segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Com os pés no chão

Eu me sinto super bem de ter construído e escrito muitos dos meus textos ao longo desse ano, já um caminho que eu venho construindo e tenho muito orgulho.

Muitas vezes eu me recordo de já ter escrito sobre um assunto e venho remexer meus textos, relembrando o meu Eu, até mesmo para mudar se for o caso. Tem uns que eu nem sei como escrevi, e eu fico surpresa de ter conseguido dar tal coerência ao que penso. Tanto que às vezes eu começo a me achar importante e isso não é legal, porque eu me distancio das pessoas. Não que eu me ache melhor, mas eu sinto ter algo concreto pra todos verem, e eu vou me colocando em um pedestal.

Hoje meu professor me fez o favor de me tirar de lá. Ele disse que ficou desapontado com o meu último trabalho e elogiou o de uma colega; eu pedi para ver e realmente estava ótimo. Existem pessoas melhores que eu! Eu fiquei feliz. E mesmo assim ele continuou me chamando primeiro para falar. Será que é porque eu nunca faltei nenhuma aula dele?

sábado, 8 de novembro de 2008

Fora ou dentro do sistema?

Você é contra o sistema em que vive? Despreza o capitalismo? Acredita que devíamos acabar com o dinheiro e viver em comunidades? Calma! Não seja assim radical. O que acontece é que não adianta o quanto você odeie ter que pagar mais de R$100,00 em um tênis. O capitalismo vingou porque ele é o reflexo da maioria das pessoas que vivem na Terra. Claro que existe a manipulação em tudo, mas se todos tivessem menos cobiça o socialismo funcionaria muito bem.

Certo. Eu não sou nenhuma entendida em economia, ou política social, mas eu sei que dizem por aí que nesse sistema existe lugar pra todo mundo: aqueles que são explorados, aqueles com algum poder aquisitivo e os exploradores, sem um desses três a roda emperra. Então porque os exploradores iriam querer acabar com a sua mão de obra barata, acabando com a fome, a miséria, dos países que eles exploram? Não faz sentido nessa lógica. Por isso acho uma ingenuidade quando alguns escritores disseram-se surpresos quando apareceu dinheiro de tudo quanto é lugar para salvar a economia e para salvar pessoas que estão morrendo de fome, quem tem dinheiro não mexe nem um pouco no bolso.

Nascemos nessa lógica e dificilmente conseguimos imaginar outra forma de ter a economia. O conceito super recente da responsabilidade social aponta para uma esperança de que as grandes empresas façam algo pela sociedade, mas isso só depois de ter o seu lucro garantido, porque em época de crise essa é a primeira frente a ser cortada, não tenha dúvidas. Dificilmente empresários ficam satisfeitos com um mínimo, eles querem sempre mais.

Eu faço minha parte de resistência, me perguntando se o que estou comprando é necessidade ou não. Não é a toa que eu tenho só quatro calçados: um tênis, duas sandálias e uma bota. Na verdade são cinco, esqueci dos chinelos =PP

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Complexos

Você acreditaria se eu dissesse que não conecto profundamente com ninguém porque sou uma super heroína, com poderes, que luta contra o mal, a favor dos fracos e oprimidos e que anda por aí disfarçada de pequena garota? Não? Foi o que pensei. Pois é verdade...dentro da minha cabeça...e na teoria.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Minha voz

Hoje foi um dia mágico. De uma hora para outra eu percebi a minha voz no mundo, eu percebi a força de minhas palavras e a liberdade que tenho para escrever aqui no blog o que eu quiser. Percebi um mundo de outras coisas hoje e voltando de Niterói de ônibus às 21h, parecia uma autista tentando escrever para não esquecer, mexendo meus dedos na altura da minha testa, em busca de articular uma coerência ao meu discurso, uma cena no mínimo patética.

O assunto discutido hoje em sala de aula foi o manifesto do Glauber Rocha “Uma Estética da Fome” e lá pelas tantas nosso sindicalista levantou a discussão de que ele não esperava que um filme mudasse qualquer pessoa. Em sua defesa, a professora argumentou que na década de 60, quando o Cinema Novo desenrolava com o lema “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, eles acreditavam sim que um filme pudesse ser revolucionário. Obviamente isso não foi pra frente, a ditadura matou todos aqueles que iriam mudar o país e hoje no mundo contemporâneo esse discurso parece um tanto antiquado, palavras essas da professora. E era essa questão que ela gostaria de trazer para nós, o que nos parece puro entretenimento, poderia ter uma força que o Cinema Novo acreditava poder existir, e algumas décadas depois, ninguém mais fala disso, de uma forma muito rápida, deixamos de ter futuro, como ela mesma apontou.

E agora eu só queria terminar concluindo que “o livro não muda o mundo, o livro muda o homem que muda o mundo”. E não se lê mais. Se era pelo livro que mudaríamos o mundo, não é pelo filme que isso vai se dar, até porque já existe um acordo prévio com os telespectadores, que vão ao cinema por lazer e não para pensar.

Eu credito toda essa minha viagem para um filme que fui ver hoje, não era nenhum filme cabeça, era uma comédia familiar, uma graça de filme, sem apelos e sem forçar a barra. Só que o filme serviu de objeto de análise, e quando eu terminei de ver, percebi que estava encantada, pelos termos de Jaguaribe. E você me pergunta o que proporcionou toda essa reflexão? Foi o meio acadêmico, partiu de mim e não do filme. Anotei muitas informações mais sobre a aula e poderia ficar aqui divagando sobre fatos chocantes que a Paula dividiu conosco, mas fico por aqui, porque ainda tenho que digerir o resto. E ainda tenho mais o que escrever sobre hoje, esperem por mais.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Receita para escrever qualquer texto

Por favor, me acompanhem. Sabe quando você tem um trabalho pra escrever que você sabe que exigirá uma enorme atenção sua para articular diversas idéias, muito a ser dito e muito a ser organizado e argumentado. Não sabe? Pois é um pouco desesperador, essa fase antes de começar a escrever mesmo, dá um frio na barriga, porque você não tem certeza por onde começar e o pior a se fazer é adiar. O que se deve fazer é sentar e traçar um plano de ação. E eu tenho a solução para os seus problemas!

O que eu faço é dividir meus dias e horários com antecedência e determinar pequenas tarefas até me sentir preparada pra escrever. Eu tenho que redigir uma reflexão sobre a teoria da argumentação, sobre as aulas todas que tive em no mínimo três páginas e no máximo dez, aplicando o que foi visto em sala, tudo isso pra daqui a duas semanas. Eu já decidi que dedicarei meus dois fins de semana para isso, e quatro dias é bastante coisa. Eu tenho tempo para tentar algumas abordagens e escolher a melhor forma de análise. A minha idéia é começar pegando anotações e os resumos, passar por tudo, levantar questões e acaba que o que eu tenho a dizer vai se construindo, às vezes sem eu perceber. O importante é definir as questões básicas a serem respondidas e depois os assuntos periféricos, as ramificações.

Mesmo eu sentindo uma certa pressão, um estresse antes de começar realmente, escrever e organizar meu pensamento é a coisa que me dá mais prazer. Não é a toa que eu mantenho o blog atualizado, com os meus questionamentos alinhados e prontos para serem degustados.

Ter a sensação de que aprendi o suficiente para desenvolver um texto não tem preço.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vamos meditar?

Desde que eu terminei de ler o livro do Brain Weiss, sempre que lembro, eu tento meditar, aquela meditação oriental de tentar não pensar em nada. Ele diz que quando conseguimos, sentimos uma paz interior, alegria, o que eu acho que já consigo mesmo sem tentar...quando fico feliz só de andar pela rua, observar a natureza. Eu não busco isso com a meditação, apesar de ser um bônus interessante. O que eu quero mesmo é buscar um contato interior, tentar descobrir dentro de mim as minhas provas e o que eu tenho que superar nessa vida.

Com um pouco de vergonha, eu confesso que procuro vivenciar minhas vidas passadas, assunto presente no livro que li. O autor diz que através da meditação entramos em um transe hipnótico, que nada mais é do que atenção concentrada e consciente. Na experiência dele, ele disse ter tido seus “insights” depois de três meses meditando, porque afinal, é algo que leva tempo e deve ser feito todos os dias, é preciso perseverança. E eu estou nessa, quando lembro, eu tento me concentrar.

E esses “insights” que eu busco, é qualquer coisa que indique o meu próximo passo, uma inspiração de como superar meus inúmeros complexos, a melhor forma de lidar com os problemas, como ajudar quem precisa. Eu não sei por que eu tenho a forte sensação de que se eu soubesse o por que de eu me encontrar nessa situação de evolução de espírito seria mais fácil de mudar o que eu tivesse que mudar, coerente com a minha mania de racionalizar tudo. Talvez eu tenha que agir mais por instinto e menos pela razão. Talvez essa seja minha grande lição, o que não acredito nem um pouco. Por isso essa minha necessidade de ver pra crer.
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Fiz o resto dos backups usando o kurumin, ainda bem que meu pai é inteligente =D Afinal não era hardware porque senão não teríamos conseguido ligar o computador pelo Linux, não saberemos ao certo o que foi, mas todos já consideram que minha compulsão por downloads seja a culpada.

Ouvindo agora Miley Cyrus – Blackout, popzinho que gruda na cabeça =PP

sábado, 1 de novembro de 2008

Agora nem “modo de segurança”

A situação não é boa. Ontem fui dormir e desliguei o computador normalmente, e depois de uma boa noite de sono, meu computador temperamental resolveu não ligar! O sistema operacional simplesmente não entra! Conseguimos fazê-lo funcionar em “modo de segurança”, menos mal, fiz back-up de algumas coisas e contava de fazer o resto mais tarde. Só que agora nada! Nem em “modo de segurança”! Fica lá com a tela preta e um traço piscando =’( Meu pai diz que indica mais ainda que seja um problema de hardware...e pior...ele lembrou que o meu disco é SATA(ou melhor Satã?!) e que ele não roda em nenhum outro computador aqui em casa, porque íamos passar os dados mais importantes pro disco dele pela rede, pelo “modo de segurança”. E agora?!?!?! Lá vem o desespero!!!

Será que o professor vai acreditar que eu não pude terminar o meu trabalho por causa disso? Afffffffffffffff!