segunda-feira, 30 de maio de 2011

Reconfortante

Por que Jesus não conseguiu curar todos os enfermos?

Em relação às multidões que seguiam Jesus em busca de alívio e da cura, pequena foi a quantidade dos que ficaram realmente curados de seus males. Os mais irascíveis e descontentes pelo fracasso de suas pretensões não vacilavam em blasfemar contra o profeta Galileu, provando, assim, que a dureza de seus corações era um obstáculo para merecerem a saúde do corpo. (pág.244)

Mas o Mestre Jesus, espírito poderoso e santificado não desejaria curar a todos? Ou ele já sabia de antemão quais os enfermos que deviam ser libertados de suas dores e enfermidades?

Jesus descera à Terra para salvar toda a humanidade; o seu amor incondicional extravasava continuamente numa doação incondicional. Se ele não curou a todos foi porque os óbices contra a sua ação benfeitora residiam nos próprios infelizes que o procuravam ainda imaturos em espírito. Em verdade, sua missão principal não era curar os corpos, mas acima de tudo salvar a alma. As curas materiais que realizou serviram apenas para comprovar a força do Espírito eterno, mas sem alterar a lei do Carma, a qual determina a “cada um colhe conforme o que tiver semeado”. Jesus curou as criaturas que também se libertaram de suas mazelas morais, graças ao estado de fé criadora e pureza de intenções. Enfim, as que foram espiritualmente ao seu encontro, sem qualquer desconfiança, mas sob propósitos para uma vida digna e amorosa. (pág.244)

Sublime Peregrino - Ramatís

domingo, 29 de maio de 2011

Fuga

A mente da gente é mata fechada, abro clareiras com a minha própria força, às vezes tenho algum instrumento para ajudar a desbravar o caminho, às vezes tenho que empurrar troncos do tamanho de um punho com minhas próprias mãos. E o que procuro? É certo que sei que encontrarei, mas nunca sei o que estou a procurar. Quando percebo um movimento nas folhagens, vislumbro uma direção, no entanto, desconheço o objeto que se desloca mais rapidamente do que as minhas pernas conseguem correr. Corro e paro, aguço os ouvidos para o silêncio, para o vento lambendo as árvores que perco de vista. E me descubro só, ouço apenas o som do ar saindo do meu corpo, ar pesado e quente. Não consigo entender por que fogem de mim, por que não podem ficar parados para eu conseguir ao menos estudá-los de longe, conhecer os seus contornos, sua extensão, mirar os seus olhos e, finalmente, compreender. Compreender o que você significa para mim dentro e fora de mim. Desvendar! Peças que se montam, constroem bases e fundamentos, degraus de escada, casa na árvore! Dali de cima posso ver melhor! Enxergar onde vocês se escondem, posso gritar que não quero lhes fazer mal, apenas posso não saber que fim dar aos que encontro pelo caminho, ficarão guardados com todo o cuidado debaixo do meu chapéu, que me protege do sol forte e da chuva. Não temam! Podem vir ao meu encontro, se tiverem medo, eu até fecho os olhos, eu os abrirei apenas quando vocês tiverem se acostumado comigo, primeiro um olho, depois o outro. E, talvez, um tempo depois, vocês se sintam confortáveis o suficiente para passearem ao meu lado e sentirem o meu toque; porque eu quero tocá-los, preciso tocá-los para sentir, porque só assim vocês poderão fazer parte de mim, passarão a fazer parte da minha pele, dos meus ossos e do meu ser.

sábado, 28 de maio de 2011

Entre

“– Eu sei – atalhou Marcelle -, não é um fim, é um meio. É para libertar-se a si próprio; olhar-se, julgar-se: sua atitude predileta. Quando você se olha, imagina que você não é o que está olhando, que você não é nada. No fundo, é o seu ideal: não ser nada.
– Não ser nada – repetiu lentamente Mathieu. – Não. Não é isso. Escute: eu...eu gostaria de nada dever senão a mim mesmo.
– Sim. Ser livre. Totalmente livre. É seu vício.” (pág.21)

SARTRE, Jean Paul. A Idade da Razão. São Paulo: Abril Cultura, 1979.
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“A ausência do sentimento puro pela espiritualidade, a negação do jovem moderno em ser religioso, tolerante, obediente, resignado, sincero e pacífico, fazem crescer o índice das enfermidades, pois a hipocrisia, o ódio, a desforra, a violência, a irascibilidade, a cupidez, o orgulho são doenças da alma, que repercutem no corpo, prejudicando a saúde”. (pág.242)

Sublime Peregrino – Ramatís

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eixo

Procurando entrar de volta no ritmo da expressão do viver.
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Não é vergonhoso que eu só tenha pego pra ler MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS depois de saber que o livro figurava na lista de “melhores livros” do Woody Allen? De qualquer forma, quem saiu ganhando fui eu.
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“I don´t believe I have to be loyal to one side or the other. I´m simply asking questions.” – Jurado de número 11.

12 Homens e Uma Sentença (1957)

domingo, 22 de maio de 2011

Cyst free

Foi uma experiência legal, apesar das circunstâncias: passei o dia com os meus pais, e que ótimo dia! Fomos todos cordiais uns com os outros e não houve sequer discussão. Não que isso não seja comum, mas hoje foi especialmente agradável =D

Chegamos no hospital quase 7h30, subimos pro quarto e esperamos a enfermeira para eu poder me aprontar para o centro cirúrgico. O anestesista veio conversar comigo, explicar o procedimento, pegar exames e conhecer melhor a minha saúde. O meu cirurgião já tinha vindo pegar alguns outros exames e, logo mais, um outro enfermeiro vinha me buscar.


Já na sala de cirurgia, colocaram a intravenosa, injetaram uma anestesia inicial fraca, respirei oxigênio e depois ministraram a anestesia pra valer, e apaguei. Acordei com eles pedindo para eu tossir para expelir o tubo, tossi o resto do dia, e foram me fazendo perguntas para acordar, “pergunta o CPF dela!” Não melhor, “quais os números megasena?” Depois de pensar um pouco consegui gritar um “sei lá” rs Mas a vontade de dormir e não falar nada era grande. E ainda lembro de uma picada no braço direito...deve ter sido pra acordar mais rápido, nem vi o tamanho da agulha, mas ficou um pequeno hematoma e ardia, vez ou outra, durante o dia.

Já no quarto, o médico fez as últimas recomendações, deu a lista de remédios e disse que eu estaria liberada às 18h. Coloquei gelo no local e a operação foi tão bem feita que quase não dá para perceber, está só um pouquinho inchado.

Tomei soro a tarde toda, novalgina, outro remédio pra dor e antibiótico. Tomei sopa, comi gelatina de morango e mais tarde uma vitamina de banana com melancia e maçã. Assistimos ao jogo do Botafogo sem som (a tevê estava com problema) e fui ao banheiro inúmeras vezes.

É, acho que foi isso.

Essa semana, então, nada de esteira ou kung fu.

p.s. nada de contar piadas nos próximos dias, eu não posso rir =p

sábado, 21 de maio de 2011

Epifanias

Na verdade a incapacidade de amar é normal, e não deveria ser.
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Está decidido: toda vez que eu me irritar com o meu pai, farei uma dança ridícula.
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Resistir ao que prega o Espiritismo é resistir ao progresso, à prática do bem, ao acúmulo de virtudes e à eliminação de vícios.
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http://twitter.com/cla452

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fatos: Egoísmo 2

Fato curioso: antes de ontem ajudei um senhor a atravessar a rua, ontem de manhã ajudei um cego a entrar no ônibus e de noite ajudei outro cego a atravessar outra rua. Curiosa para saber o porquê dessa atração.

Fato legal: se buscar por “fatia de limão” no Google, este será o primeiro site da busca! =D

Fato “sei lá”: se buscar por “desidrose” no Google, este será o terceiro site da busca.
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“Jesus não visava aniquilar a “força” do egoísmo, mas apenas inculcar-lhe um sentido proveitoso em benefício do próximo. O amor a si mesmo seria, pois, a ação dinâmica do amor a outrem. Utilizando o seu admirável dom de percepção espiritual, Jesus procurava identificar em si mesmo, quais seriam as reações morais do espírito diante da injustiça, da ingratidão, da perversidade ou do egoísmo humanos. Ele não acusava mágoas ou ressentimento, nem sofria intimamente a agressão ou insulto alheio, mas buscava conhecer as torturas a que se submetem as criaturas terrenas, mortificadas pelos próprios pecados e vícios. No entanto, reconhecia que os homens eram perversos, orgulhosos ou avaros, porque também eram ignorantes e imaturos de espírito. Indubitavelmente, em vez de serem condenados ou mesmo censurados, eles precisavam ser esclarecidos ou ensinados, quanto ao verdadeiro motivo da vida e à responsabilidade do espírito eterno.” (pág.172)

Sublime Peregrino - Ramatís