quarta-feira, 16 de abril de 2008

Goteira sem chuva e Machado

O que esses dois itens tem a ver um com outro??? Isso não é piada do tipo quantos anões são necessários para trocar uma lâmpada rs Eles têm em comum estarem aqui no post =PP

Com a obra lá em cima e com a chuva de ontem, estou com uma goteira incessante aqui no quarto, água pingando é pior que barulho de obra!!! Affff! Toda hora eu olho achando que está chovendo, mas é só a goteira.
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Não, eu não vou me matar com um machado por causa da goteira! rs

Gostaria de divulgar aqui uma notícia que li no jornal sobre a encenação das peças de teatro escritas por Machado de Assis. É de graça com distribuição de senhas na ABL. As peças acontecerão nas duas últimas quarta-feiras do mês até o fim do ano em comemoração aos 100 anos de morte do autor. Outros eventos também estão programados para acontecer envolvendo o criador de Bentinho e Capitu.

Para saber mais, acessem o sítio da ABL: http://www.academia.org.br/

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Como ler reportagens da Veja

E outras revistas também. Tem gente que não pode nem ouvir falar da revista Veja (né, Michelli?!), que já desacredita antes mesmo de ler, pelo simples motivo dela ser tida como a revista que distorce e manipula os fatos.

Peraí, não vai embora não!!!

Pode deixar que eu não vou ficar defendendo ela. Qualquer coisa que se leia, tanto na Veja quanto em qualquer outro meio de comunicação, deve ser encarada como uma informação parcial. Acabei de ler uma matéria intitulada “Fogueira ideológica”, em que eles criticam as ações de professores do sindicato que queimaram os livros mandados pelo MEC.

Parece que o motivo foi uma mudança no currículo escolar e na forma como serão cobradas dos professores as matérias dadas. Eu sempre fui muito crítica com a educação, porque eu sei que os professores de escola pública, muitos deles não são instruídos seriamente e acabam por deixar muito a desejar no quesito sobre as formas de ensinar e realmente dar aula.

É apontado na reportagem também que essa atitude seria pura politicagem e pode realmente ser verdade, porque também o que eu já ouvi de professores que enfrentam esses problemas nas escolas não está no gibi, mas enfim.

Eu também sei que existem professores que lutam pelo ensino, já vi mobilizações no centro da cidade...agora o que você deve se perguntar é que mudanças são essas no currículo?

Por que eu tenho o maior medo quando o Estado toma essas atitudes, pois historicamente isso só tem se mostrado como algo negativo, piorando a educação do país. Como então você consegue alguma informação mais factual?

Procurando oras! Perguntando para os professores, opiniões de conhecidos, discussões na Internet, sites oficiais do governo, boletins, o diário oficial, sei lá, se vira! Assim você pode ter uma noção das várias faces do poliedro.

domingo, 13 de abril de 2008

Poema Sujo de Ferreira Gullar

O professor mandou nós fazermos uma resenha crítica sobre o Poema Sujo. Mas como fazer uma resenha de algo que você não tem base nenhuma para escrever e sem saber como aplicar as noções de ética e estética?

Resultado: Sai algo superficial, que você não tem a mínima idéia se atingiu algum objetivo, cheio de corte e colagem do discurso de outros porque você não sabe nada sobre Ferreira Gullar, ou poesia ou a época em que foi escrito o poema. As referências são algo longe da sua realidade, que muitas vezes não significam nada pra você, até porque o poema foi escrito por alguém com uma bagagem cultural enorme, que não é nem um décimo da que você tem aos 20 anos de idade.

Esse tipo de trabalho serve só para abrir seus horizontes, saber mais sobre o autor, alguém importante para o Brasil e o mundo de certa forma. Transcrevo aqui o primeiro parágrafo da minha resenha, no qual resumi a vida de Ferreira Gullar de uma forma fenomenal, porque reduzi inúmeros parágrafos e a sua produção literária em um mero parágrafo.

“José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar, nasceu em 1930 na cidade de São Luiz, Maranhão. Com apenas 13 anos, Ferreira Gullar já demonstrava seu interesse por literatura e poesia, e com o passar do tempo escreveu e passeou por vários meios artísticos, escrevendo para revistas, artigos, manifestos, peças de teatro, crônicas, participando assim ativamente da produção cultural de sua época”.

Apesar da crítica ao trabalho, eu recomendo o poema, mas antes é melhor pesquisar sobre ele, senão você corre o risco de perder as intenções dos versos.

sábado, 12 de abril de 2008

Fila na biblioteca?!

Dizem que o brasileiro lê pouco e realmente lê. Quando se compara a quantidade de pessoas que existem no Brasil e quantas lêem, chegamos a essa conclusão. No entanto, algumas semanas atrás aconteceu um fato inédito na biblioteca do CCBB.

Eu tinha feito uma reserva para o livro “Fortaleza Digital” do Dan Brown há um mês e nada de me ligarem para dizer se um dos cinco exemplares estavam a minha espera. Cheguei a ver que um deles deveria ter sido devolvido alguns dias antes da minha visita, portanto ele estaria lá, pensei ingenuamente.

Indaguei isso com a moça e ela me explicou que desde que estes exemplares chegaram, eles não param um segundo na biblioteca e que existiria uma grande lista de reserva. Perguntei se dava para ver em que posição eu estava para ter uma noção de quando eu colocaria minhas mãos naquele livro tão cotado.

Pra minha surpresa, existiam 126 reservas e eu sou a reserva de número 124 =/ Como cada livro fica um mês com cada pessoa, já dá pra ter uma noção de que vai demorar um certo tempo pra eu poder lê-lo.

“Puxa! Só ano que vem então?” perguntei. “Provavelmente”, respondeu a paciente moça.

Que droga.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Menina acomodada, egoísta e mimada

Você que me conhece, será que iria reconhecer essas características como minhas? Eu certamente não gostaria, mas de tempos em tempos tenho esses surtos. Ninguém é perfeito, né?!

Levei a maior bronca hoje manhã. Está tendo obra aqui em casa e fica aquela bagunça, meus pais que levam esse projeto são os mais empolgados e realmente eu não levantei um dedo pra mover as coisas de lugar...eu não senti nenhuma vontade de me meter naquela bagunça, levantar peso, subir e descer escada, levar coisas pra um lado e pro outro e você pode me culpar???

Aí vem o discurso de que essa obra é pra gente, que eles fazem tudo por nós, para nós e realmente agora eu me sinto um peso, mas afinal eu não pedi obra nenhuma. Eu aqui preocupada com outras coisas, e não é minha prioridade servir de peão. Eu não estou dizendo que estou certa, longe disso, é só que eles disseram que eu tinha que ser prestativa porque estamos fazendo algo pra família e dessa vez eu não senti mesmo o espírito de cooperação.

Agora eu entendo o que o Nemer estava dizendo sobre o libriano, que só quer ficar no bem bom e que os outros façam as coisas pra ele. Quando ele falou isso, eu pensei, “Nada! Eu não sou acomodada assim!” e aí vem essa situação. Aff!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A discussão do momento no...Teatro!

Difícil pensar com essa barulheira de obra aqui na minha cabeça, mas vamos lá rs

A situação é a seguinte: está em discussão duas propostas de incentivo ao teatro; a primeira seria um Programa de Fomento ao Teatro e a segunda, uma lei do Teatro semelhante à lei Rouanet. Eu não quero entrar no mérito de discutir as propostas a fundo, quem se interessar pode procurar saber mais sobre elas. (Nosso amigo Pedro Maia, leitor/escritor/ator pode contribuir mais para a discussão, porque eu sei que ele sabe mais que eu =P).

No entanto eu queria levantar que a classe teatral busca defender seu lado com medo de que um fundo único para as artes acabe por não distribuir bem a verba e não conseguir administrar tudo. Eu não sei bem o que pensar, qual seria a melhor solução, só sei que me irrita o mecanismo da Rouanet, porque nesse mundo capitalista em que vivemos nenhuma empresa faz boa ação por altruísmo ou consciência, ela só está de olho no Imposto de Renda, e elas já lucram horrores! Aff!

Eu gostei bem do discurso que li do Moacir Chaves (diretor de teatro e diretor artístico do Teatro do Planetário), ele critica essa “época de aberração” (no Jornal O Globo) em que as empresas pagam tudo para a Cia. de Teatro e ela não se preocupa em ganhar dinheiro com a bilheteria, ou seja, não existe uma preocupação em manter as peças em cartaz para que a população assista ou mesmo ganhar o seu, porque eles já ganharam com o patrocínio, o público fica em segundo plano do ponto de vista financeiro.

“...o que importa não é a apresentação de uma peça para o maior número possível de espectadores, e sim a produção em seqüência da maior quantidade de novos espetáculos, já que é na etapa da produção que todos são pagos...”

Ele defende então o incentivo não a montagens de peças curtas, e sim de longo prazo, com uma preocupação com a circulação.

Eu gosto também do que diz o presidente da Funarte, Celso Frateschi, que tende para a criação do Fundo com recursos diretos e não incentivados.

Pra variar eu não tenho uma conclusão, essa discussão ainda vai correr durante bastante tempo, bem depois que nossa geração tiver morrido. Eu sou a favor de saber como isso se dá em outras partes do mundo, outros lugares que já estão por aí há mais tempo que nós.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A volta do Museu Nacional de Belas Artes

Já nem lembro há quanto tempo o Museu de Belas Artes se encontrava fechado, sempre que eu passava por ali relembrava as exposições do Dali e do Monet, marcantes e que cheguei a visitar inúmeras vezes, como ele podia ficar fechado por tanto tempo?!

Perguntei o motivo da greve para a diretora de projetos da prefeitura e ela explicou que esta seria uma greve de cultura federal, não tendo nada a ver com o município. Bom, as reivindicações devem ter sido atendidas porque acabei de me deparar com esta nota no jornal:

“O Museu Nacional de Belas Artes fecha para obras hoje e reabre em sete de maio. Fará obras em áreas de circulação, preparando a casa para a grande exposição de Taunay. Na volta, estará aberto também aos sábados e domingos, o que não acontecia desde de 2006”.

Anotem em seus calendários! Sete de Maio!

Eu fico muito feliz porque parece que a cultura está tendo uma maior atenção e espero que de agora em diante ela só cresça de forma pensada, planejada e estudada.