segunda-feira, 7 de junho de 2010

Grosseria

Estava eu no meu computador, quando minha mãe abriu a porta do meu quarto.

Mãe: Você vai pra Botafogo, não vai?
Cla: Sim.
Mãe: Eu vou com o seu pai na Tok&Stok.
[Silêncio]
Cla: Sim, e o que eu tenho a ver com isso?

Tínhamos platéia, Nat e Viníçus presenciaram a breve conversa, e todos concordaram que eu estava sendo grossa. Minha mãe estava querendo me dar carona e a tratava daquela forma. Em minha defesa, eu detesto quando as pessoas dão uma volta enorme para falar o óbvio. Isso não me exime da minha grosseria, mas ela não poderia simplesmente ter aberto a porta e dito: “Você quer uma carona?”.

Talvez em um dia normal eu não tivesse respondido dessa forma, mas a TPM fala por mim =P

domingo, 6 de junho de 2010

Casa da Ciência – Os Olhos Sem Rosto (1960)

Em sua palestra, tendo o filme como ponto de partida, a professora Paula Sibilia, nos instigou a pensar sobre a intervenção técnica no corpo humano, o deslocamento de limites - que confunde os valores inerentes ao par natural versus artificial –, as inúmeras questões envolvidas em todo o processo do avanço da tecnologia e a nossa moral.

Ela invocou o mito de Pigmalião (ou seria Pigmaleão?), o personagem Frankenstein e outros filmes de ficção científica, como BLADE RUNNER e GATTACA. O mito representaria um lado da moeda, quando o homem cria algo belo na sua unipotênica. O doutor do filme, em dado momento, não conformado com o que já foi conquistado, querendo provar a sua onipotência declara: “Não há razão para duvidar de mim”. No caso do Frankenstein, essa tentaiva do homem de ser um Deus, resulta na criação um ser monstruoso. E nos casos dos outros filmes, podemos perceber artifícios analógicos ineficazes e artefatos computacionais para lidar com a genética.

A Paula também nos trouxe informações sobre as operações de transplantes de rosto feitas nos últimos anos, todas bem sucedidas, trazem consigo as discussões pertinentes ao futuro não muito distante. Assim como as cirugias plásticas, estes transplantes foram permitidos para casos reparadores. Com o tempo, as plásticas foram sendo banalizadas e hoje, qualquer pessoa com dinheiro pode mudar o que não gosta em si. Com a diminuição dos riscos, os transplantes de rosto poderiam virar operações de rotina? Se popularizado, deveria ser incorporado como uma opção?

Ela leu diversas citações dos médicos envolvidos, como um que defendia o “reencontro da dimensão estética da paciente”. Além dos obstáculos óbvios, de ética, moral e espiritual, existe a escassez de doadores, justamente por não ser algo comum, e porque o rosto está mais vinculado à indentidade do indivíduo do que outros órgãos.

Em um dos casos, a paciente desabafou depois de alguns meses: “Não sou eu, não é ela. É uma outra pessoa”.

Com uma pontada de saudade das aulas de “Programação de Realidade”, ouvi a Paula falar sobre reality shows de transformações, como as pessoas acreditam tornarem-se pessoas melhores ao alterar a sua aparência. Esta que uniformiza, dado o valor da imagem nesta cultura espetacularizada, somos o que conseguimos aparentar. Com todas as possibilidades de beleza do mercado, é culpa sua se é feia, pois toda mulher pode ser bonita. Sendo ainda a mulher o centro das atenções, o homem vem ganhando o seu espaço na busca pela beleza perfeita.

Deixamos de acreditar em uma natureza humana, o que pode ser encarado como algo positivo ou negativo, depende dos seus valores, o que daria uma discussão infinita. Depois das perguntas, falou-se também dos avanços técnicos para melhorar e não somente curar, e também como o conceito de normal tornou-se obsoleto, pois, se algo não é valorizado ou desejado deixa de ser normal.

Nota sobre o filme: a trilha sonora usada repetidamente me incomodou de forma anormal rs
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Próxima sessão do cineclube da Casa da Ciência: 07 de AGOSTO com o filme PI (1998) do DARREN ARONOFSKY, e o palestrante RICARDO KUBRUSLY com a palestra A BUSCA DO IMPOSSÍVEL (AINDA).

sábado, 5 de junho de 2010

Palestra 4

Feriado ou não, acordei cedo para ir à palestra do Centro. Esqueci de levar papel e caneta, por isso algumas informações se perderam no ar, muitas coisas foram ditas e algumas delas, as que ficaram comigo, descreverei a seguir. Curioso que esta foi a que, até agora, mais me adicionou informações novas.

Eu já conhecia o mecanismo da Lei do Carma, de ação e reação, física pura. O que achei legal foram alguns casos de catástrofes quanto ao carma coletivo. Contaram um caso de um incêndio em um circo em Niterói em 1961; todas as pessoas que morreram naquela tragédia estariam respondendo pelo o que tinham feito no ano de 177 em Roma, como foi descoberto posteriormente. Eu já tinha lido em algum lugar que as pessoas subnutridas na África seriam espíritos que teriam participado do nazismo, o que foi falado como exemplo. Por último, falaram que toda a corrupção que o Brasil sofre, entre outros problemas, seria resposta por um carma coletivo adquirido por causa da escravidão que país participou na época da colonização.

Outra questão levantada que me chamou a atenção foi com relação à ilusão que estamos imersos, o palestrante classificou nossa vida aqui como uma aventura, e como devemos agradecer quando somos desiludidos. Se você parar e analisar, quando nos desiludimos, por mais que a gente sofra, saber a verdade é sempre melhor, e o fim da ilusão contribui então para a sua conscientização, aprendizado e evolução. Não há como evitar, estamos aqui para nos desiludir, e isso é uma boa coisa, você pode não achar isso agora, mas eventualmente perceberá, e quanto o mais rápido o fizer, menos dor sentirá.

Uma informação que eu acho que desconhecia é de que a Terra é um planeta para espíritos primários, e como numa escola, repetimos as mesmas séries quando não aprendemos o que deveríamos. Eu tinha a noção de que não éramos lá muito desenvolvidos, mas deu pra perceber que todos aqui, sem exceção, temos muitos vícios, mais do que eu imaginaria.

Bom, depois da palestra fui tomar o passe, e mais uma vez, um senhor lá da Casa me deu os “parabéns” ao ver o meu cartão de presença. Ele ficou surpreso por eu estar acompanhando as palestras, ele deve achar que eu sou uma adolescente.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Indisposta

Ontem e hoje deveriam ter sido dias divertidos, oportunidade não faltou, mas a indisposição foi mais forte. O cansaço, a dor de cabeça e o enjôo me perseguem novamente.

O que aconteceu de mais excitante no meu dia foi ter ido comprar meio quilo de cebola e ter conseguido acertar o peso exatamente, nenhum grama a mais ou a menos. Iupi.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Adote! [Led, o Husky]

Pensei em começar a postar fotos de cães para adoção. Eles são lindos, e eu mesma adoraria adotar um, mas ainda não é hora.

Este é Led, parece que ele não foi ainda resgatado, é um dos cães que o grupo do SOSVidaAnimal alimenta nas ruas de Petrópolis enquanto não é possível colocá-lo em um lar temporário. Interessou-se? Entre em contato com o SOS ;)

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Não pode adotar, mas quer ajudar? Você pode ajudar através de doação financeira, doações outras (ração, remédios, antipulgas, carrapaticidas, vermífugos) fazer lar temporário ou ainda apadrinhar um dos inúmeros cães que são resgatados.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Yesterday

I stare and I remember our past
I put on half a smile
I´m in peace

Faces flash by my mind
New friends
Old feelings everywhere

Can I kiss your forehead, little boy?
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01 junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Espiritismo: Teoria dos 3 filhos

Um tempão atrás, na mesma conversa sobre o Tio Alberto, meu pai compartilhou conosco uma teoria que ele tinha desenvolvido dada a percepção e a experiência dele.

De forma parecida com o Tio Alberto, o meu pai deveria desenvolver um trabalho com colegas de faculdade, era ele e mais dois, porém, eles se distanciaram e o projeto não andou. Meu pai descobriu isso nas idas e vindas dele no centro espírita, ele fazia estudo do evangelho e fatos de suas vidas passadas acabavam chegando a ele.

Abro um parêntesis para falar um pouco de uma concepção, que eu tinha, sobre filhos. Com a invenção dos anticoncepcionais, a vinda de espíritos diminuiu, nos achamos no direito então, de escolher quando ter filhos e mesmo de não tê-los. Porém, nossa vontade que “desconhece” o contrato firmado quando espírito acaba por tirar a possibilidade de um espírito evoluir.

Em um livro que li, mulheres contavam falar com seus futuros filhos em sonhos, e muitas vezes eles pediam permissão para nascer. Em um desses casos, uma mulher chegou a ter, pasmem, 7 filhos em pleno final de século XX. Hoje em dia, ninguém em sã consciência tem tanto filho assim, mas no tal caso, a mulher tinha se comprometido a dar à luz a essas tantas crianças.

Levando isso em consideração, nos comprometemos a ter um certo número de filhos. O que o meu pai percebeu foi quanto aos casais com três filhos, sendo o terceiro temporão – como com a Débora, 11 anos de diferença para a Natália. Neste caso o terceiro filho viria como obrigação “bônus”, já que o meu pai não cumpriu anteriormente com o que deveria. Conhecemos mais alguns casais amigos nessa mesma situação.