segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lispector e Kardec

"(...)Também ele, montado no cavalo, com o ar apreensivo de quem pode errar, estava atentamente procurando copiar para a realidade o ser que ele era, e nesse parto estava se fazendo a sua vida. E a coisa se fez de um modo tão impossível – que na impossibilidade estava a dura garra da beleza. São momentos que não se narram, acontecem entre trens que passam ou no ar que desperta nosso rosto e nos dá o nosso final tamanho, e então por um instante somos a quarta dimensão do que existe, são momentos que não contam. (...) Queria tanto ser bom que de novo sentiu uma espécie de impotência.”

"(...) Mas Ermelinda bem sabia que ainda era cedo para deixar de mentir e deixar de encantá-lo. Sabia que era cedo para se mostrar a ele, e que poderia afugentá-lo se fosse verdadeira, as pessoas tinham tanto medo da verdade dos outros. Só por meios indiretos conseguiria. A idéia de que, se não o divertisse, ela o afugentaria, apavorava-a: logo agora que já ganhara tanto terreno a ponto de conseguir que ele a ouvisse, mesmo que não a olhasse!(...) Ocorreu-lhe que, ao falar com ele, poderia sem querer deixar escapar o que ela era, e o homem então perceberia quanto ela precisava dele, e por isso não a quereria mais, como acontece com as pessoas. (...) Era um labor de infinita cautela, onde um passo a mais e o homem jamais a amaria, onde um passo a mais e ela mesma talvez deixasse de amá-lo: ela protegia ambos contra o erro. E às vezes mais parecia proteger ambos contra a verdade.”

LISPECTOR, Clarice. A maçã no escuro. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978 (5ª. edição).
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“As qualidades que atraem, de preferência, os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam, são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões pelas quais o homem se prende à matéria.”

KARDEC, Allan. Livro dos médiuns. A influência moral do médium. Boa Nova Editora, 2004.

domingo, 12 de setembro de 2010

Pollyanna vibe

Vamos ao lado positivo de se perder a sua carteira de identidade:
* Pelo menos perdi hoje e não ontem, o problema seria maior;
* Minha foto vai mudar;
* Nada de pânico, a carteira de motorista vale como identificação, mesmo fora da validade;
* Pelo menos eu percebi agora e não quando eu fosse precisar;
* Pelo menos eu sei aonde perdi;
* A esperança é a última que morre.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E as coisas vão se encaixando...

Tem dias que eu acordo com uma sensação de felicidade, mesmo sem lembrar sonho algum, algo que nunca senti vivendo. Assim que acordo, eu agradeço a Deus pela concessão.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Esgotamento

“Já nem lembrava a última vez que tinha se olhado nos olhos, trabalhava incessantemente, nem estava comendo em casa mais, apenas tomava banho e dormia em sua cama. Até aquele momento. O seu corpo foi tomando conciência, o cansaço foi passando de célula a célula. Parada, no meio do banheiro, respirava profundamente, como se o ar faltasse, parecia respirar pelos olhos. Era tanta energia que fecharam-se, sua cabeça pendia para frente, e o corpo começava acompanhar o movimento, como de uma árvore prestes a tombar. Abriu os olhos, e nem tinha forças para surpreender-se com a sua cor vermelha. Mirou-se no espelho, tentando reconhecer-se; a respiração forçou-a a fechar os olhos novamente, e dessa vez, fez um movimento brusco com o braço, tentando encontrar algo em que se apoiar...agora ela encontrava-se no chão. No dia seguinte, acordou, levantou-se do chão, trocou de roupa e foi trabalhar.”

sábado, 4 de setembro de 2010

Chá?

Não fui por caminhos antes planejados, estaria eu encontrando o destino? Estaria eu encontrando a Clarissa certa? Os personagens de Lewis Carroll são apaixonantes!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Resquícios de ontem

"Olhos fechados deitados na cama. A massa encefálica inchada a expandir. Ouvidos feridos pelos passos, movimentos, a luz que machuca. O corpo pesado, sem comida no estômago, mas pesado de quê? Vontade de ferir, fazer o mal, para se libertar. O estômago ronca, os olhos, fechados ainda, a cabeça pesada, o cenário não deixa escolhas, seu corpo não mais lhe pertence, é boneco cheio de dor. A respiração engana, o grito está preso. Não há mais homem ali, há bicho, há instinto, há um instrumento de destruição".
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Enquanto os homens se veem às voltas com um possível problema na próstata, nós, mulheres, enfrentamos mensalmente a debilitante condição feminina. Você acharia que nós nos acostumaríamos com algo tão certo e constante, mas é sempre uma dor de cabeça.
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Mood de ontem: improdutiva e feroz.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Adeus dia de hoje

Este dia de hoje estava fadado a ser ruim. Comecei mal quando fui para aula à toa, tinha aula de tarde, mas valia voltar para casa e estudar do que ficar lá, pensando no que eu poderia estar adiantando, tendo uma aula sem muita importância à tarde.

Para tentar fazer valer o dia, consegui chegar na palestra do Centro Espírita...mas o dia não rendeu o que rendia uma semana atrás, por exemplo. Esse evento me desestabilizou e ainda tive uma surpresa desagradável no final da tarde.

Ai, vontade de sumir. Ainda bem que amanhã é um novo dia.