segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Crias

Fazia um sol adorável do lado de fora, sentimento que talvez nunca tivesse vivenciado antes. Ela abriu as janelas, respirou o ar fresco, devolvido pela mata que ali crescia. Como é maravilhoso estar viva!, pensou.

Os dias a partir de então eram amenos e belos, permitindo que as janelas ficassem abertas dia e noite. Até aquele dia que as nuvens chegaram carregadas, vinham devagar com o vento gelado.

Antes que os pingos começassem a cair, ela teve que fechar o que aberto estava, primeiro o lado direito e, antes de fechar o esquerdo, contemplou por alguns minutos, tentando guardar consigo aquela paisagem que tanto a elevava e inspirava. Ela não sabia por quanto tempo as janelas teriam que ficar fechadas, isso não dependia dela; o tempo, lá fora, ditaria a chuva, o sol ou o arco-íris.
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You shall use few words
To fill little space
Is there room for advice?
Jumping the gun can
Sometimes be healthy

sábado, 31 de dezembro de 2011

Posso me entocar?

De tempos em tempos, eu tenho que me lembrar que não depende só de mim e que faço o melhor que posso. *matando a ansiedade*
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Atinjo uma visão analítica, como se pairasse no ar. Peso defeitos e virtudes e a balança dos defeitos pesa mais. Percebo que não basta uma boa liderança, as más tendências sempre aparecem. Um terceiro pouco pode fazer. O trabalho árduo é do próprio indivíduo que nem percebe a lama que carrega consigo, sujando onde toca. Triste quadro. Triste realidade de quem gostamos.
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Minha própria lama pesa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Correr o mundo

Observo os números no relógio, hipnotizada. Olho fixamente como se ali estivesse alguma resposta, mas não há nada, apenas números. São 17 horas, os algarismos acabaram de mudar. Talvez os números contenham respostas sim, eu que não consigo enxergar. O tempo sempre avança, assim como as horas. As horas são o tempo, e nunca retrocedem...imagina se pudéssemos escolher reviver o passado, talvez escolhêssemos viver o passado continuamente e não andaríamos para frente. Tenho fome de mundo, quero caminhar pra frente, mas querer não é poder, existem obstáculos. Racionalmente entendo, mas não sinto o que raciocino. Faltam instrumentos, falta sentir o caminho que percorro. Antes era difícil estar aberta, ser diferente a cada segundo, hoje, estagno e já não sei ser estagnada. Tenho fome de fluir, correr o mundo.
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Com mais frequência, sei exatamente do que os personagens de livros e filmes falam, porque eu sinto. Uma lembrança de já ter estado naquela situação, de ter sentido aquelas emoções, chego a completar o pensamento do outro, concluo juntamente, e sinto-me unida com algo, vivida, torno-me una.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Amigo Oculto?

Aqui em casa nós temos que nos esforçar muito para ganhar nossos presentes. Depois de muitos anos fazendo o amigo oculto de forma tradicional, fomos modificando para tornar mais divertido.

Por alguns anos, passamos a camuflar os presentes, que eram colocados dentro de um grande saco, a pessoa tirava um, se fosse o seu, ótimo! Caso contrário, hora de pagar a prenda! Com o tempo fomos incrementando a atividade com mímicas, e as camuflagens foram ficando cada vez mais elaboradas.

Neste ano, chegamos à conclusão que dois sacos são necessários, um para cada parte da família, meu pai não agüentava mais tirar presentes do saco que pertenciam à nossa parte da família e não da outra. Rs

Mas engraçado mesmo é a bagunça! Tirávamos um papel e podíamos apenas falar uma palavra que lembrasse a personalidade/personagem. Quando falaram “barbudo”, ninguém pensou no Papai Noel, três pessoas gritaram ao mesmo tempo “Lula!”, forçando duas pessoas a ceder a vez.

As meninas começaram falando “jogador de futebol” e depois não tinham certeza se era ou não, resolvemos tirar outro papel, mais pra frente descobrimos que era o “Zagallo”, mas nunca acertaríamos assim. Eu acertei quando a Nat falou “engolir”! rs

A melhor da noite foi da tia, “trabalha muito”! Mas isso é muito amplo! As meninas resolveram ajudar “Jornal Nacional”, duas palavras, por sinal, aí que acertamos o William Bonner (ele já tinha sido mencionado uns minutos antes, em outra situação)! E a Simone, “ele trabalha muito? Faz o jornal em algumas horas, eu que trabalho 10 horas, trabalho muito”, e a tia comprou a “briga”. “Ele vai cedo pro jornal, trabalha o dia inteiro!” rs E meu tio, “Dona Maria, como você sabe tanto sobre a vida do William Bonner? Assim eu vou ficar preocupado!” Muito bom!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Votos

Muros a baixo? [2] *more or less*
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Tiago: a Clarissa é tão desanimada. *sujo falando do mal lavado* xD
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Porque o Natal não é só ganhar presentes, desejo aos leitores do blog, amigos e outros que esta noite com suas famílias seja agradável, amorosa e tranqüila, com aquela sensação de que existe esperança, de que estamos protegidos e acolhidos.