terça-feira, 19 de outubro de 2010

Instantes

Feliz por ter levantado hoje, por ter saído da cama mesmo com o tempo propício para dormir. Sabe o que isso significa? Ainda existe uma vontade que me guia, algo pelo que eu acredito valer a pena levantar. Fico feliz também por conseguir ser tocada pela palavra, pela poesia que experimento, pelo o que é escrito e, principalmente, pelo o que não é dito. Eu não quero me iludir, enquanto alguns só conseguem viver se enganando, eu me regozijo quando consigo desconstruir velhos valores engessados. Somos melhores do que isso, ou pelo menos podemos ser, é a possibilidade que coloca um sorriso no meu rosto.

Texto expurgado ao som de Sara Bareilles [Little Voice].
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Gib: I won´t forget this.
Alison: Yeah, you will, but I´ll remind you.

[The Sure Thing (1985)]

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Trois Couleur: Rouge (1994) *****

Eu queria ter encontrado os diálogos em francês, na falta, vai em inglês mesmo, apesar de as palavras perderem a força e a beleza do que seria na língua original.

Stay a minute.
Why?
The light is beautiful.
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Will you sit down for a moment?
Will you smile for me?
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Have you ever loved?
Yesterday l dreamt...I dreamt of you.
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You knew the invitation came from me?
I'd hoped so.
Did you look for me?
During the entire show.
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I feel something important is happening around me.
And it scares me.
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Maybe I never met the woman...
Maybe you're the woman I never met.

domingo, 17 de outubro de 2010

As Cariocas: Clarissa, a atormentada da Tijuca

Haha! Nem preciso dizer o quanto essa personagem me parece uma brincadeira do destino. Logo a primeira na foto abaixo.

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Disconnected

She had opened a door. The path was dark and scary, and she was sure, in the beginning, she was sure she was strong enough. She was strong to fight anything that could come her way. That´s what she thought in the beginning. Now she wasn´t so sure anymore. She felt fragile. She could really use some help from…anyone! She could not fight demons alone. She needed someone, someone she didn´t know…yet. And she was afraid she would never.

sábado, 16 de outubro de 2010

Poetry

Exorcism
15/10/10

The mystery is beneath me
I can feel it
Hidding away
In the corners of my being

I can taste it
It´s bitter
And it makes me nauseous
Bouncing up and down
Laughing at me

It looks like a shadow
Too fast
Too fast
Too fast to catch

Sometimes it just desappears for a while
And it comes back, out of the blue
And it pulls me down
Down to the ground

It makes my face twist
And my teeth-
They feel like falling
And I have to throw it away somehow

Throwing it away
Throwing it away
It away
It away
Away
A-way

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Convença-me

Ouço passos no andar de cima e, incompreensivelmente, sinto um aperto no coração. Temo pelo desconhecido, temo pelo que está por vir, mesmo que seja o nada. Minha mente cria os monstros que me assombram, quando a realidade pode nem ser assustadora. Penso no pior, quando deveria pensar em coisas boas, prender a atenção no lado positivo e otimista das pessoas. Exercício diário para me libertar, necessário nos momentos de ócio, quando a imaginação voa mais alto, e não necessariamente um bom voo. Atenção. Let it be.
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“Às vezes tenho a impressão de que meu destino é apenas ter um pensamento que ainda não tive. Anseio por esse acontecimento, sim, mas ao mesmo tempo tenho feito tudo para adiá-lo, não sei como lhe explicar. Eu até tenho saudade deste tempo de agora, em que vivo sem ele – pois me habituei a um modo em que pelo menos cada coisa está, bem ou mal, num lugar. Várias vezes senti que se eu deixasse, mas realmente deixasse o acontecimento se aproximaria. Mas como tenho medo, evito. (...) Eu não sei sequer que acontecimento era, porque quase antes de senti-lo, eu já o reconhecia – e sem mesmo me dar o tempo de saber-lhe o nome, eu por assim dizer já tinha caído de joelho diante dele, como uma escrava.”

LISPECTOR, Clarice. A maçã no escuro. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978 (5ª. edição).

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Entendendo

Uma brincadeira de palavras, que soltas nada significam, mas cheias de intenção, irritam e ferem. A melhor resposta para o orgulho ferido é o silêncio. E o perdão. Não só para com o outro, mas para consigo mesmo. A dificuldade está no pensamento ser mais rápido no lado bom do que no lado ruim; saber como agir é diferente de agir de acordo com o que se pensa. Enquanto meu lado bom avança a passos largos, meu lado ruim pesa, se faz de preguiçoso e desentendido, tornando a tarefa de convencimento um trabalho difícil, quase impossível às vezes.
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“Ela o encarou perplexa, afrontada. O homem, satisfeito consigo mesmo, olhou-a sorrindo com descaramento. Mas qualquer coisa no rosto da mulher fez com que ele pestanejasse numa sensação de desconforto. Como viciados que se reconhecem, ele acabara de ver nela ele próprio. O que foi desagradável. Nela havia aquela coisa que também nele existia, e que ele só não acusou porque nele próprio também doía e porque, quem a tinha, disso sofria. Martim desviou os olhos”.


LISPECTOR, Clarice. A maçã no escuro. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978 (5ª. edição).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ânimo!

Difícil desejar o bem ao outro quando se está triste. Mas é preciso tentar e insistir.
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Piada de pontinho:
O que são 4 pontinhos brancos na garganta?
Pus!
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Dez passos separam o feliz do infeliz.