sábado, 25 de setembro de 2010

Festival do Rio 2010

Muitos filmes pra ver e nenhum tempo ou dinheiro pra assistir =P

FOCO ARGENTINA
> A culpa é sua
> O que mais quero
> Quebra-cabeça

MIDNIGHT MOVIES
> No bosque
> Nossa vida exposta

PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL
> Minhas mães e meu pai
> Poesia
> Sentimento de culpa
> A solidão dos números primos
> The Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas
> Tudo que quiseres
> A última estação

PREMIÉRE BRASIL
> Homem centenário

CURTA HOR-CONCOURS
> Eu não quero voltar sozinho
> Ex isto

NOVOS RUMOS
> Aqui, doido varrido não vai para debaixo do tapete

PREMIÉRE LATINA
> A vida dos peixes

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aff

De tempos em tempos, eu faço algo para em seguida acabar me reprovando. Sensação de estupidez por venerar certas coisas. Acho que estou precisando de umas férias de mim mesma.
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Beckett: I was just calling you.
Demming: What a coincidence, i was just coming to see you.
Castle: Wow, it´s like we are all on the same case.

[Castle 2x21 Den of Thieves]

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

1/4 de século

Primeiro pensei em reunir aqui as vinte cinco melhores postagens do último ano, no entanto, seriam muitos textos e nem eu mesma tive paciência para escolher. Resolvi escolher então 5 categorias com 5 itens cada, somando 25 interesses. Não quebrei a cabeça tentando colocar em ordem de preferência.

5 livros
Fahrenheit 451
A Maçã no Escuro
O Livro de Areia
Sidarta
Viagem no Espelho (poesia)


5 filmes

O Pequeno Nicolau
Laranja Mecânica
On a Clear Day You Can See Forever
Nosso Lar
Dan in Real Life

5 professores
Hélio Carvalho [Teoria da Arte]
Cláudio Oliveira [Filosofia]
Paula Sibília [Programação de Realidade]
Luis Carlos Lopes [Teoria da Argumentação]
Alfredo Sotto [Física no pré-vestibular]


5 dias deste último ano (2009-2010)
5/10/09
30/11/09
14/03/10

5 personalidades
Jorge Luis Borges
Clarice Lispector
Julio Cortázar
Platão
Herman Hesse

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Presente

Protejam-se da chuva de canivetes, Débora foi dormir cedo hoje! Ela realmente tem me surpreendido esses dias; jogamos xadrez ontem e hoje estudamos inglês, sem nenhuma reclamação. Graças à maturidade!
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Tem alguma coisa importante amanhã? Acho que não...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Uma única nuvem branca

“(...) Cada qual se sentia hipnotizado pelo o que presenciava, aguçando assim os seus sentidos: o gosto de algodão-doce na boca, a sensação de fofura, paz e tranqüilidade. A alvura proporcionava possibilidades; como recomeçar do zero, sem passado e sem fracassos. Os três experimentavam uma respiração lenta e profunda, fazendo os problemas do dia-a-dia sumirem subitamente dando lugar a um vazio que logo foi preenchido por uma sensação de satisfação e esperança.

Em meio ao alvoroço do fim de tarde que é o Largo da Carioca – do movimento intenso, do trânsito, das buzinas e dos comerciantes gritando suas mercadorias – aqueles três indivíduos tinham sido tocados pela natureza, contemplavam algo tão comum, mas que se fez incomum aos seus olhos, atingindo-os de forma simples, porque eles estavam ainda dispostos a se maravilhar com aquilo que não foi criado pelo homem. O barulho era agora silêncio, ouviam os pássaros cantando nas árvores que povoavam o Largo, sentiam o ar fresco, apesar da poluição concentrada ali.

E como se estivesse de passagem, aquele algodão alvo foi se dissipando, dando fim ao transe tríplice. O executivo olhou para o seu relógio de pulso constatando que tinha ficado parado ali por um minuto, e com a sensação de uma vida inteira. O padre e a menina se entreolharam como se dividissem um segredo e sorriram. Ele respirou fundo e rumou de volta à Igreja, mais disposto a enfrentar suas dúvidas e preocupações.

A menina ficou ainda ali parada um tempo, voltou-se para as árvores e caminhou procurando realmente sentir cada passo que dava. Ao chegar à árvore escolhida respirou profundamente, sentindo-se conectar com a natureza a cada respiração. Finalmente tocou o tronco, primeiro com uma mão e depois com as duas, e fechou os olhos. Uma energia sem igual a atingiu, suas pernas bambearam e, emocionada, chorou.”

Ontem o Globo divulgou os 10 finalistas do Concurso Conto do Rio 2010. Eu tinha mandado um, mas claramente, não foi selecionado. Este é um trecho, quase o conto todo na verdade rs

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Recuperação

"(...) Até hoje tudo que vira fora para não ver, tudo que fizera fora para não fazer, tudo o que sentira fora para não sentir. Hoje, que se rebentassem seus olhos, mas eles veriam. (...) Poucas pessoas teriam tido a oportunidade de reconstruir em seus próprios termos a existência. (...) O que também lhe valeu é que, tendo se habituado ao fato de não ser brilhante, pensou que mais uma vez a dificuldade era apenas sua; de modo que se esforçou."

LISPECTOR, Clarice. A maçã no escuro. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978 (5ª. edição).

Livro realmente genial.
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Os dias vêm melhorando aos poucos. *Criança é tudo de bom!*
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Nota mental: nunca subestime um encontro com velhos amigos, eles podem surpreender você! E era bem o que eu precisava =)
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“Muitos médiuns reconhecem os bons e os maus Espíritos pela impressão agradável ou penosa que sentem à sua aproximação. Perguntamos se a impressão desagradável, a agitação convulsiva, o mal-estar, em uma palavra, são sempre indícios da natureza má dos Espíritos que se manifestam?

Resposta: O médium experimenta as sensações do estado no qual se encontra o Espírito que vem a ele. Quando o espírito é feliz, é tranqüilo, leve, sério; quando é infeliz, é agitado, febril, e essa agitação se transmite, naturalmente, ao sistema nervoso do médium. De resto, assim é o homem sobre a Terra: o que é bom é calmo e tranqüilo; o que á mau é, sem cessar, agitado.”

KARDEC, Allan. Livro dos médiuns. Identidade dos Espíritos. Boa Nova Editora, 2004.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Últimos dias

Sabe aquela sensação de que você está prestes a descobrir alguma coisa, algo que vai fazer você mudar? Tenho sentido isso nos últimos dias, mas quando eu acho que estou quase chegando a alguma conclusão, algo acontece e desloca o meu foco.

Esta última semana foi uma loucura, e eu não consigo evitar de sentir-me como o coelho de Lewis Carroll, sempre atrasado. Somente ontem, consegui começar a viver novamente, depois de 10 horas de provas, e várias outras de deslocamentos. Provas de paciência e resistência também, depois de ter perdido minha identidade (civil). O resultado do MPU deve sair no início de outubro; eu já sei que passei, mas classificar é outra história. Largo isso de mão agora, não há mais nada a ser feito.

E foi justamente no deslocamento até Campo Grande para fazer uma das provas que nasceu uma consciência em mim, na verdade uma dúvida, algo que estou tentando organizar para tentar entender, mas ainda está tudo muito cru, só posso adiantar e escrever aqui (até para não esquecer de pensar sobre o assunto) a palavra sociabilidade. Clarice também tem me inspirado nesses questionamentos, mas me falta ócio para digeri-los.