias e seus problemas
Suas opiniões e suas vivências
Que me impulsionam a reagir
Que me impulsionam a revidar com palavras.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fim do ciclo


“A terceira conclusão é que a clarividência deve ser entendida como fenômeno anímico, ou seja, uma atividade do espírito encarnado e não uma faculdade mediúnica.” (pág.258)

MIRANDA, Hermínio Correia de. Diversidade dos carismas: teoria e prática da mediunidade. Vol.1-Niterói, RJ:Publicações Lachâtre, 1994.

Depois de um ciclo de 32 palestras, foi só no finalzinho que consegui começar a entender o conceito por trás da palavra “anímico”. Inicialmente, achava que era algo negativo, uma interferência do médium e que deveria ser evitada...com a leitura desse livro, pude perceber, além disso ter sido dito nas aulas, que o animismo é desejável para que os fenômenos aconteçam. No entanto, deve-se prestar atenção para não confundir o que é seu e o que é de outro espírito.

Nessa linha de raciocínio, eu sempre tive dúvidas sobre a origem de meus textos, muitos deles foram produtos de sentimentos e sensações que tanto poderiam ser meus quanto influências outras. Ainda nesse livro, deparei-me com a possibilidade ser sermos os medianeiros dos nossos próprios espíritos, ideias guardadas que conseguimos desenterrar de nós mesmos, de experiências de outras vidas...independentemente da razão, o resultado é sempre positivo.
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Qualidades de um bom médium
Rigorosamente falando, os bons médiuns são raros. A maioria, geralmente, apresenta um ou outro defeito que lhes diminui a qualidade de bons. O defeito, por pequeno que seja, é sempre de origem moral. Entretanto, o médium que reunir as cinco virtudes seguintes pode ser qualificado de bom: SERIEDADE, MODÉSTIA, DEVOTAMENTO, ABNEGAÇÃO e DESINTERÊSSE.

A seriedade é a virtude que um médium possui de utilizar sua mediunidade para fins verdadeiramente úteis, exercendo-a como um nobre sacerdócio.

A modéstia é a virtude pela qual um médium reconhece que é um simples instrumento da vontade do Senhor e, por isso, não se envaidece nem se orgulha de sua mediunidade. Não faz alarde das comunicações que recebe, porque sabe que foi apenas um simples intermediário. Não se julga ao abrigo das mistificações e, quando é mistificado, compreende que isso aconteceu em virtude das falhas de seu caráter ou devido a algum erro de sua conduta; procura, então, corrigir-se para afastar de si os espíritos mistificadores.

O devotamento é a virtude pela qual um médium se dedica ardentemente ao benefício de seus irmãos que sofrem. O médium devotado considera-se um servo do Senhor e, por isso, não despreza nenhuma oportunidade de servilo, auxiliando a todos quantos necessitam dos cuidados dos espíritos de Deus.

A abnegação é a virtude pela qual um médium leva seu devotamento até ao sacrifício. O médium abnegado não hesita em renunciar a seus prazeres, a seus hábitos, a seus gostos, quando se trata de prestar socorros mediúnicos a quem quer que seja.

O desinteresse é a virtude pela qual um médium dá de graça o que de graça recebeu. O médium desinteressado nem mesmo esperará um agradecimento dos homens.

Eis expostas as cinco virtudes que devemos cultivar, se quisermos merecer o qualificativo de bons médiuns. (pág.39)

RIGONATTI, Eliseu. Mediunidade Sem Lágrimas. Lake – Livraria Allan Kardec Ed., 1975.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dias atrás


Ria com todos os mesmos risos. Até mudar. Até trocar seus olhos por outros. Até trocar o leviano pelo sério. Vibrava com o sublime, vibrava com o sutil. Ironia nunca mais? Ironia inteligente até pode desde que não machuque.
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Nada de psicografia, nada de sono também. Onde está a alegria de viver como quem tem. Desgarro do que eu era, sem saber bem o que vem.
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Prolongar a felicidade tem sido um pouco difícil. Novidades, por favor?

domingo, 15 de julho de 2012

Ferrugem


Faz tanto tempo...
15/07/12

Olho e nada vejo
Toco e nada sinto

Nem lembro o que
me fazia sorrir
Nem lembro o que
me fazia ser feliz

Névoa entorpecente
que aprisiona
que amedronta

Vida fácil?
Moral em cacos

Sete noites sem dormir
Sete pecados a se fugir

Linhas tortas
Melancolia a toda

A toa sem se mexer
Correndo de um lado a outro
O que posso fazer?

Mutilo a alma de novo
Alma que pede ação
Alma que pede canção

Música que toca ao céu
Começando aqui do chão

Não engulo mais de tudo
E isso só traz confusão

Vida difícil?
Alma que sangra

Oro e tudo melhora
mas a impaciência chora