domingo, 18 de novembro de 2012

Legião

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Apesar de ter minhas crenças mais estreitas com C.S. Lewis, a interpretação da personagem do polêmico Freud por Helio Ribeiro é deliciosa e hipnotizante.
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(…) “Uma literatura do não dito, do não visto. Do invisível. Estranho mundo dos becos, ruelas e sarjetas. Invisível não porque não podíamos vê-lo, mas porque preferíamos não ver. Literatura contra cegueira.”

CASTELLO, José. João de Bermudas. In: Prosa e Verso, O Globo, 17 de novembro de 2012.
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Ninguém merece ouvir de amigo de fim de semana, ou melhor, de amigo ocasional que se está ficando velha para não estar casada ¬¬

sábado, 17 de novembro de 2012

Calada da noite preta

Arfava na calada da noite preta.
Parecia não dormir há dias, quando, em verdade, dormia tantas horas quanto necessário.
Fechava os olhos com força, sem entender o pavor repentino, a pressão em seu corpo, sensação de ser sugado para um buraco negro. O terror se fazia presente, de repente. Não havia motivos para pânico, porém o coração se acelerava mesmo assim.
Algum pesadelo?
Algo aterrorizante?
O quê?
Pedia calma enquanto seu corpo se contraia todo.
Onde estava a expectativa pelo futuro – planos, sonhos, alegria de ansiar pelo que é bom, novo e revigorante?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Deveríamos

Tenho aprendido a expressar o que me toca, o que é sublime, sem medo das repercussões. Encontrar o que nos faz feliz é muito bonito e não deveríamos procurar dar fim ao que é belo e, por que não, divino. Amo o que é divino em você. Assim como amo a Débora, sem esperar nada em troca, amo você. Deveríamos amar mais. As pessoas seriam mais felizes.

Capturei um sentimento sublime e, relendo, não consegui exatamente sentir novamente o que acabou gerando o texto, mas refletindo um pouco, vou chegando a um estado similar, é o cultivo do amor não egoísta.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um beijo, Um abraço e Boa sorte.

Encontro novamente aquele sentimento passado, um contentamento que vai crescendo apenas de constatar que você está no mundo, aprendendo e se esforçando para crescer.

Um amor incondicional que se sustenta e é alimentado pelo meu desejo de vê-lo feliz aonde quer que esteja, cercado por aqueles que você ama verdadeiramente, de coração.

Amar é um estado de espírito e ele vem do autoconhecimento e do conhecer o mundo também. A estrada é árdua para todos nós; que possamos ter a paciência para com os outros e, especialmente, para conosco mesmos. Não podemos nos cobrar mais do que podemos compreender e que possamos aprender com as nossas dificuldades.

Estou daqui torcendo por você.

domingo, 11 de novembro de 2012

É mais fácil

“(…) Na Europa a propriedade racional faz progressos, porque o povo está educado. Por conseguinte, o que temos a fazer é educar o povo, e pronto.
 - Mas como educar o povo?
 - Para o conseguir são precisas três coisas: escolas, escolas e escolas.
 - Mas você mesmo acaba de dizer que o povo se encontra num baixo nível de desenvolvimento moral: para que lhe hão de servir as escolas?
 - Faz-me lembrar aquela anedota do doente: 'Deviam dar-lhe um purgante.' 'Já lho demos e está pior'. 'Então ponham-lhe sanguessugas.' 'Já lhes pusemos e ficou pior.' 'Então rezem.' 'Também rezamos e continua mal.' Eis o que nós fazemos Falo-lhe de economia política e você diz-me que é pior. Refiro-me ao socialismo e responde-me: pior. Recomendo a instrução e declara-me: pior ainda.” (pág.313)

TOLSTOÍ, Leon. Ana Karênina. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
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É mais fácil amar de longe.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fiapo

Ai, que vontade de escrever até meus dedos sangrarem! Queria ter um discurso todo pronto, sobre algum ou qualquer sentimento se quer. Algo vibrante! Expressivo! De fazer o corpo estremecer...E nada me vem, nada me chega da nuvem que é a nossa mente. Nada está pronto para ser vomitado. Tudo é extático e aparentemente vazio. Percorro os caminhos a procura de algum fiapo de sentir. Onde se esconderam vocês, fiapos de meu ser? Restos ressentidos e satisfeitos que não tem nada a dizer. Eu já percebi que têm livros/autores que nos inspiram mais a escrever...Tolstoi não é um deles.
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“Há quem mergulhe no mistério das árvores e sinta o coro dos troncos nus aliados ao arfar das vergônteas. Depois é o mutismo, para voltar o concerto de uivos e gemidos, misturados de sons em que o ranger dos eucaliptos se confunde com o ciciar das tamarindeiras e dos zimbros.” (pág.213)

SANTOS, Isidoro Duarte. O Espiritismo no Brasil. RJ – EP Editora, 1960.
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Dois aniversários hoje, e, da mesma pessoa xD

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Finados chuvoso

“'Quem tem pouco assunto em que se ocupar – dizia Montesquieu – é muito falador'. Na verdade, quanto mais se pensa, menos se fala. E quando o espírito mergulha no seu mundo, quando não sente a bagatela da vida, os lábios emudecem”. (pág.197)

SANTOS, Isidoro Duarte. O Espiritismo no Brasil. RJ – EP Editora, 1960.
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Nem lembrava mais os motivos das brigas, mas a mágoa permanecia, pequena, incômoda; será que o tempo a apagaria?
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Apresentando...Nikita! .Nov2012. twitpic.com/b9r72q