segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uau

“Em novembro de 1974, aos vinte e três anos, iniciando-se no jornalismo, José Castello enviou um conto para Clarice Lispector e recebeu uma resposta sucinta e direta: 'Com medo ninguém consegue escrever ...'.”

Uau, até as frases mais banais da Clarice são cheias de vida!
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Vai dar tudo certo.
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Nikita é super esperta; ela estava com dois laçinhos depois do banho e conseguiu tirar um. Quando a Diana perguntou onde ele estava, ela foi buscar o.O
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“O impossível não existe, o que existe é a nossa incapacidade presente para atingir o que se pretende.” - Palestra 41, Caminho da Renovação.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Renovar

Muito recentemente, ontem, deparei-me com uma bifurcação – fechar-me ou continuar aberta para a vida. Considerei a primeira opção como um reflexo e vivenciei o que seria a vida sem cor e movimento. Detestei. Reagrupei no pensamento o que significava estar aberta e como eu poderia levar isso adiante, assim como as consequências de tal decisão. A mente é incrível, ao juntar conceitos e experiências e extrair conclusões e resoluções. A poderação não durou mais que cinco minutos, a escolha e seus efeitos reverberarão pela eternidade. É preciso aprender sobre o equilíbrio, sobre a compreensão, sobre amar sem esperar nada em troca. A vida me ajuda a montar novas formas de ser, com um texto aqui, uma palestra ali; tudo em prol do crescimento.
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“A esperança – espera do futuro, ou permanência do passado –, ao matar o presente, elimina a vida.”

CASTELLO, José. A poeta do presente. In: Prosa e Verso, O Globo, 16 de fevereiro de 2013.
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Será que agora consigo voltar a escrever?!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Rest in peace

I died
So many years ago
But you can make me feel
Like it isn't so
And why you come to be with me
I think I finally know
mmm-mmm

You're scared
Ashamed of what you feel
And you can't tell the ones you love
You know they couldn't deal
Whisper in a dead man's ear
It doesn't make it real
That's great

But I don't wanna play
'Cause being with you touches me
More than I can say
And since I’m only dead to you
I’m saying stay away and
Let me rest in peace

Let me rest in peace
Let me get some sleep
Let me take my love and bury it
In a hole 6-foot deep
I can lay my body down
But I can't find my, sweet release
So let me rest in peace

You know,
You got a willing slave
And You just love to play the thought
That you might misbehave
But Till you do,
I'm telling you
Stop visiting my grave
Let me rest in peace

I know I should go
But I follow you like a man possessed
There's a traitor here beneath my breast
And it hurts me more than you've ever guessed
If my heart could beat, it would break my chest
but I can see you're unimpressed
So leave me be and

Let me rest in peace
Let me get some sleep
Let me take my love and bury it
Im a hole 6-foot deep
I can lay my body down
But I can't find my sweet release
Let me rest in peace
Why won't you
Let me rest in peace?

Spike's song – Buffy the musical: Once more with feeling

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pronta para ir

Seu rosto estava quente...

Talvez fosse apenas impressão. A cada rajada de vento, fechava as mãos com força, na tentativa instintiva de segurar o calor, de aguentar o frio. Melhor seria se o movimento pudesse vir seguido de grito...um grito alto, seco, talvez chorasse quando o ar acabasse. Não se assuste ou tema por ela; apesar da dor nas costas, o grito seria apenas uma forma de expressar qualquer coisa esquecida dentro dela. Não lembrava exatamente de nada muito terrível que a assombrasse, pelo menos não conscientemente. Segurava o grito pelos outros que a cercavam na rua, não queria chamar a atenção ou parecer louca, ou pior, desesperada.

Depois da euforia vem o cansaço e um desânimo. O peso da vida real é tão real. O peso do dia a dia cheio, sem leveza, sem poesia; as mesmas pessoas, os mesmos problemas, os mesmos desejos frustrados. Aterrava-a o tanto que tinha que aprender em tão pouco tempo, e sem descuidar.

Sentia o seu rosto quente novamente, via pessoas que conhecia, mas que não a conheciam. Esperava não sabia o quê. Respirava cansada...poderia dormir sentada, poderia dormir por dias...minto, sua essência não permitiria.Respirar doía...precisava ver as suas costas...consertar o que o seu próprio corpo não conseguia curar. Precisava de um remédio para aquele cansaço.

Uns dias atrás tinha ouvido dizer que o amor não podia curar os desequilibrados; será que limites e disciplina curam?, ela se perguntava. Diziam que ela estava errada; ouvia o discurso, compreendia, mas não conseguia mudar de opinião. Quem não sabe se defender também tem culpa? Dias melhores viriam.

Levantou-se. Estava pronta para ir para casa.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Nova vida

Eu tenho me sentido-...Não consigo colocar em palavras. O espírito parece inchado. Ando como um fantasma, manipulam-me a fazer o que deveria, que não quero, mas faço porque deveria. Estou sem forças para resistir a qualquer argumento. O que você me disser está bom, está ótimo. Até as palavras que canso de escrever saem erradas, tenho que voltar e corrigí-las. Meus olhos, sinto-os inchados, mesmo não tendo chorado. O quarto gira. E de novo, o entorpecimento.
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Pode-se viver de acordo com o mundo que se enxerga ou com o que não se vê – sente. Escreveu as palavras cheias de vida no guardanapo. Leu, releu e limpou sua boca com elas.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Leiamos mais

“- Os homens são todos diferentes uns dos outros, Constantino Dmítrievitch. Uns só vivem para as necessidades, como por exemplo, o Kirílov, que só pensa na barriga. O tio Platon é um homem justo. Vive para a sua alma. Não se esquece de Deus.
- O que ele faz para não se esquecer de Deus? Como é que ele vive para a sua alma? - exclamou Liêvin quase num grito.
- É claro, vive como Deus manda, é justo. As pessoas não são todas iguais. Por exemplo, o patrão não é capaz de fazer mal a ninguém...
(…) Ao ouvir dizer que Platon vivia para a sua alma, segundo a verdade, como Deus manda, pensamentos vagos, mas significativos, acudiram-lhe à mente, em tropel, como se proviessem de algum ponto onde estivessem estado encerrados, e, tendendo todos para um mesmo fim, deram-lhe volta à cabeça, cegaram-no com a sua luz”(pág.327)

“'Que teria sido de mim, que teria sido de minha vida, se não fossem essas crenças, se não soubesse que é preciso viver para Deus e não para as minhas necessidades? Teria roubado, teria matado, teria mentido. Nenhuma das principais alegrias da minha vida teria podido existir para mim.' E por mais esforços mentais que fizesse, não conseguia ver-se a si próprio o ser bestial que teria sido, caso não soubesse para que vivia.

'Buscava resposta à minha pergunta. Mas o pensamento não me podia responder, pois o pensamento não pode medir-se com a pergunta. A própria vida se encarregou de me responder graças ao conhecimento do bem e do mal. E esse conenhcimento não o adquiri através de coisa alguma, foi-me outorgado, como a todos os demais, visto que o não pude encontrar em parte nenhuma.

'De onde o soube? Porventura foi através do raciocínio que eu cheguei à conclusão de que é preciso amar o próximo e não lhe fazer mal? Disseram-mo na infância e acreditei-o com alegria, pois trazia-o na alma. E que o o descobriu? A razão, não. A razão descobriu a luta pela existência e a lei, que exige que se eliminem todos quantos nos impedem de satisfazer os nossos desejos. Esta a dedução do raciocínio, que não pode descobrir que se deve amar o próximo, por amar o próximo não é razoável'” (pág.330)

TOLSTOÍ, Leon. Ana Karênina Vol.2. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Nada para o tempo

8/1/13

A vida continua acontecendo
Nada para o tempo

Os dias me escapam
As lições continuam ocorrendo, elas não estão se escondendo

Vejo cada vez mais claro
Para sentir confuso e claro novamente

Vou, assim, num indo e vindo
Como se a vida escrevesse na areia

E as ondas chegassem, apagando os rastros
Nada capturado

De tanto que tenho aprendido
Nem cabe em palavras