quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Preciso estudar

Fatia de limão empoeirada...Encontrei até umas postagens antigas prontas, não sei o motivo pelo qual elas ficaram silenciadas. No dia dos pais acordei inspirada, escrevi durante um tempo...não deu muita coisa, o título me veio e já um discurso todo pronto, deu uma página e eu queria transformar em livro. Pena que a inspiração morreu.
.
.
Aprendi e passo adiante...quando você chama alguém para sair e esse alguém nega uma, duas, três vezes, pode ter certeza que essa pessoa não quer sair com você.
.
.
Lee tem me acompanhado nesses últimos dias, mais intensamente essa semana, talvez hoje ainda eu me despeça dele dela...
.
.
Débora só me tem dado alegrias ^^ *feliz*

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Jornal e livro

“O que eu quero dizer é que o mal não é radical (…) que não tem profundidade. O mal é um fenômeno superficial (…). Nós resistimos ao mal ao não sermos arrastados pela superfície das coisas, ao pararmos e começarmos a pensar, ou seja, ao alcançarmos uma outra dimensão que não o horizonte da vida cotidiana. Em outras palavras, quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ele ceda ao mal” - Hannah Arendt a Samuel Grafton em 1963, sobre o nazismo.
.
.
Sobre o hipnotismo: (…) “As pessoas sugestíveis são aquelas cujas almas indolentes ou que pouco têm evolvido não estão aptas para se desprenderem por si mesmas e agir utilmente no sono ordinário para restaurar as perdas do organismo”. (p.84)

DENIS, Léon. O problema do ser, do destino e da dor. FEB, 1936.

sábado, 20 de julho de 2013

E daí?

Divertir-se não necessariamente passa pelo bom gosto. Talvez seja necessariamente o oposto.

Te Esperando
(Luan Santana)

Mesmo que você não caia na minha cantada
Mesmo que você conheça outro cara
Na fila de um banco
Um tal de Fernando
Um lance, assim
Sem graça
Mesmo que vocês fiquem sem se gostar
Mesmo que vocês casem sem se amar
E depois de seis meses
Um olhe pro outro
E aí, pois é
Sei lá
Mesmo que você suporte este casamento
Por causa dos filhos, por muito tempo
Dez, vinte, trinta anos
Até se assustar com os seus cabelos brancos
Um dia vai sentar numa cadeira de balanço
Vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos
Vai lembrar de mim e se perguntar
Por onde esse cara deve estar?
E eu vou estar
Te esperando
Nem que já esteja velhinha gagá
Com noventa, viúva, sozinha
Não vou me importar
Vou ligar, te chamar pra sair
Namorar no sofá
Nem que seja além dessa vida
Eu vou estar
Te esperando



domingo, 14 de julho de 2013

Pitada de real

Real. Realeza. Minha companhia nesses dias, nesses meados de julho, é José e seu filho já falecido “Fantasma”(2001).

Na fila. Enfileirado. Dostoiésvski e seu duplo me esperam.

Daemon. Espírito. As pedras que no rio se encontram são lisas e reluzentes, frescas e de uma beleza estonteante. Esculpidas pelas águas do rio, ano após ano, suave que nem se sente, paciente, sempre a correr, sem questionar o por quê.
.
.
E neste domingo qualquer, depois da festa que não fui, José, outro, disse-me “Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma.” (p.62)

SARAMAGO, José. O Conto da Ilha Desconhecida. Companhia das Letras, 2003.

sábado, 13 de julho de 2013

Tentativa

Crianças sorridentes, aos montes, do outro lado da calçada. Quase todos desnudos, pobreza?
Da esquina, estranho. Ouço um movimento, e vejo o mesmo quadro do lado de cá da calçada. Arrastão. Como um fantasma, passeei pelas crianças, carentes? Medo.
Um corpo ao chão, um cachorro que se coça, dores pelo corpo, apatia do medo.
“Eles merecem morrer”, os ouvidos ouviram ao passar. Por que presenciei tal ato de violência? Eu, protegida que fui, vi. Calei. Não desejei as suas mortes. Perdoa-os, porque não sabem o que fazem. Temo pelos meus, temo por essas ovelhas desgarradas. Desconhecedoras das leis, crianças sem pai ou mãe.

domingo, 30 de junho de 2013

Melodias que me chegam

“Existem pequenos acontecimentos, eventos sem importância, que, no entanto, guardam o poder de nos vergar; justamente porque apresentam um aspecto singelo, aproximam-se em silêncio e, quando menos esperamos, nos derrubam” (p.79)

“Pensei em explicar que as coisa terminadas nem sempre estão concluídas, que quando damos um fim a algo muitas vezes ainda continuam,” (p.80)

“Matilde confunde atitudes independentes com gestos de desconsideração” (p.81)

“Talvez houvesse também desespero, que é a rigor, a desistência de esperar, pensei”. (…) “Quantas voltas precisamos dar, às vezes, para chegar ao lugar em que desde o início, já estamos!” (p.89)

CASTELLO, José. Fantasma. - Rio de Janeiro: Record, 2001.

domingo, 16 de junho de 2013

Paz

As últimas semanas têm sido agitadas, porém sempre procuro estar atenta e presente em casa, dando atenção aos familiares que tanto amo. Estamos em uma fase boa, em que o carinho e o respeito estão super presentes. Fico feliz com essa conquista. Devo estar em paz comigo mesma, porque as situações que estressavam não mais geram a mesma resposta. Apesar de as confusões ainda acontecerem, vejo tudo com bons olhos.
.
.
Olhar divino: tudo se apresenta em evolução.

Fico feliz quando pecebo o mundo contribuindo para a construção de conceitos. Já tem um tempo que me percebo com um olhar analítico sobre qualquer situação que se apresenta e presencio. Aprendo horrores com as situações mais simples e despropositadas. E veio essa frase coroar o que vivencio e percebo. É bem isso mesmo, a sensação. Estar em sintonia é a felicidade.
.
.
“O sentimento de boa vontade será a melhor segurança da paz universal”(p.136)

BRUNTON, Paul. O Caminho Secreto. Ed. Pensamento, 1986.