quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

You take a deep breath and *

“(...) Quem não tem cão caça com gato. Quem não tem gato caça sozinho. Quem não tem rua caça palavras. Quem não tem liberdade inventa a sua.” (pág.106)

“(...)‘Eu queria te encontrar, mas você não tem rosto... Eu queria dançar contigo, mas você não tem pernas. Você não tem pernas e dança descalça, é possível? Você deve ser louca. Você é louca porque você não existe. Eu queria pegar na tua mão e brincar com os teus dedos, mas a sua mão é cheia de tamanhos... Eu queria botar o teu rosto na palma da minha, esfregando a orelha com as minhas unhas, mas você não para quieta nem para descansar um tantinho... Ah, você não para. Você passa por mim e não para, e me deixa plantado com a miragem dos teus sapatos. Eu queria te pegar descalça, despida de tantas sandálias, pra botar seu pé no meu colo e coçar devagarinho o peito dele, apertando os dedões e os dedinhos... mas você não para de correr, de dançar, de pular, mas você não para! Eu queria te abraçar de leve amarfanhando nervoso a tua blusa, mas você não parece feita de pano, nem de carne e nem de osso. Eu queria mergulhar nesses cabelos até a cintura, cheirar o seu cangote até ficar doidinho, mas... eu conheço apenas a sombra dos seus cabelos.’ (pág.114)

BERNARDO, Gustavo. Pedro Pedra. Livraria Taurus Ed. - RJ, 1982.
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21/12/11: Não vejo a hora de respirar.
22/12/11: Respirando. <3
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* Fifteen – Taylor Swift

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

#surpresasde2011

> Rinite alérgica
> Caio Fernando Abreu
> Fibroma Ossificante Juvenil Trabecular
> A Idade da Razão
> Revectina
> Fran Lebowitz
> Erich Fromm
> E.M.
> 3 de setembro
> Cops & Robbers
> “Ela procura estimular o potencial de cada um”
> Um Lugar ao Sol
> Alexandre
> Concurso BB 2011/3

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pluri

“Não se pode consumir muito se se sentar tranquilamente e ficar lendo livros” (pág.74)

HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

Sou um peso morto para a sociedade de Huxley e para a atual.
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É com estranheza que reconheço que um mês sem a ansiedade de ver #castle me agrada.
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- Ceia de Natal. Sobremesa. Sugestão.
- Mãe, você esqueceu como se faz frases?
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Diana: Espera, Dona Ângela! Como diz o Seu Germano tudo tem um porquê!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quereres distantes

12/12/11

Naveguei mares por você.
Preocupei-me quando não o vi.
Fingi que era mentira.
Esperei ouvir sua voz, suas desculpas.
Queria ler o seu nome, falá-lo alto.
Até que aconteceu o que eu ansiava.
As palavras foram ditas rapidamente, como se lhe doessem.
Queria eu que aqueles segundos durassem o máximo possível.
Que se alonguem os instantes!
E quando acabou, eu sorria feliz, ainda aérea.
Apesar de saber que nada era certo.
Você lá e eu cá.
Além tantos mares.
Tantos portos que passamos e já pertenciam ao passado.
Tantas conversas que travamos sem o seu conhecimento.
O tanto que eu já lhe havia dito, sem resposta.
O encontro que nunca se daria porque andávamos em círculos.
Quem sabe se andássemos a esmo, nos esbarrássemos um dia?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Impraticável

Fico aqui pensando...que esses instantes de entorpecimento são para o meu próprio bem. Talvez sentir o tempo todo possa levar as pessoas à loucura. E quem quer ficar louco(a)? Eu não. Apenas observo a vida sem conseguir responder, sem conseguir me engajar ou mergulhar em qualquer mundo.
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“– Considerem suas vidas – disse Mustafá Mond. – Algum de vocês já encontrou um obstáculo intransponível?
A pergunta foi respondida por um silêncio negativo.
– Algum de vocês foi obrigado a passar um longo espaço de tempo entre a consciência de um desejo e sua satisfação?
– Bem – começou um dos rapazes, e hesitou.
– Fale – disse o D.I.C. Não faça Sua Fordência esperar.
– Uma vez tive que esperar cerca de quatro semanas até que uma garota que eu desejava me permitisse possuí-la.
– E você sentiu uma emoção forte por isso?
– Horrível!
– Horrível; precisamente – disse o Dirigente. – Nossos antepassados eram tão estúpidos e de visão tão limitada que, quando os primeiro reformadores surgiram e propuseram libertá-los dessas horríveis emoções, não quiseram tomar qualquer compromisso com eles.”(pág.69)

HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Love? Where?

Eu sei como é ser escrava da paixão. Eu sei como é sentir-se feliz num momento e egoísta logo em seguida. Angustiante não poder salvar o outro com o amor porque ele se extingue, a vontade que não chega nem perto de ser amor, a vontade que frustra o outro e a mim também. Como cultivar o que não se tem? Como fazer brotar aquilo que passou por nós e foi embora?
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“Se a Clarissa que põe defeito em tudo recomendou, essa peça deve ser boa mesmo!” (meu tio sobre a peça Não me diga Adeus, no CCBB RJ até janeiro)
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Nosso Lar virou Astral City. Doidera.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cães e homens

19. – O homem que só pelo instinto agisse constantemente poderia ser muito bom, mas conservaria adormecida a sua inteligência. Seria qual criança que não deixasse as andadeiras e não soubesse utilizar-se de seus membros. Aquele que não domina as suas paixões pode ser muito inteligente, porém, ao mesmo tempo, muito mau. O instinto se aniquila por si mesmo; as paixões somente pelo esforço da vontade podem domar-se. (pág.80)

24. – Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, em os quais a inteligência ainda não substituiu o instinto, a luta não pode ter por móvel senão a satisfação de uma necessidade material. Ora, uma das mais imperiosas dessas necessidades é a da alimentação. Eles, pois, lutam unicamente para viver, isto é, para fazer ou defender uma presa, visto que nenhum móvel mais elevado os poderia estimular. É nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia a vida.

No homem, há um período de transição em que ele mal se distingue do bruto. Nas primeiras idades, domina o instinto animal e a luta ainda tem por móvel a satisfação das necessidades materiais. Mais tarde, contrabalançam-se o instinto animal e o sentimento moral; luta então o homem, não mais para se alimentar, porém, para satisfazer à sua ambição, ao seu orgulho, à necessidade, que experimenta, de dominar. Para isso, ainda lhe é preciso destruir. Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve-se a sensibilidade, diminui a necessidade de destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. O homem ganha horror ao sangue.

Contudo, a luta é sempre necessária ao desenvolvimento do Espírito, pois, mesmo chegando a esse ponto, que parece culminante, ele ainda está longe de ser perfeito. Só à custa de muita atividade adquire conhecimento, experiência e se despoja dos últimos vestígios da animalidade. Mas, nessa ocasião, a luta, de sangüenta e brutal que era, se torna puramente intelectual. O homem luta contra as dificuldades, não mais contra os seus semelhantes. (pág.83)

KARDEC, Allan. A Gênese. FEB, 1973.
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A ansiedade da separação