segunda-feira, 17 de maio de 2010

It´s Billy!

Sim, a culpa é do Billy, como não pensei nisso antes?! Sofremos com os nossos monstros porque o Billy é perseguido pelo seu pesadelo. (vide episódio da primeira temporada de Buffy).

A semana passada foi pesada:
Segunda: corrida no Maracanã.
Terça: Afrolatinidades no CCBB.
Quarta: colação da Nat.
Quinta: rodízio do aniversário da prima Cíntia.
Sexta: dormi cedo =P
Sábado: campanha de adoção e Show das Chicas no Rival.
Domingo: Chá de panela da Camila.
Ufa.

E ainda me conformei em revisar novamente a matéria pra Caixa pra nova prova de domingo.
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“... por que todos os homens se apaixonam pelas sereias? (...) Os homem se apaixonam pelas sereias porque elas não têm vagina, são asseadas e impenetráveis, e assim podemos ter com ela um vínculo imaculado. Pureza, limpeza, inexpugnabilidade, esse o segredo das sereias”. (FONSECA, Rubem. O buraco na parede. São Paulo, Companhia das Letras, 1995, pág. 148).

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A caminhada que começa e a que continua

Ontem dei um primeiro passo em direção ao que considero o objetivo da vida. Muitas postagens atrás falei do meu receio de abrir minha caixa de Pandora, mas acho que encontrei a minha oportunidade para tal – pensei em reportar os avanços do tratamento no Centro Espírita. Fiz o meu cartão de tratamento; assistirei 5 palestras até poder ter acesso a outros tratamentos. A minha expectativa é me conhecer melhor e superar os meus defeitos rumo à perfeição. Engraçado pensar agora como essa sensação de estar perdida me levou a buscar esse caminho, e eu me pergunto se esse já não era o plano.

Sobre as três palestras que assisti, foram duas horas para ouvir o que já sabia e conhecer novas informações, nada que eu nunca tenha ouvido, mas colocado de forma diferente.

"Como é difícil mudar, como somos teimosos e orgulhos para nos transformar. A verdade é o silêncio. "
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Saiu essa semana o resultado da prova da UERJ, de uns 3000 aprovados, fiquei em 405º. lugar com os meus 95 pontos. O primeiro e o segundo lugar fizeram 117 pontos. São 18 vagas. Fiquei satisfeita com a aprovação, pelo menos, e com a pontuação. O 18º fez 109,5, até que não fiquei assim tão longe. Se eu tivesse acertado mais 5 questões pulava mais de 200 posições. Jony ficou em 52º. com 105,5 pontos.

E a confusão da CEF continua, parece que terei que fazer a prova novamente.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

CEF/2010

Domingo foi um dia cansativo, mas divertido. Passei a tarde com uma família adorável que fez a gentileza de me dar carona até Campo Grande para fazer a prova da Caixa Econômica Federal. Pra variar fiquei com vontade de ir ao banheiro antes mesmo de atingirmos metade do caminho, o que contribuiu um pouco para um certo desespero. Foi uma senhora viagem! Saímos 12h30 e chegamos lá 14h15, depois de chuva, engarrafamentos e pistas mal conservadas.

A prova terminou 18h15 e encontramos outro engarrafamento para sair de Campo Grande. A volta foi mais descontraída e nos conhecemos melhor, eu gostei mesmo da companhia. Chegamos nos Rio 20h30 e 21h eu estava em casa, ainda fizeram esse agrado de me deixar na porta de casa. E eu estava reclamando de não fazer prova na Veiga, perto de casa, isso até eu saber da confusão que foi por aqui; o Leo, que ia fazer pra TI, ficou sem fazer prova.

A prova

Comecei com português, pulei matemática e fui direto para a parte específica. Fiquei meio desconcertada porque caiu até bastante coisa que não chegamos a ver no curso, e eu lembro de pensar: “é, não foi dessa vez”, mas tentei me virar com os conceitos que aprendi. Três horas de prova foi muito pouco, e ainda não podíamos usar relógio, ficávamos sem noção de tempo, faltando 1h eu ainda não tinha nem visto matemática.

À primeira vista, nenhuma era fácil e rápido de resolver, e eu nervosa com o tempo, com o braço direito tremendo de frio e nervoso, não sabia bem por onde começar. Uma ou duas eu “fiz” e o resto tive que chutar, não tinha mais tempo pra perder ali.

Faltando 45 minutos comecei a passar pro cartão-resposta e já marquei errado as duas primeiras, na presa não vi que as primeiras estavam na outra página, perdi dois pontos ganhos de português e pensei comigo novamente, “é, realmente não foi dessa vez”. Todavia, acho que fiz uma boa prova, pelo menos consegui ler a prova toda e responder com “calma”, não foi que nem a prova do BACEN.

E, felizmente, sem crise pós-prova.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das mães na vovó

Fomos hoje na vovó, e demos boas risadas. Apesar de ela estar um pouco letárgica, conseguimos fazê-la falar um pouco, lembrar de fatos passados, como quando a família dela veio da Amazônia pra Niterói e depois pro Rio, e mostrou que ainda consegue distinguir tiradas cômicas.

Estávamos cercados de velhinhos e cada um nos divertiu à sua maneira. Fomos acolhidos por uma senhora: “Espero que tenham gostado da visita, voltem sempre”, que dizia isso enquanto era levada para jantar no andar de baixo. O senhor Fernando, após ter acordado de sua soneca na cadeira, mostrou-se muito satisfeito em nos ver: “Olha, veio a família toda, quanta gente!”

Um outro senhor falava alto, sem parar, até agora não sabemos se gritava “bolo,bolo...” ou “fome, fome...” e quando foi colocado à mesa ainda começou a bater com a colher na fórmica, poupando sua voz, mas sem deixar de se fazer ouvir.

Ainda fui abordada por outra senhora: “Você tem um biscoito?”, sendo imediatamente repreedida pela senhora ao seu lado: “Mas que falta de educação, ficar pedindo biscoito! Eu vou te dar é uns tapas pra você aprender” ao que ela retrucou: “Eu estou quieta aqui do meu lado, respeitando você e você diz que vai me dar uns tapas?” e virou pra mim novamente: “Você tem um biscoito? Eu estou com fome.”

Tudo isso com música de fundo, uma senhora cantarolava um “Ai-ai-ai” pausado e cons-tan-te.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Aflição

Eu estou meio travada. Eu tinha que revisar a matéria pra domingo, mas sabe quando você tem a sensação de que mais nada cabe? Meu cérebro está inchado de informações desde o início da semana. Estou há três dias me forçando a enfurnar mais coisas nas minhas gavetas; não sei ao certo até que ponto ainda adianta insistir. Ainda bem que o esgotamento veio só no final, esse é o lado bom. Eu fico me perguntando se estou dando o meu máximo, porque conheço pessoas que fazem além do que eu consigo, todavia, também conheço pessoas que fazem bem menos. Só espero que o esforço seja suficiente. Espero não ter outra crise pós-prova.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Por que gritar?! O.o

Tem gente que só consegue se impôr no grito. Coitado dele e do meu ouvido.

sábado, 1 de maio de 2010

Casa da Ciência – Pão e Rosas (2000)

Faz dois meses que não escrevo um texto mais extenso; com o fim da faculdade, começo a sentir a dificuldade de manter minhas engrenagens funcionando. Isso me assusta um pouco. Mas vamos ao filme e à palestra de hoje.

O professor de sociologia da UFRJ, José Ricardo Ramalho, começou sua fala nos levando à greve, que deu origem ao “1º. de maio”, em 1886, em que se buscava reduzir a hora de trabalho de 13hs para 8hs. Curiosamente, no filme “Pão e Rosas” de Ken Loach, em pleno anos 2000, os emigrantes trabalhavam 16hs. Ficando, assim, claro, como não aprendemos com o passado, como as conquistas se perdem no tempo.

Os filmes de Loach têm esse cunho trabalhista, tendo o José Ricardo, citado alguns deles que tinham essas causas como mote. O Estado mínimo assim como o neoliberalismo, e o capitalismo são criticados, e é discutido a precarização do trabalho e o aumento da insegurança, presente nas relações de trabalho hoje.

Com “Pão e Rosas”, Loach mostra-se favorável ao sindicalismo, no entanto critica a sua burocratização. Há críticas também ao sindicalismo da classe média, que luta contra uma realidade que é alheia à sua. Em vários níves, Loach traz a solidadeda à tona, dando um destaque à instituição familiar na luta trabalhista.

Como marca do diretor, o professor nos informou que Loach costuma dirigir os seus atores sem dizer-lhes os detalhes do roteiro, buscando assim, uma resposta mais espontânea dos atores e, consequentemente, da cena, como foi o caso da cena mais pesada do filme, quando a Maya confronta sua irmã, Rosa.

A fita procura mostrar ainda que apesar de sofrer, as pessoas ainda têm a possibilidade, mesmo que pequena, de resistir a ações avasaladoras do capitalismo, como colocou o José Ricardo, que leu uma resposta do diretor sobre a indagação do poder de transformação dos filmes. Este torcia para que o espectador saísse de seus filmes com um sentimento de dúvida e inquietação, o que seria o mínimo a se esperar (com adaptações).

A discussão me fez lembrar da minha aula de sexta-feira, quando o professor Marcos Barbosa, nos proferiu a seguinte frase, que estaria na constituição, “entre o fraco e o forte a liberdade excraviza e a lei liberta”.
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Próxima sessão do cineclube da Casa da Ciência: 05 de JUNHO com o filme OS OLHOS SEM ROSTO (1960) do GEORGES FRANJU e a palestrante PAULA SIBÍLIA (que foi minha professora na UFF!).